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Brasília, 20 de maio de 2004

ANO IX

Nº 1639

 

 

Conjuntura demanda firmeza

Para os desavisados, o atual impasse nas negociações entre governo e categoria seria apenas uma fase normal no curso de mais uma campanha salarial. Entretanto, pensar assim é um grande erro estratégico. Há muito mais em jogo do que uma prosaica recomposição salarial.

A coluna vertebral do PL 3.501/04 é a quebra da paridade entre ativos e aposentados, questão de honra para todos os governos nos últimos anos. Todavia, os servidores públicos - e os AFRFs, em particular - impediram essa desvinculação, pelo menos em relação aos atuais aposentados, na reforma da Previdência (PEC 167). Agora, o governo, com esse PL, desrespeita, mais uma vez, a Constituição Federal, já emendada.

Ainda em relação ao PL, para enfraquecer a categoria, o governo quer transformar os auditores-fiscais da Receita Federal em simples máquinas de arrecadar. Ainda que os AFRFs renunciassem às suas convicções, não haveria qualquer garantia de que isso resultasse em qualquer tipo de melhoria salarial. Quanto mais se analisa o PL, mais se verifica que as condições para a percepção da GIA são tantas e tão obscuras que a nova gratificação parece cada vez mais distante dos contracheques, ainda mais com a fatal complexidade da regulamentação. É importante ressaltar que a aceitação da GIA nos moldes da proposta governamental iria interferir, de forma cabal, nas rotinas de trabalho e seleção de contribuintes, além de comprometer definitivamente as lutas do sindicato por um sistema tributário mais equânime.

Os auditores-fiscais não pretendem transformar-se em autômatos, nem abrir mão de suas convicções e ações. Da forma como foi concebido, o PL 3.501/04 constitui verdadeira afronta aos auditores-fiscais da Receita Federal e dificilmente poderá ser melhorado o bastante para permitir sua aceitação. A categoria demanda recuperação salarial efetiva, desvinculada de recordes absurdos de arrecadação, e condições de trabalho mínimas para continuar desempenhando a contento as funções que lhe são afeitas.

Alguns colegas podem até achar que o discurso da DEN/CNM seja um pouco alarmista, mas, de fato, existem motivos de sobra para isso. Na atual conjuntura, é necessário que a categoria dê uma resposta à altura e não se deixe intimidar pelas ameaças que fatalmente estão sendo gestadas fora e dentro da SRF.

A hora é de manter a mente aberta, a espinha ereta e o coração tranqüilo.

As considerações e os indicativos para a assembléia de hoje seguem anexos.

INÍCIO

Dia Nacional de Mobilização mostra a garra da categoria

AFRFs de várias partes do país mostraram ontem ao governo federal que continuarão pressionando para que seja discutida a pauta reivindicatória da categoria. As manifestações ocorreram de diversas maneiras. Foram atos públicos, cafés da manhã, paralisações totais de zonas primárias importantes - como Santos (SP) e Viracopos (SP) - com a participação de membros da DEN e do Comando Nacional de Mobilização em várias capitais do país.

O estacionamento do Porto de Manaus (AM) foi o local escolhido para a manifestação realizada ontem na capital do Amazonas. Cerca de 80 AFRFs participaram do ato público, segundo informações da DS local. Logo após o ato, os colegas realizaram uma assembléia, na qual aprovaram uma proposta de Plano de Carreira. A adesão verificada no dia de ontem em Manaus foi de 100%.

Em Campinas (SP), a DS realizou um café da manhã no Aeroporto de Viracopos, que contou com a presença de mais de trinta colegas lotados naquela Alfândega, na DRF/Campinas e DRF/Jundiaí. Em Viracopos só serão desembaraçados os produtos perigosos, animais vivos, perecíveis e os despachos que se encontram amparados por liminares. Na DRF/Campinas, 70% de AFRFs estão paralisados e executando apenas trabalhos distribuídos, processos e fiscalizações a serem atingidos pela decadência ou pela prescrição e por determinações da Justiça Federal e do Ministério Público Federal.

