Balanço das principais operações desenvolvidas pela Receita Federal a partir do trabalho de fiscalização, pesquisa e investigação realizado por auditores-fiscais da Receita Federal.
Nº de operações e de prisões/condenações:
2003 = 6 operações / 26 prisões (temporárias, preventivas, 20 condenações)
2004 = 10 operações / 138 prisões (temporárias e preventivas)
2005 = 19 operações / 332 prisões (temporárias, preventivas, 23 condenações)
2006 = 16 operações / 235 prisões (temporárias, preventivas)
- – Resultados das principais operações realizadas a partir do trabalho de “inteligência” da Receita Federal:
- OPERAÇÃO DILÚVIO (novembro/2005 a agosto/2006)
Locais – 200
Prisões – 118
Participantes SRF – 450
Participantes PF – 920
Mandados de Busca e Apreensão em dois locais dos EUA
Executada em 16.08.06, a operação desarticulou o maior esquema já constatado de fraudes no comércio exterior, interposição fraudulenta, sonegação, falsidade ideológica e documental, evasão de divisas, cooptação de servidores públicos, entre outros ilícitos, perpetrado por grupo empresarial estabelecido em São Paulo e com diversas ramificações, notadamente nos Estados do Paraná, Rio de Janeiro, Bahia, Santa Catarina, entre outros, e nos Estados Unidos da América (EUA).
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- OPERAÇÃO SAÚVA – agosto 2006
Prisões – 33
O foco principal da investigação foi a ação de quatro grandes grupos empresariais de alimentos que, acordados entre si, dominavam a oferta de produtos a órgãos públicos por meio de fraude em licitações públicas (comercialização de alimentos) nos estados do Amazonas e Rondônia, nas esferas federal, estadual e municipal.
Durante os trabalhos foram apuradas práticas contínuas de criação de empresas,
ora para participar diretamente nas licitações públicas, ora para compor o processo licitatório como coadjuvantes na formação de número de concorrentes. A
maior parte dessas empresas foi constituída pelos beneficiários do esquema e, após um curto prazo, transferidas para “laranjas” que se sucederam ao longo do tempo. Foram criadas cerca de trinta empresas beneficiadas em processos licitatórios.
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- Operação DIRF100 (maio/2003 a julh0/2006)
Escritório de contabilidade do Rio de Janeiro produzia restituições indevidas de imposto de renda. O esquema ocorria há pelo menos cinco anos.
A operação envolveu aproximadamente 25 servidores, entre auditores-fiscais da Receita Federal e policiais federais.
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- Operação Pôr do Sol –Junho de 2006
Prisões: 10
Grande esquema de fraude, de “lavagem” e ocultação de valores, de evasão fiscal e de divisas desenvolvido por grupo empresarial estabelecido em Curitiba-PR e com recente ramificação em Manaus-AM.
Um grupo liderado por cidadãos de uma mesma família uruguaia estabeleceu-se no Brasil e, pelo menos nos últimos dez anos, vinha cometendo várias atividades ilícitas. Entre estas podem se destacar: descaminho, subfaturamento de importações, interposição fraudulenta, evasivas e fraudes à execução fiscal, sonegação de tributos internos, crimes contra o sistema financeiro, evasão de divisas e práticas de câmbio e de remessas internacionais ilegais, lavagem de dinheiro, ocultação de valores e blindagem patrimonial, operações bancárias suspeitas, criação e uso de várias empresas em nome de “testas de ferro” e/ou “laranjas”, além de diversas outras em nome de off-shore uruguaias, descontinuidade em pouco tempo de funcionamento de empresas importadoras com alto grau de sonegação de tributos internos, aplicação de recursos não contabilizados e/ou de origem desconhecida ou suspeita em empreendimentos imobiliários e em participações societárias, além de possíveis atos de cooptação e corrupção ativa de servidores públicos.
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- Conexão Miami – Junho de 2006
Mandados de Busca e Apreensão – 38
Apreensão - dois caminhões baús repletos de produtos importados, como TV de plasma, notebooks, projetores e equipamentos de home-theater
A operação teve com principal objetivo combater a sonegação fiscal praticada por empresas que comercializam produtos eletrônicos estrangeiros na Bahia. O esquema funcionava a partir de um grande exportador, que recrutava “mulas” para viajarem a Miami (EUA). De lá, eram trazidas mercadorias, em forma de bagagem. As “mulas” utilizavam Foz do Iguaçu como rota, fazendo conexão em São Paulo, onde eram esquentadas com notas fiscais falsas, antes de chegarem a Salvador.
