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Edição nº 361

Editorial
Ano começa com muitas expectativas

Ação da OEA
Unafisco irá a Washington até o final de janeiro

Jurídico
Unafisco ingressa com ação para incorporação da GAT

Gifa
Novo relator informa inclusão de processo na pauta

Mundo Jurídico
STF suspende contribuição de 3,2% do Ipsemg

Aposentadoria
Suspensas decisões do TCU

Em busca do lucro
Bancos criam fundos de precatórios

Unafisco Saúde
Hospital Oswaldo Cruz faz palestra de apresentação

Proposta
Subsídio para plano de saúde de aposentados

Metas de arrecadação
Unafisco solicita audiência com Fazenda e Planejamento

Inflação
Peso é maior para os idosos

Artigo
Por que o casamento deve durar?

Histórias Fiscais
Êta noite comprida

Obituário


Anexos

Projeto Memória
Nossa moeda através dos tempos

 

 

Editorial
Ano começa com muitas expectativas

Apesar de no final do ano passado termos conseguido algum alívio com a não-aprovação da Fusão dos Fiscos, começamos 2007 sob temores. Este segundo mandato do presidente Lula tem início sem despertar expectativas, mas com muitas preocupações. Em 2003, quando a imprensa divulgava as linhas do que seria a reforma da Previdência, os servidores públicos ainda acreditavam que o governo do PT iria respeitar os direitos sociais. Estávamos enganados. Agora, quando a mídia e o mercado voltam a insistir na necessidade de uma nova reforma
da Previdência, vimos que o governo parece não ter certeza se irá propô-la, o que não é suficiente para se baixar a guarda.

Independentemente das indefinições palacianas, a DEN tem-se preparado para os desafios que virão, muitos dos quais já estão postos, como a fusão dos fiscos, as demandas jurídicas e a campanha salarial. Como forma de se preparar para os desafios de 2007, a DEN reuniu-se em Brasília nos dias 9, 10 e 11 de janeiro. A campanha salarial, o projeto de fusão dos fiscos e as
demandas judiciais foram debatidos em profundidade.

Em relação à fusão, nossa estratégia tem sido vitoriosa desde sua proposição em julho de 2005. Começamos o ano de 2006 com o projeto trancando a pauta na Câmara dos Deputados e terminamos o ano sem que o PL tivesse sido aprovado em definitivo. Diante das mudanças feitas pelo Senado, membros da bancada governista passaram a questionar alguns pontos do projeto, mesmo assim é possível que o governo venha a jogar peso na sua aprovação, pois na avaliação do Executivo a fusão trará mais recursos para o caixa da Previdência, argumento usado por alguns para se contrapor a uma nova reforma.

AÇÃO DA OEA
Unafisco irá a Washington até o final de janeiro

 

O 1º vice-presidente do Unafisco, AFRF aposentado Roberto Piscitelli, e o diretoradjunto de Assuntos de Aposentadoria, Proventos e Pensões da DEN, José Carlos Nogueira, são os dois diretores do Sindicato que irão a Washington na segunda quinzena de janeiro para tratar da denúncia feita pelo Unafisco na Organização dos Estados Americanos (OEA) contra a cobrança da contribuição previdenciária, conforme ficou definido na reunião da DEN realizada nos dias 9, 10 e 11 de janeiro, em Brasília. Os dois diretores estarão acompanhados do patrono da nossa denúncia, o advogado Paulo Lopo Saraiva, que irá questionar o fato de a Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (CIDH) estar insistindo na solicitação de que as quatro entidades que fizeram denúncias adotem uma representação comum. Em Washington, perante a comissão, o advogado e os diretores deverão sustentar que o Unafisco discorda tanto da decisão que pretende anexar a nossa e as demais denúncias à do Mosap quanto da solicitação da Comissão Interamericana de Direitos Humanos da OEA (CIDH) para que as entidades denunciantes indiquem uma representação comum. Para o diretor de Assuntos de Aposentadoria, Proventos e Pensões da DEN, Lenine Moreira, o Unafisco, como entidade
denunciante, não pode admitir ser forçado a ter um representante que não foi o da sua livre
escolha, até porque quando contratamos um profissional para nos representar exigimos dele,
antes da sua contratação, determinados compromissos com as nossas práticas e os princípios
éticos defendidos por nossa categoria.

