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Brasília, 11 de Maio de 2006

ANO X

Nº 2116

   

Hoje tem Assembléia Nacional
Alterados indicativos para deliberação dos AFRFs

Foram alterados os indicativos propostos para a Assembléia Nacional d e hoje, com o objetivo de encaminhar à deliberação dos AFRFs se eles concordam com fixação de uma data para a devolução dos trabalhos em curso (MPF, malhas, processos, mandados, etc) à chefia imediata. Este é o indicativo 3, que prevê ainda que esta devolução deve ser feita conjuntamente por todos os AFRFs lotados na zona secundária, mediante documento padrão.

Essa proposta foi o principal ponto de debate na plenária da Fiscalização realizada em São Paulo e, no entendimento dos colegas, corroborado pela DEN e pelo Comando Nacional de Mobilização, essa é uma decisão “inédita, corajosa e necessária” para fortalecer e dar ainda mais visibilidade à paralisação. Após avaliarem a conjuntura para o atendimento dos nossos pleitos e verificarem a grande adesão da categoria ao movimento, que em decisão inédita indicou que a atual greve deve ser realizada fora da repartição, aprovaram quase por unanimidade (41 votos a favor, e apenas 1 abstenção), o encaminhamento de indicativo à Assembléia Nacional submetendo à categoria proposta de devolução de todos os trabalhos em andamento às chefias imediatas. A proposta, em todos os seus aspectos, foi intensamente debatida pelos delegados presentes e ocupou a maior parte dos trabalhos da plenária.

Proposta semelhante foi feita pela plenária de DRJ, realizada em Recife, em 04/05, de entrega de todos os processos em carga para julgamento, que foi encaminhada às respectivas projeções, através das DS´s.

O primeiro indicativo consulta a categoria quanto à manutenção da greve iniciada em 2 de maio. A DEN e o Comando Nacional de Mobilização (CNM) encaminham pela sua aprovação, conclamando à unidade como forma de demonstrar a disposição dos AFRFs em alcançar os pleitos da pauta reivindicatória.

O indicativo 2 submete aos AFRFs a participação como instrutores nos Cursos de Formação de AFRF´s, encaminhando pela aprovação.

O quarto indicativo trata do rateio eqüitativo das custas judiciais das ações de execução dos 28,86%, o qual a DEN também encaminha favoravelmente.

A presença de todos os AFRFs na Assembléia Nacional é fundamental para mostrarmos toda a nossa força e mobilização. A assembléia que deflagrou a greve reuniu mais de 2.800 AFRFs em todo o país. É nossa tarefa hoje ultrapassar esse número.

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Corte de Ponto
Administração reconhece validade nacional da antecipação de tutela concedida ao Unafisco

A Administração da Secretaria da Receita Federal reconhece a validade, em todo o Brasil, da antecipação de tutela, concedida pela Justiça Federal do Rio Grande do Sul, a qual garante aos AFRFs o direito aos vencimentos no período de greve, sem que haja corte de ponto por falta e aplicações de penalidades indiretas em razão da participação no movimento paredista. O reconhecimento é demonstrado em correspondência do coordenador-geral de Gestão de Pessoas (Cogep), Moacir das Dores, enviada por e-maiI aos superintendentes, coordenadores-gerais, corregedor-geral e delegados de julgamento.

A íntegra da correspondência, que foi publicada no Informes do dia 5 de maio, encontra-se anexa.

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Auditores-fiscais mobilizam Porto Alegre

Os AFRFs de Porto Alegre voltaram a se reunir em frente ao prédio da Receita Federal (Chocolatão), na tarde de ontem. Cerca de 40 colegas participaram da mobilização, reforçando o pedido de abertura imediata de negociações que possibilitem a implementação de uma nova tabela remuneratória na Receita Federal.