Operação Narciso (Daslu)– fevereiro a julho/2005
Operação conjunta entre Receita Federal, Polícia Federal e Ministério Público Federal que culminou com a execução de Mandados de Busca e Apreensão em 32 locais e na prisão temporária de 4 envolvidos. O esquema investigado era perpetrado por comércio varejista de roupas de luxo, e consistia em elevado grau de subfaturamento nas importações, interposição fraudulenta, sonegação fiscal, formação de quadrilha e falsidade material. Farta documentação comprobatória dos ilícitos foi apreendida, e a análise inicial aponta para lançamentos de alto valor.
Operação Cevada – abril/2001 a junho 2005
Investigação concentrada em indústrias e distribuidoras do ramo de bebidas, realizada sob a forma de força-tarefa, constituída a partir de maio de 2004, com a participação de agentes públicos do Ministério Público Federal, da Receita Federal e da Polícia Federal, visando desbaratar esquema de sonegação de impostos federais e estaduais. A investigação culminou com a expedição, pela Justiça Federal, de 134 Mandados de Busca e Apreensão e 79 mandados de prisão cumpridos em 11 estados, e contou com a participação de 180 Auditores Fiscais da Receita Federal e 800 Policiais Federais.
Caso Paraquedista /Operação Exodus – agosto de 2006
16 Mandados de Busca e Apreensão
Prisões - 7
Participantes - 30 servidores da RF e 90 da PF
Esquema de empresário estrangeiro e outros envolvidos que, por meio de suas empresas, vêm adquirindo grandes propriedades rurais com a utilização de recursos provenientes do exterior, os quais, ao que tudo indica, são obtidos de forma ilegal.
A Secretaria da Receita Federal, a Superintendência da Polícia Federal em Roraima e o Ministério Público Federal instauraram força tarefa para apurar e identificar movimentações ilegais.
A investigação também está relacionada com utilizações irregulares de contas CC5, cujos levantamentos detectaram expressivas movimentações financeiras provenientes e/ou destinadas ao Brasil, em contas correntes e subcontas administradas por banco na cidade de Nova York/EUA. Algumas das citadas contas e subcontas tinham a indicação de serem de titularidade de empresas off-shore, sediadas em paraísos fiscais, e movimentadas por brasileiros, seus procuradores que, na verdade, figuram como os reais titulares dessas subcontas, servindo a constituição das off-shore apenas como dissimulação para os ilícitos praticados.
A atual fase do trabalho consiste na identificação e responsabilização dos ordenantes e reais beneficiários do esquema, bem como levantamento dos tributos sonegados com constituição do correspondente crédito tributário.
Caso Nações - Fábrica de Restituições – Junho de 2006
Prisões - 2
Operação em escritório de contabilidade que teve como finalidade desmantelar quadrilha que estava arregimentando através de mala direta e por propaganda “boca-a-boca” milhares de contribuintes, com o objetivo de enviar falsas informações nas declarações de Imposto de Renda. Pelo serviço de elaboração e transmissão da declaração era cobrado de 10 a 20% do valor do Imposto a Restituir.
Os objetivos dos fraudadores são a obtenção de restituições a maior ou redução do imposto a pagar. Foram identificados cerca de 6.000 Declarações de Imposto de Renda Pessoa Física – DIRPF com indícios de fraude que, pode ter chegado a 3 milhões de reais, não computados os juros e multas.
Operação Carta Marcada – maio2006
Mandados de Busca e Apreensão – 32
Prisões – 12
Organização criminosa que atuava, de forma sistemática, em licitações simuladas, vendas de notas fiscais, locação da razão social e utilização de “laranjas” nos quadros societários das empresas, com o objetivo de encobrir os verdadeiros responsáveis, acarretando desvio de recursos públicos, fraudes em licitação e sonegação fiscal.
Durante a operação foram designadas equipes para realizarem o cumprimento de (12) doze mandados de prisão e (32) trinta e dois de busca e apreensão de documentos e arquivos de informática em empresas ligadas aos ramos de construção civil, fornecimento de bens, serviços e fomento mercantil, na Paraíba e no Rio de Janeiro.