Ademais, o Unafisco até tentou articular uma reunião com os representantes de todas as entidades envolvidas, inclusive o Mosap, mas não foi possível nem se reunir, que dirá se chegar a um consenso.

O Unafisco também não pode abrir mão de defender seu ponto de vista nem os interesses dos AFRFs aposentados e seus pensionistas. Por essa razão, fomos o primeiro sindicato a apresentar a denúncia, quando outras entidades ainda não acreditavam que ela teria possibilidade de produzir algum resultado positivo, argumenta. PAC – Para o diretor-adjunto de Assuntos de Aposentadoria, Proventos e Pensões da DEN, José Carlos Nogueira, a denúncia
apresentada pelo Sindicato tem produzido efeitos positivos. Um deles é a reticência do governo
em apresentar uma nova reforma da Previdência. Segundo informações da imprensa, não constarão no Plano de Aceleração de Crescimento (PAC), a ser apresentado no dia 22 de janeiro, mudanças no sistema previdenciário, apesar de pressões feitas pelo mercado e por alguns integrantes da equipe econômica que alegam um déficit explosivo nas contas da Previdência. Segundo matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo do dia 4 de janeiro, o presidente Lula tem dito reservadamente que quando se fala em reformar a Previdência há forte reação negativa do funcionalismo público e dos aposentados, com temor de que seus direitos sejam retirados e o valor dos benefícios, diminuídos. “Ele não deseja comprar essa briga no segundo governo”, afirmou o jornalista Kennedy Alencar na matéria. Segundo o jornalista, o
presidente apresentaria uma proposta para entrar em vigor apenas em 2011, a qual definiria
uma idade mínima para a aposentadoria, que seria de 65 anos tanto para homens quanto para
mulheres.

JURÍDICO
Unafisco ingressa com ação para incorporação da GAT

Seguindo deliberação da última Assembléia Nacional, realizada em 14 de dezembro passado, o Unafisco Sindical ajuizou no dia 9 de janeiro ação que pleiteia a incorporação da GAT (Gratificação de Atividade Tributária) ao vencimento básico do AFRF. Se vitoriosa a ação, essa incorporação significará um aumento percentual de vantagens e gratificações como a Gifa (Gratificação de Incremento à Fiscalização e à Arrecadação); anuênios; periculosidade;
gratificação de 20% para aposentados (aqueles que se aposentaram até dezembro de 1990), entre outras.

A iniciativa de pleitear judicialmente a incorporação da GAT é também mais um passo em direção à reivindicação histórica dos auditores de ter a maior parcela da sua remuneração paga como vencimento básico. A justificativa que respalda o pedido de incorporar a GAT ao vencimento
básico é que, com a edição da Lei nº 10.910, de julho de 2004, que transformou a GDAT em GAT, esta parcela da remuneração teve alterada a sua natureza jurídica, deixando de ser gratificação vinculada à produtividade e passando a ser paga em percentual fixo, independentemente de avaliações institucionais ou individuais.

O entendimento do Unafisco é que essa transformação representou uma mudança na natureza jurídica da GAT, deixando de ter a natureza de ser vantagem e passando a ter a de vencimento básico. Ou seja, a intenção é adequar a GAT à sua verdadeira essência jurídica.

A orientação do Sindicato é de que não há necessidade de os auditores, individualmente, ingressarem na Justiça pedindo a incorporação, já que os novos filiados também terão oportunidade de requerer a incorporação via Departamento Jurídico da DEN. O Unafisco avisa ainda que ficará responsável por todas as custas do processo, por eventuais honorários de sucumbência e que não cobrará honorários de êxito.

GIFA
Novo relator informa inclusão de processo na pauta

O juiz federal convocado Manuel José Ferreira Nunes, que era o relator no Tribunal Regional
Federal da 1ª Região da apelação do mandado de segurança da Gifa, retornou a sua vara de origem e por isso o processo foi redistribuído ao juiz convocado Miguel Ângelo Ferreira Nunes.
No dia 10 de janeiro, a advogada- chefe do Departamento Jurídico, Priscilla Baccile, reuniu-se
com o relator. Ele informou que o processo está na pauta para julgamento no dia 5 de fevereiro
próximo.