Na oportunidade, o diretor de Comunicação da DEN, Carlos Eduardo Mantovani, explicou as razões do movimento e a necessidade de a categoria se engajar na mobilização. Mantovani está em Porto Alegre desde a última terça-feira, participando de reuniões e encontros com a categoria, juntamente com Carlos Candal, da DRJ de Salvador, e do representante do Comando Nacional de Mobilização, Eduardo Rocha e de colegas da base da DS de Caxias do Sul.

Eduardo Rocha reuniu-se ontem com colegas de Santa Maria e Santo Ângelo para ir à Uruguaiana, enquanto o colega Candal permaneceu na capital gaúcha para debater a mobilização e ouvir também a posição dos colegas da DRJ.

Na parte da manhã, a diretoria da DS/Porto Alegre entregou aos colegas o convite para a concentração realizada à tarde. No início da tarde, AFRFs da Inspetoria foram até a Estação Aduaneira em Canoas; depois disso, participaram de reunião em frente ao prédio do Ministério da Fazenda. Hoje serão realizadas duas assembléias em Porto Alegre, uma pela manhã, no restaurante do Chocolatão e outra à tarde, na Inspetoria.

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Caravana de AFRFs visita colegas de Cumbica

Colegas dos aeroportos de Viracopos, do Tom Jobim (Galeão), de Vitória, da DRF Jundiaí, dos Comandos Nacional e Regional da 7ª e 8ª Regiões Fiscais visitaram ontem a DS/Cumbica, em Guarulhos, conclamando os auditores a fortalecer a greve dos AFRFs, deflagrada em 2 de maio.

Na abertura, os visitantes fizeram exposição da mobilização em torno da campanha salarial. Lembraram que, apesar de a mobilização ter começado em novembro de 2005, o governo federal sequer apresentou uma contraproposta, apesar de todas as tentativas de diálogo.

Em seguida, o presidente da DS local fez uso da palavra e lembrou aos presentes que Cumbica sempre participou de movimentos anteriores, independentemente da intensidade dos mesmos em outras unidades. Teceu críticas sobre movimentos anteriores e sua efetividade, justificando o forte sentimento de rejeição a novas paralisações. Ele acredita que um diálogo prévio com a atual DEN acerca da atual mobilização teria evitado o crescimento desse sentimento.

Respondendo à demanda da DS, a representante da DEN, Nory Celeste, comprometeu-se a articular a vinda do presidente do Unafisco, Carlos André Nogueira, na assembléia nacional em Cumbica, que será realizada na manhã de sexta-feira. Na oportunidade, Nory lembrou a manutenção de nossas atribuições e as conquistas que se deram por meio de mobilização da categoria, a quem devem ser creditadas todas as vitórias, independentemente das direções nacionais.

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AFRFs de Goiânia e Anápolis pedem à DEN que apele ao presidente Lula pelo novo patamar remuneratório

Os AFRFs de Goiânia e Anápolis se reuniram ontem na DRF Goiânia para avaliar a greve e decidiram propor à DEN que solicite uma audiência com o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar da Campanha Salarial 2006.

Os colegas de Goiânia e Anapólis argumentam que é hora de ir a Lula porque o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, não avançaram na proposta de implantação do novo patamar remuneratório dos auditores.

Os AFRFs de Goiás consideram necessário, ainda, explicar ao presidente Lula que não se trata de uma greve “política”, como sugeriu o Manifesto de Cuiabá. Esse texto, lembra o vice-presidente da DS/Goiás, Ayrton Eduardo Bastos, vem sendo repassado via notes por administradores aos AFRFs da 1ª Região Fiscal.

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DRJ II do Rio de Janeiro pára hoje

A DS/Rio de Janeiro realizou ontem assembléia com os colegas da DRJ II. Após o encontro, eles decidiram aderir ao movimento grevista, a partir de hoje, deixando até de participar de um treinamento que estava marcado para esta manhã. 