Sorriso Amarelo – (novembro/2003 a abril/2006)
6 locais de busca e apreensão (cinco comerciais e 1 residencial)
12 auditores
20 policiais federais
Famoso dentista carioca recusava-se, de forma contumaz, a declarar seus bens ou rendimentos. Fortes indícios (moderna e sofisticada clínica na Barra da Tijuca, residente em uma cobertura no Jardim Oceânico, locomove em um luxuoso veículo importado e aluga helicópteros eventualmente para seu transporte pela cidade) indicam que o referido contribuinte auferiu, nos anos-calendário que vão de 2000 a 2004, rendimentos anuais muito acima daqueles que o obrigariam legalmente à entrega de Declaração de Ajuste Anual do Imposto de Renda Pessoa Física.
Caso Tias / Operação Cidade Baixa – março 2006
Prisões – 4
Grupo formado por pelo menos oito pessoas, que agia havia cinco anos roubando senhas de servidores da Receita e regularizando débitos de empresas devedoras do fisco. Em São Paulo, foram presos quatro contadores. Outros quatro servidores do Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) foram presos na Bahia em 2005.
No final de 2005, a Receita identificou que quatro servidores do Serpro, que trabalhavam na Delegacia da Receita em Salvador, faziam operações com senhas de auditores fiscais de outras regiões.
Em parte delas eram inseridos pagamentos fictícios de débitos, quitados processos fiscais e emitidas certidões negativas de débito.
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Caso Gilda/Operação Sansão – (março a abril/2006)
3 locais
São Paulo/Santo André
Fraudes em restituições
Venda de recibos de médicos reais, mas cujos serviços jamais foram prestados à pessoa contratante.
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Operação Floripa – abril/2006
4 mandados de busca em Florianópolis e São José
Fraude em restituições
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Operação Alerta – abril/2006
5 prisões (1 no dia 28/04 e em 02/05) – 1 contador e 4 fisioterapeutas que vendiam os recibos em Vitória-ES.
Fraude em restituições. Venda de recibos médicos frios.
Caso Selva de Pedra/Operação Carbono(abril/2003 a fevereiro/2006)
Mandados de Busca e Apreensão: 40
Esquema de contrabando e descaminho de diamantes que culminaram na operação Carbono, desencadeada nos estados de Minas Gerais, Mato Grosso e Rondônia.
Os trabalhos apontaram para a existência de um esquema fraudulento de remessa de diamantes, principalmente, para empresas de lapidação na Bélgica. As pedras são provavelmente extraídas de garimpos ilegais (localizados em áreas de proteção indígena/ambiental) em MG, RO e MT, bem como de áreas de conflito armado na África.
Os envolvidos utilizaram de testas de ferro, empresas de fachada, e mineradoras que extraem apenas areia e cascalho, para a emissão de documentos fiscais como supostos fornecedores dos diamantes.
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Caso Diplomacia/Operação Safari (setembro/2005 a março/2006)
Pessoas que utilizavam o nome de determinadas embaixadas e de alguns de seus integrantes, com o propósito de, em nome deles, efetuarem aquisições de produtos importados, principalmente bebidas, perfumes e eletrônicos, esquivando-se do pagamento dos tributos devidos, para, posteriormente, revendê-los a terceiras pessoas ou a estabelecimentos comerciais. Foram realizados mandados de busca e apreensão em 8 locais, incluindo uma sala no próprio Ministério das Relações Exteriores, e realizadas 6 prisões em flagrante.
Como exemplo da provável utilização indevida do referido benefício fiscal, somente durante o mês de dezembro de 2005, uma determinada embaixada adquiriu mais de 2500 litros de whisky. Outra embaixada adquiriu mais de 4.300 litros no período de um ano.
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Operação Lion Tech – maio a agosto/2005
Mandados de Busca e Apreensão em 10 locais e prisão de 9 envolvidos(5 temporárias e 4 preventivas), desmontando uma quadrilha que estava fraudando restituições do Imposto de Renda na região do vale dos Sinos, Rio Grande do Sul. A organização criminosa vinha praticando as fraudes entre os anos 2004 e 2005 para obter restituições indevidas do imposto de renda.