Além de salientar a importância de ser julgado o quanto antes o processo, tendo em vista a
idade avançada dos aposentados e pensionistas, alguns com mais de cem anos, a advogada entregou as decisões do processo de julgamento da GDAT, em que o mesmo Tribunal reconhece o direitoà paridade dos aposentados.

No entendimento do Unafisco, não cabe a aplicação da Lei nº 4.348/64, que veda a execução de sentença em mandado de segurança quando os valores devidos corresponderemà extensão de gratificação, vantagens, reclassificação ou equiparação salarial de servidor público, o que não é o caso, pois trata-se de benefício previdenciário, proventos e pensões. A sentença em primeira
instância concedeu o mérito, mas vedou a execução antes do trânsito em julgado da ação
com base nessa lei. O Unafisco trabalha para reverter esse entendimento sobre a execução
da sentença, enquanto a União questiona o mérito, que nos foi favorável.

MUNDO JURÍDICO
STF suspende contribuição de 3,2% do Ipsemg

O Sindicato dos Auditores- Fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais (Sindifisco-MG) conseguiu, no Supremo Tribunal Federal, suspender a contribuição mensal compulsória de 3,2%
cobrada dos servidores públicos mineiros para custear as despesas de assistência médica e hospitalar prestada pelo Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais
(Ipsemg). O ministro Gilmar Mendes, relator do processo (nº 487.129-7), deu provimento ao
recurso extraordinário interposto pelo Sindifisco no sentido de desobrigar um grupo de nove
auditores-fiscais do pagamento da contribuição instituída pelo governador Itamar Franco.

Pelo menos outros mil servidores aguardam decisão semelhante do STF. O Sindifisco-MG foi um dos pioneiros no estado a questionar judicialmente a cobrança da contribuição para o custeio de saúde. As primeiras ações em grupos, com cerca de dez auditores-fiscais, foram ajuizadas pelo Sindicato no início de 2005 no Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Desde então, o TJ/ MG vem julgando as ações e declarando inconstitucional a cobrança. O Estado entrou com recurso e a decisão foi para o STF.

No processo, o Sindicato argumentou que tal cobrança é arbitrária, confiscatória e inconstitucional. O artigo 149 (modificação inserida pela Emenda Complementar 41/2003) da Constituição Federal de 1988 autoriza os estados a instituírem somente contribuição previdenciária, e o artigo 196 garante que saúde é direito de todos e dever do Estado.

Ipsemg – “Entramos com uma Adin (Ação Direta de Inconstitucionalidade) e aguardamos
o julgamento. O Ipsemg tem decisões favoráveis e contrárias em 1ª instância, e essa questão só vai ficar clara quando essa Adin for julgada”, explica o procurador do Ipsemg, Leonardo
Augusto Leão. O argumento do Ipsemg é que a cobrança é devida para custear a prestação diferenciada e exclusiva de serviço de saúde para os servidores.

No processo, o Sindifisco argumenta que o serviço prestado pelo Ipsemg é considerado
insuficiente. “Não temos quase contrapartida nenhuma. Os serviços não são bem prestados”,
protesta o presidente da entidade, Lindolfo de Castro.

APOSENTADORIA
Suspensas decisões do TCU O Supremo Tribunal Federal (STF) deferiu, em parte, pedido de liminar no Mandado de Segurança (MS) 26280 impetrado pelo Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Estado de Rondônia (Sindsef). O MS pretendia suspender os efeitos de decisões do Tribunal de Contas da União (TCU) que consideraram ilegais concessões de aposentadorias.
A decisão, proferida pelo presidente em exercício do STF, ministro Gilmar Mendes, foi tomada no dia 3 de janeiro passado. O pedido do Sindsef tinha a intenção de impedir a retirada dos percentuais recebidos pelos servidores decorrentes dos planos econômicos, concedidos por meio de decisões transitadas em julgado na Justiça do Trabalho.

