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17/06/2008 - Em debate
Correio do Povo
Assédio moral: vítimas já são 40%

MIRELLA POYASTRO

A prática do assédio moral é tão antiga quanto o trabalho. A novidade é a intensidade, a gravidade, a amplitude e a banalização do fenômeno. 'Pesquisas revelam que 40% dos trabalhadores brasileiros inseridos no mercado formal sofrem ou já sofreram assédio moral, o que indica que a prática está disseminada', afirmou a advogada e psicóloga organizacional, Ingrid Ruschel. Ela foi uma das palestrantes do seminário 'Assédio Moral nas Relações de Trabalho', realizado ontem na sede do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal (Unafisco Sindical) em Porto Alegre.

'Existem várias definições para assédio moral, mas todas passam por perseguição injustificada que incide sobre uma pessoa determinada e que acarreta em uma série de distúrbios psicológicos e físicos, além de dificultar as relações sociais', definiu Ingrid. A especialista ressaltou que atos de humilhação, constrangimento e discriminação praticados de forma rotineira compõem o cenário de assédio moral.

'Normalmente, o assédio parte do chefe em relação ao funcionário, que se favorece da relação de hierarquia profissional', enfatizou. Ingrid revelou ainda que no Rio Grande do Sul a Justiça está dando ganho de causa a muitos trabalhadores de empresas que ingressam com ações de reparação de danos morais devido a assédio.

De acordo com o vice-presidente da Unafisco Sindical, Fernando Freire, a prática atinge cerca de 60% dos servidores públicos. 'Nossa intenção é trazer o tema para o debate e conhecimento de toda a sociedade', afirmou. Conforme o Sindicato da Justiça do Rio Grande do Sul (SindijusRS), a prática de assédio moral deve ser denunciada para o sindicato ao qual o trabalhador é vinculado, além do Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina.



 
 
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