Operação Falsos Fiscais – maio a agosto/2005
Organização criminosa que praticava extorsão em diversas empresas do Rio de Janeiro e Curitiba. Integrantes da quadrilha se identificavam como fiscais da Receita Federal, informando que estaria em curso procedimento de fiscalização na empresa, apresentando falsificações de documentos internos da Secretaria da Receita Federal (Mandado de Procedimento Fiscal e Termo de Início). Posteriormente, propunham acerto para evitar a autuação. Foram presas duas pessoas, com a realização de mandados de busca e apreensão em quatro locais, onde foram encontrados fortes elementos comprobatórios.
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Caso Sésamo – julho/2004 a outubro/2005
Fraude em restituições em Salvador. Foram realizadas cinco prisões em25/10/2005, sendo quatro intermediários e um auditor-fiscal (peculato - desvio de conduto de servidor público, falsidade de documentos e inserção de dados no sistema informatizado da União, penas que somadas prevêem até 30 anos de prisão). Foram identificados três contadores que ofereciam este tipo de serviço, sendo que dois deles foram alvo de Mandado de Busca e Apreensão, inclusive com decretação de prisão temporária de um deles. Há uma estimativa de que mais de 2.000 contribuintes se beneficiaram desse "esquema" permitindo receber em torno de 80% do valor retido na fonte.
Por último, foi desbaratada uma quadrilha, a princípio chefiada por um Auditor-Fiscal da Receita Federal. A principal fraude era liberar restituições para pessoas mortas, utilizando a senha de outros colegas do setor. A investigação permitiu, ainda, identificar pessoas envolvidas com o roubo de senhas.
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Operação Iceberg / ES – abril/2005
Operação da Receita Federal, em conjunto com o Ministério Público Federal e Polícia Federal, levou à prisão em flagrante de profissional liberal (dentista), e seu comparsa suspeitos de emitir recebidos falsos para abatimento no Imposto de Renda. De 2001 a 2003, os recibos falsos do referido dentista ajudaram 569 pessoas a pagar menos imposto ou a receber restituição indevidamente.
Operação Hidra/PR – junho/2004 a maio/2005
Operação conjunta entre Receita Federal e Polícia Federal, tendo como alvo organização criminosa especializada na prática do contrabando e descaminho de eletro-eletrônicos, pneus, cigarros e outros produtos oriundos do Paraguai.
Foram expedidos 90 Mandados de Prisão e 146 Mandados de Busca e Apreensão, abrangendo os Estados do Paraná, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. O grupo utilizava diversas empresas fantasmas, com destaque para várias transportadoras sediadas em Maringá e Umuarama, no Paraná, e costumava transportar os produtos em caminhões (tanque, carvoeiro, graneleiro) com fundo falso. As mercadorias eram destinadas para diversos estados do país, especialmente para São Paulo. Foram apreendidos vários dos cerca de 400 caminhões pertencentes às transportadoras e a diversas pessoas físicas utilizadas como “laranjas”. Alguns dos caminhões utilizados pela quadrilha trafegavam com placas clonadas. Vinte e três integrantes da “Firma” foram condenados, e parte dos caminhões apreendidos destinados ao exército.
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Caso Executivos/GO – novembro/2002 a maio/2005
Investigação em torno de uma das maiores indústrias do ramo de alimentos do país, de propriedade de proeminente deputado federal, e que culminou em Mandado de Busca e Apreensão na sede da empresa e de importante banco do sistema financeiro nacional. Os trabalhos de fiscalização ainda permanecem em andamento.
Operação Vasos Chineses/RJ – agosto a setembro/2004
Investigação desencadeada no Rio de Janeiro, com reflexos em São Paulo e Curitiba, que resultou na apreensão e aplicação de pena de perdimento de carga, proveniente da China, na qual estavam declarados valores subfaturados centenas de vasos de porcelana, biombos com trabalhos em porcelana e outras obras deste material. Os empreendedores chineses utilizavam empresas de fachada e “laranjas” para importação da carga. Em função dos trabalhos da SRF, os chineses abandonaram a operação, voltando para o país de origem.
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Caso Catuaba/PB – dezembro/2001 a novembro/2004
Irregulares em duas engarrafadoras de bebidas situadas em Patos, Paraíba, que resultaram na realização 92 mandados de busca e apreensão e 83 presos, em função da constatação da existência de organização criminosa voltada para a prática de sonegação de tributos, falsificação de selos do IPI e de notas fiscais, lavagem de dinheiro, corrupção ativa e passiva, entre outros crimes. Os principais líderes da organização, pai e filho, ficaram presos por um período superior a cinco meses.