A  DRJ II do Rio de Janeiro possui cinco turmas, totalizando 25 AFRFs. Destes, somente os presidentes não irão fazer greve. Dezenove colegas participaram da reunião: 14 votaram pela paralisação, um contra e houve quatro abstenções.

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AFRFs de São Francisco de Sul (SC) endurecem e paralisam as atividades

Os AFRFs lotados na Alfândega no Porto de São Francisco do Sul (SC) decidiram aderir à greve nacional a partir de ontem e por tempo indeterminado, com aposição do código de greve na folha de ponto. Trinta por cento do efetivo será mantido em esquema de revezamento, apenas para desembaraço, na exportação, importação e trânsito aduaneiro, de mercadorias perecíveis ou perigosas, animais vivos, plantas e medicamentos. Anteriormente, os AFRFs estavam realizando operação-padrão.

Os AFRFs elaboraram um manifesto, conclamando os colegas aduaneiros de todo o Brasil a aderir ao movimento. O manifesto encontra-se anexo a este Boletim.

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Colegas de Curitiba elogiam a mobilização nacional

Entre as atividades de mobilização, a DS/Curitiba vem realizando cafés da manhã nos quais os colegas debatem o andamento da greve. Há senso comum entre os AFRFs da capital paranaense de que “nunca houve uma mobilização igual a esta”.

No encontro de ontem, além das discussões sobre a mobilização, houve um debate sobre as ações dos 28,86%, do qual pelo menos 35 auditores participaram.

No Aeroporto Afonso Pena, o acúmulo de mercadorias importadas era de 194 toneladas até terça-feira. Lá, estão sendo liberadas apenas as mercadorias urgentes, tais como animais vivos, remédios e urnas funerárias.

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DS/Pará pede apoio ao superintendente da 2ª Região Fiscal

Os AFRFs da DS/Pará se reuniram ontem com o superintendente da Receita Federal, José Barroso Tostes Neto, e com os administradores da 2ª Região Fiscal para pedir o engajamento deles à Campanha Salarial 2006 e esclarecer as razões da greve dos auditores.“ A conclusão foi que existe uma desvalorização do auditor-fiscal no que se refere à remuneração. Vamos tentar construir uma proposta de encaminhamento do problema, de forma conjunta, com a administração da 2ª RF para pressionar o governo federal”, afirma o presidente da DS/Pará, Paulino Barros.

O superintendente elogiou a inclusão da gratificação de fronteira na pauta de reivindicação dos AFRFs. José Tostes Neto se comprometeu a buscar formas de encaminhar os pleitos às instâncias superiores da Receita Federal.

A adesão à greve é boa no Pará. No porto de Belém, de nove AFRFs, apenas dois estão desembaraçando as cargas. No aeroporto, quatro dos 16 auditores estão trabalhando. Em geral, a paralisação atinge a 80% dos colegas no Pará – exceto os da DRJ.

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Segue forte a greve em Vitória

Em Vitória, quase a totalidade dos colegas continua firme na paralisação, até mesmo com a adesão dos supervisores. O movimento começou forte desde o dia 2 de maio, com a paralisação de todos os núcleos aduaneiros e de fiscalização, do plantão fiscal, da tributação, entre outros setores da Delegacia.

O comando de greve tem se reunido quase todos os dias, com a participação de, no mínimo, seis colegas. Houve duas importantes reuniões com mais de 15 participantes. Em virtude das últimas declarações dos representantes do governo que receberam o Sindicato, um sentimento de insatisfação e indignação recrudesce entre boa parte da categoria.

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Comando fará quadro de percentual da paralisação

O Comando Nacional de Mobilização irá disponibilizar no site do Unafisco um quadro com o acompanhamento em percentuais de adesão de cada unidade na paralisação. Para evitar incorreções, solicita que todas as DSs revisem suas respectivas informações, atualizando-as, e encaminhando eventuais correções para o endereço eletrônico: cnm@unafisco.org.br .

