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30/01/2008 - Segurança
Lupi pedirá ajuda à AGU para acelerar processo contra acusados de chacina de Unaí
Radiobras

Brasília - O Ministério do Trabalho pedirá à  Advocacia-Geral da União (AGU) que passe a ser co-autora do processo contra os nove acusados de envolvimento da morte de três auditores fiscais e um motorista, em Unaí (MG). Com a medida, o julgamento poderá ser acelerado.

 
O anúncio foi feito após reunião do ministro com duas das viúvas dos auditores mortos â€" Helba Soares da Silva, viúva de Nelson José da Silva, e Genir Lage, viúva de João Batista e a presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait), Rosa Maria Campos Jorge. O sindicato está elaborando um abaixo-assinado condenando a demora no julgamento do crime, que completou quatro anos ontem (28).
 
Para Lupi, o fato de não ter ocorrido julgamento quatro anos após o crime pode ser considerado “sinal de impunidade". Segundo ele, a Secretaria de Inspeção do Trabalho do ministério elaborará nota técnica para avaliar o efeito da demora do julgamento sobre a atividade dos fiscais. “Isso gera um efeito na eficiência e na maneira de trabalho, pois muitos se sentem ameaçados pela impunidade que se tem nesse processo", disse o ministro Carlos Lupi.
 
De acordo com o ministro, a nota técnica ficará pronta depois do carnaval. O documento servirá como base para pedir providências à  Advocacia-Geral da União para entrar como co-autora na ação penal em andamento no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (em Brasília) desde 2005.
 
O crime em Unaí aconteceu no dia 28 de janeiro de 2004, quando os auditores fiscais João Batista Soares Lage, 50 anos, Eratóstenes de Almeida Gonçalves, 42 anos, e Nelson José da Silva, 52 anos, além do motorista Ailton Pereira de Oliveira, 51 anos, foram executados a tiros por pistoleiros. Na ocasião, eles participavam de uma fiscalização em fazendas de feijão no município.
 


 
 
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