Caso Grilê/DF (Operação Mascates) – dezembro/2003 a novembro/2004
Caso envolvendo uma das maiores redes varejistas do ramo de informática do Centro-Oeste, mais atuante em Goiânia e Brasília. Constatou-se a prática reiterada de contrabando e descaminho de mercadorias oriundas do Paraguai, bem como fraudes a leilões da SRF. Foram presos 13 envolvidos e realizados mandados de busca e apreensão em 12 locais.
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Caso Restituições/DF (Op. Leão Ferido) – dezembro/2004 a março/2005
Esquema de fraudes em restituições do imposto de renda pessoa física, que consistia na arregimentação de clientes e posterior retificação das declarações destes, com a inserção de informações fictícias, que resultavam em valores de restituições ilícitas extras. A investigação identificou 191 contribuintes que receberam indevidamente restituições do Imposto de Renda Pessoa Física relativas a 584 declarações fraudadas de diversos anos-calendário.
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Caso Nações/SP – março/2005
Um pequeno escritório de contabilidade em Itaquera, na zona leste de São Paulo, induziu cerca de 10 mil pessoas a crer que tinham direito a receber restituições de imposto de renda muito maiores do que o devido, cobrando de 10% a 15% do valor a ser restituído. Entre os clientes do escritório havia cerca de 1.000 policiais militares.
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Operação NG – dezembro/2004 a abril/2005
Esquema de importações fraudulentas montadas por empresa de fachada de Campo Grande, que resultaram na apreensão de 214 contêineres com mercadorias nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul. As mercadorias vinham de diversos países, especialmente da China. A empresa de fachada realizava importações em nome de outras 250 empresas, sendo que 69 delas estavam inabilitadas para realizar importações e outras 25 funcionavam de maneira irregular, por responderem a processos por subfaturamento, compra de produtos piratas e até tráfico de drogas. Em março de 2006, a Polícia Federal deflagrou a Operação Esfinge, baseadas nas informações levantadas pela Secretaria da Receita Federal, culminando com a prisão de 10 envolvidos.
Caso Depósito Oriental/DF – março/2003
Apreensão de mercadorias: 17 carretas contendo tapetes orientais, eletrônicos e informática.
Caso iniciado a partir de solicitação da Alfândega do Aeroporto Internacional de Brasília para identificação de possíveis depósitos de mercadorias descaminhadas no DF e entorno, principalmente o de tapetes orientais. Foi identificado depósito de mercadorias descaminhadas pertencentes a feirantes da Feira dos Importados, em Brasília, ocupando as instalações de um antigo frigorífico desativado nas imediações do CEASA. As mercadorias apreendidas, principalmente, tapetes orientais, eletrônicos e informática, lotaram 17 carretas.
Casos Stone/PR e Stone/CWB – junho/2002 a abril/2003
Investigações sobre irregularidades detectadas nas fiscalizações do programa Movimentação Financeira Incompatível (MFI), sob jurisdição fiscal das Delegacias da Receita Federal de Blumenau/SC e Joinville/SC. A investigação desvendou o modus operandi de doleiros no Brasil, e resultou em 9 prisões temporárias, tendo sido fechadas várias casas de câmbio. Três envolvidos foram condenados em 2005 por lavagem de dinheiro e crime contra o sistema financeiro.
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Caso Ubatuba/PR – janeiro/2003 a maio/2003
Investigação realizada em Foz do Iguaçu sobre quadrilha que praticava fraudes na exportação de fumo e de outras mercadorias, principalmente no Aeroporto do Galeão/RJ. Em decorrência dos trabalhos, foi deflagrada pela Receita Federal, com o apoio da Polícia Federal, a operação denominada “Ubatuba”, que consistiu na execução simultânea de Mandados de Busca e Apreensão nos Estados do PR, RJ e RS. Entre os resultados obtidos destacam-se a condenação criminal de 11 envolvidos, a lavratura de autos de infração e o desmantelamento da quadrilha e do esquema que vinha trazendo enormes prejuízos à Fazenda Pública.