O sindicato sustenta que por tais decisões — especificamente nas Reclamações Trabalhistas
n°s 743/91 e 934/91, ambas da 3ª JCJ de Porto Velho -RO — os servidores incorporaram aos seus vencimentos os percentuais relativos aos Planos Verão (26,05%) e Bresser (26,06%). Ressalta que esses atos foram confirmados pelas instâncias superiores e transitaram em julgado.

Alega, em síntese, violação à coisa julgada, à segurança jurídica e à separação dos Poderes,
tendo em vista que “a sentença que deu direito à incorporação é ato jurídico perfeito, já revestido pelo manto da coisa julgada material, passando a ter caráter de imutabilidade, que
são garantias constitucionais, não podendo ser violadas nem mesmo por lei, disto decorrendo
o seu direito líquido e certo”.

Decisão — Quanto à legitimidade passiva do diretor de Administração do Ibama, o ministro Gilmar Mendes entendeu que apenas o TCU deve figurar como autoridade coatora. Em relação ao pedido feito no mandado de segurança, Gilmar Mendes afirmou que a jurisprudência do STF se firmou no sentido de que “as decisões do TCU não podem determinar a supressão de vantagem pecuniária incorporada aos vencimentos de servidores por decisão protegida pelos efeitos da coisa julgada, ainda que contrária ao entendimento desta Corte sobre a matéria”. Para o ministro, os documentos contidos na petição inicial demonstram,à primeira vista, que os servidores tiveram assegurada, por decisões proferidas pela Justiça Trabalhista (Reclamações Trabalhistas 743/91 e 934/91), transitadas em julgado, a incorporação,às suas remunerações, do Plano Verão (26,05%) e do Plano Bresser (26,06%).

“Ademais, ao contrário do que afirma o TCU em suas informações, as sentenças proferidas nos processos n°s 743/91 e 934/91 determinaram, de forma expressa, a incorporação dos índices de 26,05% (Plano Verão) e 26,06% (Plano Bresser) à remuneração dos servidores, inclusive para fins de pagamento de diferenças salariais nos meses subseqüentes”, afirmou.

EM BUSCA DO LUCRO
Bancos criam fundos de precatórios

Num cenário de juros em queda, o mercado financeiro já encontrou uma forma de compensar
as “perdas”: criou um fundo de investimentos baseado em precatórios federais. Ou seja, pretendem lucrar em cima do desespero dos servidores que após esperarem anos para receber seus precatórios preferem vendê-los com deságio.

No dia 9 de janeiro, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou a criação de um Fundo de Investimentos em Direitos Creditórios (FIDCs) lastreado em precatórios federais. Foram emitidas 3 milhões de quotas, no valor unitário de R$ 1,00, totalizando R$ 3 milhões. A operação é liderada pela Mellon Serviços Financeiros DTVM S/A. Antes, a CVM já tinha autorizado um FDIC no valor de R$ 100 milhões para a Citoma, uma empresa exportadora de café do Espírito Santo, e estruturado pela Polo Capital Gestão de Recursos.

Segundo matéria publicada na coluna Mercado Aberto, da Folha de S. Paulo, no dia 8 de janeiro passado, o colunista Guilherme Barros deu informações sobre o lançamento desses fundos. O jornalista entrevistou o economista Alex Agostini, da Austin Rating, e este previu que pode ocorrer, a partir de agora, uma enxurrada de lançamentos desse tipo de fundo com lastro em
precatórios federais. Segundo a matéria, a previsão do mercado financeiro é que haja hoje um
estoque de R$ 100 bilhões em precatórios federais, quase o mesmo montante do superávit
primário (R$ 115 bilhões).

Guilherme Barros conclui a matéria com a seguinte afirmativa:“O fato é que o mercado financeiro no Brasil terá de recorrer cada vez mais a alternativas como esta, do FDIC com lastro em precatórios, para compensar a queda dos juros”. Vão buscar o lucro em cima do desespero dos servidores, a maioria aposentados, ansiosos em receber uma dívida do governo.

PEC 12/06 - A criação dos FDCI não tem relação com a Proposta de Emenda Constitucional nº 12/06, apresentada no começo do ano passado pelo senador Renan Calheiros (PMDB/AL). A PEC
cria o regime especial destinado ao pagamento de precatórios por meio de leilões de deságio. Ela estabelece que os estados e o Distrito Federal só poderão destinar anualmente 3% das suas receitas primárias para quitar precatórios — para os municípios este limite é de 1,5%. Do
montante destinado aos precatórios, 70% será por meio dos leilões de deságios e apenas
30% em espécie.