Alerta – A DEN/CNM alerta que, na 10ª RF (Rio Grande do Sul), a administração já começou a manobra diversionista que tenta passar para os colegas a idéia de que a greve é feita só por algumas localidades. Por isso recomendamos que as DSs informem à administração de sua delegacia, preferencialmente por escrito, a situação da paralisação em cada unidade.

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Audiência CTASP
Unafisco busca interlocução com o governo por meio da CTASP

Após cinco meses de tentativa de negociação da pauta da Campanha Salarial dos AFRFs com o governo, sem nenhum sinal efetivo por parte do Executivo, o Unafisco leva à Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público da Câmara dos Deputados (CTASP) a discussão sobre a valorização da carreira. O debate deveria ter contado com a presença dos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Paulo Bernardo (Planejamento), que não compareceram nem enviaram representantes. O presidente do Unafisco, Carlos André Nogueira, foi o primeiro expositor e destacou a tradição da CTASP na solução de conflitos dentro do mundo do trabalho e a busca, por parte do Sindicato, de interlocução junto ao governo por meio da comissão.

“Buscamos esta interlocução justamente no momento em que os auditores estão em greve”, lamentou Carlos André, ao ressaltar que a intransigência do governo levou a categoria a deflagrar greve a partir do dia 2 de maio. O presidente do Sindicato apresentou aos parlamentares da CTASP uma síntese do estudo técnico “Subsídios para a Campanha Salarial 2005/2006”, que foi entregue ao Executivo (Secretaria da Receita Federal) em novembro último e teve seu conteúdo reiterado nas diversas reuniões com os representantes do governo federal. Ele demonstrou que a remuneração dos AFRFs está aquém dos resultados de seu trabalho e de sua importância para o desenvolvimento do Estado.

O crescimento real de arrecadação da SRF é da ordem de 94,55% nos últimos dez anos, e o resultado da fiscalização sofreu um incremento da ordem de 78% com aumento, no valor das autuações, de R$ 33,5 bilhões para R$ 78,9 bilhões, entre 2001 e 2004. “Nossos estudos mostram ainda que não tivemos recomposição sequer para repor a inflação”, destacou. O presidente da entidade lembrou ainda a conversa com o presidente da Câmara, deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP), ocorrida na última segunda-feira, na qual o deputado acredita que a Casa é o local adequado para se tratar de questões de Estado. O presidente do Unafisco finalizou sua fala lembrando que a entidade conhece o posicionamento da CTASP quanto a ecoar os justos pleitos dos trabalhadores.

CDS demonstra distorções da carreira – O presidente do Conselho de Delegados Sindicais do Unafisco, Guilherme Cazumba Parente, esclareceu na audiência as distorções decorrentes da aprovação da MP 1.915, em 1999, que, além de reduzir o salário de ingresso da carreira, impôs uma distância muito grande entre a remuneração inicial e a final dos auditores, criando um “fosso salarial”. Ele explicou ainda a quebra da paridade que foi implementada pelo governo, em desrespeito à Constituição, com o estabelecimento de gratificações para os AFRFs da ativa que não são repassadas integralmente para os aposentados, como o que aconteceu com a Gifa em 2004. “Além disso, há um sentimento, por parte dos auditores, de desvalorização em relação às outras carreiras de Estado”, afirmou. Ele lembrou que a carreira dos AFRFs está se transformando em uma carreira de passagem, na qual o profissional fica por um tempo, até ingressar em outra carreira mais atrativa.

Cazumba reforçou a intensa busca por negociação por parte dos AFRFs com o governo federal antes da deflagração da greve. “Nós sabemos que esta greve causa transtorno para a sociedade, mas foi o último recurso. Temos, por parte do governo, indiferença e intransigência”, justificou.