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Caso Origem – setembro/2002 a junho/2003
Investigação em que ficou constatado que os ex-sócios de uma rede de supermercados utilizaram de diversos artifícios, dentre eles os da constituição de empresas de “participação”, realização de cisões parciais e a cooptação de “laranjas”, visando camuflar o ganho de capital decorrente da alienação do conglomerado a um grande grupo do setor.
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Operação Viracopos/SP – setembro/2003
Baixa indevida de débitos na Inspetoria de Viracopos. Por meio de técnicas de vigilância eletrônica foi possível identificar os funcionários que utilizavam senhas roubadas para baixar indevidamente débitos de empresas. Foram presas 6 pessoas, acusadas de danos à Fazenda Nacional.
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Operação Mamoré/RO – abril a dezembro/2004
Força-Tarefa integrada por diversos órgãos federais, coordenada pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, para combater o Crime Organizado no estado de Rondônia. A operação teve início em sua fase executiva no dia 13/04/2004, com a participação de cerca de 400 servidores pertencentes a 23 órgãos federais e do estado de Rondônia. Resultou na prisão de 22 pessoas, inclusive políticos de expressão na região, como prefeitos e o ex-senador Hernandes Amorim, por formação de quadrilha, corrupção passiva, desvios de verbas públicas e fraudes a licitações. A Secretaria da Receita Federal esteve representada por servidores da Cooordenação-Geral de Pesquisa e Investigação.
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Operação Mossoró/RN– julho/2003 a maio/2004
Consistiu na execução de diversos Mandados de Busca e Apreensão para desmontar uma quadrilha que estava fraudando restituições do Imposto de Renda. O grupo era formado por contadores e funcionários do alto escalão de Câmaras Municipais e Prefeituras de cinco cidades da região.
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Caso Alergia/RJ – outubro/2002 a maio/2004
Investigação acerca de fraude na entrega de DIRPF, com solicitação de altos valores de restituição, cujos contribuintes eram funcionários de Órgãos Públicos e das Forças Armadas, além de uma empresa privada. As fraudes eram estimuladas por contadores que introduziam elementos falsos nas declarações, tais como despesas médicas inexistentes, dependentes e despesas não incorridas com planos de previdência. Foram identificados aproximadamente 800 contribuintes que fraudaram a Secretaria da Receita Federal durante três ou quatro anos, tendo sido selecionados para fiscalização cerca de 400.
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Caso Valadolares/MG – novembro/2002 a junho/2004
Investigação de contribuintes pessoas físicas e jurídicas, da jurisdição de Governador Valadares/MG, que possuem movimentações financeiras de vulto, incompatíveis com a sua capacidade econômica. Ficou comprovado o nível econômico e social das pessoas selecionadas, tendo ficado evidenciados indícios de que as referidas movimentações se referem a contas bancárias de “laranjas”, de empresas de ‘fachada’ ou de empresas que emprestam suas contas bancárias para o trânsito de recursos de terceiros, provavelmente mediante pagamento de comissão.
Caso Tutor/MG – dezembro/2001 a junho/2004
Operação de busca decorrente de investigações realizadas pelo Espei06, Receita Estadual e Ministério Público Federal, tendo em vista denúncias e indícios de fraudes nas máquinas emissoras de cupom fiscal (EDF) de diversas empresas, em que parte do faturamento diário era expurgada do movimento do dia, envolvendo fabricantes, importadores, interventores e usuários desses equipamentos.
Caso Rebanho/PA (Operação Albatroz) – dezembro/2001 a agosto/2004
Investigação sobre as atividades de deputado estadual do estado do Amazonas e um grupo de pessoas relacionadas, as quais detém patrimônio incompatível com seus rendimentos, com esquema de sonegação de tributos internos, enriquecimento ilícito, supostamente oriundo de fraudes em licitações públicas e indícios de lavagem de dinheiro. Foram realizados Mandados de Busca e Apreensão em 30 endereços relacionados aos alvos, sendo 28 deles em Manaus, um em Belo Horizonte (MG), e um em Porto Alegre (RS). Foram presas 20 pessoas na operação, dentre elas a esposa do deputado e Prefeito de município daquele estado. Foram também indiciados no decurso das duas semanas que seguiram a operação, secretário de estado, ex-secretários de estado e vereadores do Amazonas. O deputado estadual acabou sendo cassado em função das irregularidades identificadas.
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