Atualmente, a PEC está parada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado e tem como relator César Borges (PFL-BA). O Unafisco é contra a proposta.

UNAFISCO SAÚDE
Hospital Oswaldo Cruz faz palestra de apresentação

Os associados do Unafisco Saúde já contam com o que há de mais avançado em tecnologia
médico-cirúrgica em um dos centros de diagnóstico mais modernos do país: o Hospital Alemão Oswaldo Cruz (HAOC). Para selar o recente credenciamento, diretores do Unafisco Sindical e filiados participaram no dia 12 de janeiro de uma palestra de apresentação na unidade hospitalar localizada no bairro do Paraíso, em São Paulo-SP. Na oportunidade, representantes do Oswaldo Cruz divulgaram os serviços oferecidos pela instituição.

Centro com certificação de excelência, concedido pelo Ministério da Saúde, o Oswaldo Cruz possui um corpo clínico composto por mestres e doutores, conta com profissionais que atendem em 50 especialidades— entre elas alergologia, cirurgia infantil, cirurgia oncológica, dermatologia,
hematologia, hemoterapia, geriatria, psiquiatria, oncologia, obstetrícia, neurologia, nefrologia, medicina nuclear, urologia, etc.

PROPOSTA
Subsídio para plano de saúde de aposentados

Segundo pesquisa feita pela empresa de consultoria Mercer Brasil, em um universo de 304 empresas, apenas 80 oferecem planos de saúde para aposentados. Em artigo publicado no dia 5 de janeiro no jornal Gazeta Mercantil, o consultor sênior de benefícios da consultoria, Francisco Bruno, conjecturou que o receio de perder o plano de saúde tem levado muitos empregados a
postergarem sua aposentadoria.

“E se este é um dos mais altos custos sob a responsabilidade das empresas que oferecem esse benefício, o quadro não muda quando o problema se individualiza. O custo da saúde aumenta com o aumento PROPOSTA Subsídio para plano de saúde de aposentados da idade”, conclui.

Para minimizar a situação, o consultor propõe que sejam oferecidos benefícios para as empresas que mantenham seus aposentados no plano de saúde empresarial. Um deles seria a dedução da base de cálculo do Imposto de Renda das despesas com planos de saúde destinados a aposentados. Atualmente, tal dedução só é permitida quando se trata de empregados ativos. Ele também propõe a criação de um programa de pré-capitalização de recursos destinados ao
custeio do plano de saúde durante o período de aposentadoria do ex-empregado, nos moldes do que já existe na previdência privada.

No seu artigo, Francisco Bruto trata apenas dos trabalhadores da iniciativa privada. Seria bom também que fossem pensadas alternativas para os servidores públicos. No caso dos AFRFs, o governo concede aos ativos um auxílio de pouco mais de R$ 100,00. Os aposentados e pensionistas não recebem nem esse valor. É uma situação que precisa mudar. Além de arcarem com a contribuição previdenciária e de muitas vezes auxiliarem outros familiares em suas despesas educacionais e domésticas, os servidores aposentados arcam, geralmente, com pesadas despesas de saúde.

METAS DE ARRECADAÇÃO
Unafisco solicita audiência com Fazenda e Planejamento


Em razão do temor de colegas de todo o país sobre o atingimento das metas de arrecadação para fins de pagamento da Gifa, o Sindicato encaminhou cartas no dia 11 de janeiro aos ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Paulo Bernardo, solicitando uma
audiência.

O Unafisco reitera que o pleito da categoria é a incorporação das gratificações ao vencimento
básico e que os AFRFs estão dispostos a negociar a reformulação de nossa remuneração nos termos da tabela salarial do plano de carreira.