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Parlamentares criticam ausência do governo na audiência

“É lamentável que os ministros (Guido Mantega, da Fazenda, e Paulo Bernardo, do Planejamento) entendam que nós, AFRFs, não merecemos ser ouvidos por esta Casa”. O descontentamento do representante do Unafisco em Roraima, Roney Sandro Freire Côrrea, exposto na audiência, foi compartilhado por vários parlamentares presentes à comissão. O líder do PL na Câmara, Luciano Castro (RR), que solicitou a audiência, manifestou seu desapontamento com os ministros que não comparecerem ao debate. “Vou registrar diretamente ao Mantega e ao Paulo Bernardo que ouvir a categoria e atender ao convite do Legislativo é um dever do Executivo”, assegurou.

O deputado Coronel Alves (PP-AP), que presidiu a audiência, disse que o presidente da CTASP, que não compareceu por problemas de saúde, será informado da ausência dos ministros para que os membros do Executivo sejam notificados pela Comissão. Para o deputado Arnaldo Faria de Sá (PTB-SP), é fundamental que a CTASP notifique os ministros por não terem comparecido.

Desvalorização e tratamento diferenciado - Roney Corrêa expressou ainda o descontentamento da categoria com a forma como vem sendo tratada pelos governantes. Ele lembrou que os AFRFs vêm recebendo reajustes inferiores aos concedidos a diversas categorias da administração pública e que chegam a ter remuneração significativamente inferior à dos fiscais de diversos estados. “O que falta é um compromisso do Estado com a gente”, afirmou. Os reflexos da greve atual, para o dirigente sindical, demonstram a importância da categoria. “No Porto de Paranaguá são R$ 250 milhões de mercadorias paradas por causa da greve. A fronteira de Pacaraima (RR) está completamente parada”, informou.

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“Problema da categoria passa a ser de todo o Congresso”, diz líder do PL

“Trouxemos o problema dos AFRFs para dentro do Congresso Nacional. Agora o problema da categoria de vocês passa a ser de todos os deputados.” A afirmação é do líder do PL na Câmara, Luciano Castro, que se comprometeu, em nome da comissão, a se empenhar para abrir um canal de negociação com o governo.

Ele atribuiu o descaso do governo atual e do de FHC com os servidores públicos e com os AFRFs ao fato de a maior meta do governo, nos últimos anos, ser o superávit primário para o equilíbrio da macroeconomia. “Não se pode negar a contribuição dos auditores para este país. Todos os meses temos provas da eficiência da máquina arrecadadora”, disse Castro.

Para o deputado Isaías Silvestre (PSB-MG), o mês de maio, em que se celebra o dia dos trabalhadores, está sendo encarado, pelo seu partido, como o momento para se inserir na agenda do Legislativo uma agenda social que, entre outras coisas, integre o pleito dos trabalhadores, sobretudo dos servidores públicos. “É importante que o assunto entre na pauta para que não caia no esquecimento”, afirmou.

Para o deputado Babá (PSOL-PA), o país tem dinheiro para valorizar os servidores, mas não há esta prioridade. “O que se tem privilegiado é o grande capital financeiro”, observou o deputado. Ele lembrou do fato de que foram destinados R$ 5 bilhões para o aumento de todos os servidores enquanto R$ 170 bilhões foram designados para o pagamento de juros. “Não dá para aceitarmos que uma categoria tão importante seja tratada desta forma”, protestou. A deputada Luciana Genro (PSOL-RS) manifestou apoio à luta dos AFRFs e afirmou que o tratamento que a categoria tem recebido do governo federal é injusto. “Os auditores têm prestado um importante serviço à sociedade”, disse a deputada, que chamou a atenção para as perdas salariais acumuladas pela categoria nos últimos dez anos. Segundo ela, o seu partido irá se empenhar para que o governo escute os auditores e abra negociação com a categoria.