INFLAÇÃO
Peso é maior para os idosos

A Fundação Getúlio Vargas divulgou na primeira semana do ano o índice de Preços ao Consumidor da Terceira Idade (IPC- 3i) em 2006, que mede o custo da cesta de consumo das famílias compostas majoritariamente por pessoas com mais de 60 anos. Apurou-se que a inflação foi maior para quem está nessa faixa etária. Enquanto o IPC-BR, que mede a inflação geral, foi de 2,06% no ano, o IPC-3i somou 2,26%. Os números constataram o que os AFRFs aposentados, a grande maioria com mais de 60 anos, já tinham percebido nos seus orçamentos domésticos.

Para o coordenador do IPC Brasil, André Furtado Braz, o seguro saúde, medicamentos e táxis, com peso maior nas despesas dessas famílias, determinaram a aceleração da inflação para o idoso no ano. Segundo apurou a Fundação Getúlio Vargas, o reajuste de 11,72% nas mensalidades dos planos de saúde foi o principal responsável pelo aumento do IPC-3i. Os medicamentos, com elevação de 3,86%, também pesaram na conta final.

Em relação aos planos de saúde, os AFRFs na terceira idade associados ao Unafisco Saúde tiveram um impacto menor da inflação em relação ao valor da mensalidade. No caso do plano de saúde dos AFRFs, o reajuste foi de 8,89%. Quase 3% menor do que a média nacional.

ARTIGO
Por que o casamento deve durar?

Valdomiro Carezia “Casamento bem-sucedido é quando nos apaixonamos várias vezes, sempre pela mesma pessoa.” (Mignon McLaughlin)

“O que Deus uniu em seu amor, nada pode separar.”

Li certa ocasião: se temos a capacidade de começar a amar alguém por que duvidar da nossa
capacidade de manter esse amor? Pura sabedoria; infelizmente, na maioria dos casos, não se pensa nisso. Uma pena... porque, embora nem sempre pareça, gostamos das coisas estáveis
e duradouras. Na verdade o ser humano necessita da estabilidade, seja ela material, econômica ou financeira, seja afetiva, sentimental ou emocional. Destaca-se aqui a instituição do casamento, concebido por Deus para ser estável, para durar eternamente.

A estabilidade do casamentoé realizador; representa um sucesso tão grande, incomparável com os aspectos profissionais, econômicos ou sociais. O casamento estável, feliz e duradouroé tudo que sonhamos e precisamos, muito embora a sociedade tente ser fria com relação a isso. Nada marca tão profundamente o ser humano quanto uma relação conjugal e familiar bem-sucedida. É da nossa essência e devemos isso ao nosso criador, que investiu em nós. É de um casamento estável, duradouro que provêm os nossos melhores frutos, filhos felizes, emocionalmente estáveis e maduros para enfrentar o mundo, perpetuando a família através das gerações. Não há outro caminho. Precisamos estar bem conscientes disso em nossas decisões, muitas vezes
tomadas sem qualquer critério.

Fácil para iniciar, muito mais fácil para terminar. Assim a sociedade moderna encara o asamento.
Infelizmente.

O casamento deve durar porque é bom! Apesar do ditado pessimista “o que é bom dura pouco...”, normalmente concordamos que “tudo que é bom deve durar”.

Casamento é coisa divina, sagrada e “tudo que Deus fez é bom”. E Deus o fez para durar e deseja mantê-lo assim. Investiu e continua investindo nessa dimensão maravilhosa do amor entre um homem e uma mulher.

Bom e realizador, o casamento é parte integrante da natureza humana; dificilmente encontramos alguém que ignora isso totalmente.

Nenhum relacionamento substitui o relacionamento conjugal; sabemos muito bem do que o amor é capaz, logo não é de se estranhar que essa união tenha a capacidade de preencher a vida dos envolvidos e de fazê-los felizes. Nada mágico, isso se torna cada vez mais real, quanto mais empenho e vontade houver por parte de ambos.

Afinal, um bom casamento sempre está recheado de carinho, fraternidade, coesão, apoio mútuo, ternura e afeto.

O amor faz maravilhas na vida das pessoas; no casamento isso se torna muito palpável; amar e sentir-se amado, perceber que um faz parte da vida do outro; saber que há alguém com quem pode contar em qualquer situação são algumas das realidades só possíveis entre vidas entrelaçadas, compromissadas...

O casamento deve durar porque é um investimento! Um investimento material e sentimental.
E ninguém investe no fracasso. Na verdade, a parte material é a menos importante, mas “pesa”! Mas não é ela, na maioria dos casos, que define a continuidade do “consórcio familiar”. Já a parte sentimental, sim; esse investimento significa tudo no casamento: é ele que define seu sucesso. Investimos tudo? Confiamos? Ou apostamos apenas uma parte? Desconfiados, preferimos “reservar”, já que, de repente, podemos perder tudo? Melhor prevenir...

Está em jogo no casamento o que temos de mais sagrado: a dignidade, a auto-estima, o amor próprio, tudo que construímos e preservamos para“aplicar” na hora certa, na medida certa, com a pessoa certa.

Criados um para o outro... Iguais e diferentes... Mesma essência, mesma dignidade, mesma
capacidade de amar e de se doar. Muito diferentes nas “qualidades” e nos “defeitos”. Por isso o
casal é mais que cada um por si; uma comunhão de vidas que se unem e se complementam num
projeto de vida a dois, sonhado e construído aos poucos, capaz de realizar a ambos. Como é bonito entre os passarinhos quando a fêmea, percebendo que chegou a hora, que está madura, pode e quer ter o seu ninho, seu “lar”, sua “família”. Transportemos isso para o ser humano...

Quanta alegria: nova casa, novos móveis, tudo planejado, cuidado, pensado, sonhado; do “nosso tamanho”, da “nossa cara” e “para nós”... Como vale a pena, como compensa o sacrifício, a dedicação...

Parece impossível pensar que possa não dar certo! O casamento deve durar porque você assumiu um compromisso! Jurou amor e fidelidade; deu sua palavra de aceitar o outro e de ajudá-lo a ser feliz; celebrou um pacto incondicional ao que possa advir. Deixar de cumprir essa responsabilidade, ignorando as cruéis conseqüências para todos os envolvidosé algo complicado para ser facilmente digerido. Ninguém será o mesmo, e os estragos são imprevisíveis e irremediáveis...

HISTÓRIAS FISCAIS
Êta noite comprida

Eunápio Amorim Saíramos de Salvador com programação para empresas em duas cidades do Sudoeste, aproximadas. Era inverno, sendo o clima da região bem abaixo do soteropolitano. Chegados ao primeiro destino, como esperado, acomodamo-nos em “pensão”, ocupando quartos e, também, a “sala de visitas”, como chamamos, por aqui, a de frente para a rua. Naquela fiquei eu e um colega. Sala com forro. Sem ter o que fazer, à noite, depois do jantar, umas voltas pela praça ajardinada e, logo mais, estávamos de regresso; e, na cama, à espera do sono, lendo jornal ou “papeando”. Acordáramos cedo para a viagem, e esta, marítima
e ferroviária, desconfortável, por algumas horas, nos deixara cativos de “Morpheu”...

“Puxa, vida... Que gente mal-educada; ainda escuro, e a falarem alto, não se importando com os hóspedes...”. Assim resmungava o colega, companheiro de “quarto”, ante a escuridão ambiental e os rumores incomodatícios na “madrugada”, vindos do interior da casa, enquanto a noite parecia não acabar. Acordei com os reclamos do colega (caro Bessa, que o bom Deus o tenha), e, dando tento para a coisa, aproximeime da janela; espiando por uma fresta, surpreendi-me e ao colega com o fato de que a rua estava movimentada, com o comércio aberto: o dia já ia avançado em horas!...

AFRF aposentado - Salvador/BA

Obituário

As DSs de São José do Rio Preto (SP) e Ceará informam, com pesar, o falecimento dos AFRFs aposentados Carlos de Castro Silva (Carlito) e José Lima Pontes, filiados, respectivamente, às
duas DSs. O colega Carlito morreu no dia 8 de janeiro passado e tinha 80 anos. Já o cearense
José Lima Pontos tinha 76 anos e faleceu no dia 21 de dezembro do ano passado.

A DEN e as duas DSs solidarizam- se com os familiares e os amigos dos dois colegas neste momento de perda e dor. Temos certeza que os dois colegas foram servidores e cidadãos exemplares e que deixarão saudades.

Edição nº 360 - de 04/01/07