A expectativa da deputada Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) é de que a audiência pública de ontem tenha sido positiva para os representantes dos AFRFs e que tenha auxiliado “na busca de valorização desta profissão, que é essencial para o desenvolvimento deste país e para a distribuição de renda”, assegurou. Ela garantiu que seu partido apóia a reivindicação dos auditores. O deputado João Fontes (PDT-SE) também manifestou solidariedade ao Unafisco. Também referendaram seu apoio à luta dos AFRFs os deputados Walter Barelli (PSDB-SP) e Érico Ribeiro (PP-RS).

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Líder do PSDB no Senado pede que governo negocie com AFRFs

O senador Arthur Virgílio (PSDB-AM), um dos principais líderes da oposição, apelou ao governo federal, em pronunciamento na tribuna ontem, para que abra urgentemente um canal de negociação com os AFRFs. O líder tucano elogiou os fiscais e criticou o Planalto por fugir do diálogo, proposto pela categoria desde novembro de 2005, quando foi lançado o Caderno de Subsídios da Campanha Salarial 2006.

“Os servidores são responsáveis. Trata-se de pessoal altamente qualificado que não entra em greve à toa e se entrou em greve é que com toda a certeza, tinha alguma promessa não cumprida, tinha alguma coisa não explicada, tinha no mínimo algum mal entendido que precisa ser aclarado pelo governo que tem que realmente abrir as suas portas para a negociação”, discursou Arthur Virgílio. O pronunciamento está anexo a este Boletim.

O senador lembrou que a paralisação prejudica a indústria do Amazonas. “A greve já causa prejuízos no Pólo Industrial de Manaus. É o que informa o noticiário de hoje, apontando as cifras desse prejuízo, algo em torno de US$ 370 milhões. A situação, pois, já é grave e pode comprometer os esforços do Pólo Industrial de Manaus, pelo que faço um apelo para que seja restabelecido o diálogo com os servidores em greve”, afirmou.

Entre os problemas, o senador lembrou que a entrada dos componentes importados – principalmente para os aparelhos de televisão neste ano de Copa do Mundo – foi bastante atingida pela greve e já ameaça parar linhas de produção. “No Brasil todo são 7 mil os fiscais, o que, certamente, prejudica as atividades produtivas de outros Estados, com a retenção nos portos de componentes importados. Em Manaus, a maior parte das indústrias será obrigada a paralisar suas atividades, como teme o Diretor-Executivo do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas, Ronaldo Mota.”

O senador defendeu o diálogo como a melhor forma de se chegar ao fim do movimento paredista.

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Crescimento da arrecadação passa pela valorização do trabalho dos auditores-fiscais

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou ao ministro da Fazenda, Guido Mantega, na terça-feira, que faça a arrecadação crescer sem aumentar a carga tributária, cobrando de quem deve ao governo federal. Neste cenário, cresce a importância do trabalho dos auditores-fiscais da Receita Federal.

Isto porque há um montante elevado de cobranças administrativas em processos que tramitam na Receita Federal. Recuperar esses valores, antes de serem distribuídos à dívida ativa da União, é trabalho dos AFRFs. Faz parte da administração tributária. Então, nada melhor que investir na valorização dos AFRFs com um salário compatível às suas atribuições.

“Se o governo precisa de mais arrecadação para fechar suas contas, só pode contar com melhoria do trabalho da Receita Federal e, portanto, dos auditores-fiscais”, lembra o presidente do Unafisco, Carlos André Nogueira.

O presidente da DEN reafirma que o governo é credor dos AFRFs. O resultado de arrecadação da Receita Federal registrou um crescimento real de 94,55% nos últimos dez anos, graças ao trabalho dos auditores. A produtividade da categoria também cresceu em 78% de 2001 a 2004. Nesse período, o valor das autuações evoluiu de R$ 33,5 bilhões para R$ 78,9 bilhões.

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Super-Simples será debatido hoje na Câmara

As entidades integrantes do Fórum Fisco Nacional, juntamente com o Conlutas, Nova Central e CNTI (Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria) realizam hoje, às 9 h, um debate sobre o projeto que cria o Super-Simples (PLP 123/04). O Fórum enviou cartas aos parlamentares convidando-os a participar. O debate será no auditório Freitas Nobre, Anexo IV da Câmara dos Deputados. É mais um resultado do trabalho para unir esforços contra os prejuízos contidos no projeto.

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PEC 157 é aprovada em comissão especial

Foi aprovado ontem o substitutivo do deputado Roberto Magalhães (PFL-PE) à Proposta de Emenda Constitucional 157/03, que prevê uma Assembléia Nacional Revisora no próximo ano. Foram 14 votos favoráveis, contra seis contrários. Votaram contra o PT, PCdoB, Psol e PTB; o PV se absteve. Parlamentares do PMDB, PP, PFL e PSDB apoiaram a proposta. O Unafisco, em parceria com o Mosap e outras entidades, estava trabalhando pela rejeição do substitutivo.

Ao final da sessão, o deputado João Alfredo (Psol-CE), contrário à PEC, declarou que as forças que lutaram contra a revisão constitucional continuarão sua oposição no plenário da Câmara. As entidades trabalharão para que a PEC 157 não entre na pauta do plenário este ano.

De acordo com o substitutivo apresentado por Magalhães, poderão ser aprovadas mudanças na Constituição pelo quorum de maioria absoluta (257 deputados). No procedimento ordinário, as propostas de emenda à Constituição precisam de quorum de 3/5 de votos favoráveis - o equivalente a 308 votos. Este é o principal ponto questionado pelas entidades, pois facilitará a aprovação de mudanças prejudiciais aos cidadãos brasileiros, como uma nova reforma da previdência.

A sessão da Comissão Especial foi acompanhada pelo diretor de Assuntos de Aposentadoria, Proventos e Pensões, Lenine Moreira.

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Servidores discutem Campanha Salarial em plenária em Brasília

A Coordenação Nacional de Entidades de Servidores Federais (Cnesf) realizará Plenária Nacional no próximo sábado, dia 13, em Brasília, para tratar das mobilizações das diversas categorias de servidores públicos relativas à Campanha Salarial 2006. O evento será realizado a partir das 9 horas, na sede do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, localizado na EQS 314/315 Sul.

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Errata
DS/Florianópolis distribui pipoca

Identificada como foto da mobilização em Presidente Prudente no Boletim de ontem, a imagem era, na verdade, da greve em Florianópolis. Na última terça-feira, a DS/Florianópolis distribuiu pipoca na entrada da Receita Federal na cidade.

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Nota de falecimento

É com pesar que a DS/Rio Grande do Norte comunica o falecimento do colega Antônio de Pádua Gurgel, vítima de um infarto na madrugada de ontem. O AFRF era lotado na DRF de Mossoró e, por seu espírito comunicativo, participativo e descontraído, era querido por todos. Havia ocupado o cargo de delegado-substituto da DRF/Mossoró e, antes de se tornar auditor-fiscal, em 1997, já era servidor da SRF como agente administrativo.

A DEN une-se à DS na manifestação de pesar a todos os seus familiares e amigos.

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DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

 

- Considerações e Indicativos para a AN de 11-05-2006

- Manifesto da Plenária de Fiscalização

- Manifesto São Francisco do Sul

- Discurso Arthur Virgílio Neto

- Informe da corregedoria

 
DRJ II do Rio de Janeiro pára hoje
AFRFs de São Francisco de Sul (SC) endurecem e paralisam as atividades
Audiência CTASP
Unafisco busca interlocução com o governo por meio da CTASP
Parlamentares criticam ausência do governo na audiência
“Problema da categoria passa a ser de todo o Congresso”, diz líder do PL
Líder do PSDB no Senado pede que governo negocie com AFRFs
Crescimento da arrecadação passa pela valorização do trabalho dos auditores-fiscais

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