No Porto de São Francisco do Sul (SC), o quinto maior porto do Brasil em volume de cargas e sexto em movimentação de contêineres, as atividades foram paralisadas. Colegas de Joinville (SC) estiveram ontem naquela localidade e prestaram apoio aos AFRFs. Os AFRFs de São Francisco do Sul, seguindo as deliberações das assembléias da categoria, vinham desenvolvendo operação-padrão como forma de demonstrar sua insatisfação com a proposta apresentada pelo governo.

Os colegas de Vitória (ES) participaram, na manhã de ontem, de um ato público realizado no saguão do Ministério da Fazenda. O sentimento que marcou o ato foi o de indignação. Os representantes da DS/Vitória e do Comando Local de Greve foram recebidos ontem, às 18 horas, pelo superintendente da 7ª RF e entregaram um documento assinado pelo inspetor da Alfândega de Vitória, pela delegada da DRF/Vitória, pelos chefes, substitutos e supervisores, no qual apóiam a carta do delegado de Presidente Prudente (SP). Na ocasião, a DS e o Comando reafirmaram a disposição de luta em defesa de um salário justo e pela valorização da categoria. Solicitaram o máximo empenho do superintendente no sentido de levar ao conhecimento do secretário da Receita Federal, Jorge Rachid, e do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, o sentimento que deu origem à carta. Foi solicitado também o empenho para o restabelecimento do canal de negociação. O documento de apoio à carta do delegado da DRF/Presidente Prudente segue anexo.

Cerca de 110 AFRFs, entre ativos e aposentados, bloquearam a entrada da Alfândega de Santos com flores, num ato público que contou com o apoio de colegas de São Paulo, Ribeirão Preto, Sorocaba, Guarulhos, Franca, Campinas, Vitória (ES) e João Pessoa (PB). A principal entrada da repartição foi bloqueada com flores e com uma faixa com os dizeres: "O povo brasileiro votou no salvador da pátria e é governado pelo exterminador do futuro". O evento foi prestigiado por representantes de outras categorias de servidores públicos e pela mídia local.

Os AFRFs do Aeroporto Internacional Tancredo Neves (Confins), mostrando sua garra e o perfeito entendimento do momento pelo qual passa a categoria, cruzaram os braços ontem, e o resultado foi a paralisação total da unidade. Não houve nenhum desembaraço de exportação e importação nem atracação de cargas. A despeito dos diversos mandados de segurança dificultarem em muito o movimento, que desde o início foi feito sob a forma de paralisação e mais recentemente passou a ser de operação-padrão, os AFRFs daquela localidade entenderam ser necessário o acirramento ocorrido ontem para forçar o governo a negociar com a categoria.

Mais de 50 AFRFs de Belém participaram ontem do Dia Nacional de Mobilização, mostrando que o movimento segue com toda força no Estado do Pará. Os auditores paraenses realizaram ações de reforço ao movimento, combinando isso com atividades de lazer. A ação começou às 9 horas, no prédio da Receita Federal, de onde os colegas começaram um verdadeiro "arrastão", chamando a categoria das áreas aduaneiras para o movimento. No Aeroporto de Belém a adesão foi maciça. Pela manhã, a DS local deu as boas-vindas aos 14 auditores que ingressaram recentemente na carreira. O secretário da DS/Pará, Paulino Júnior, expôs aos novos colegas as razões do movimento, as reivindicações dos AFRFs e o motivo da rejeição às propostas do governo.

Os aposentados foram outra presença marcante ontem, mostrando que a greve é de interesse da categoria e que os direitos dos inativos estão sendo um dos principais focos do movimento. A ação de "chamada" dos auditores das diversas áreas aduaneiras de Belém, ocorrida pela parte da manhã, acabou por fazer da paralisação um grande dia de confraternização entre os AFRFs, reunindo novos e velhos colegas num dia de lazer, com jogos, apresentação musical e performance teatral. O dia foi encerrado com uma apresentação teatral, que fazia críticas bem humoradas à conjuntura nacional, falando sobre política e economia.

INÍCIO

Ato em Brasília demonstra extrema indignação da categoria

AFRFs de Brasília e de outras partes do país que estavam ontem na capital federal demonstraram o descontentamento da categoria com o governo. Mais de 200 colegas participaram ontem de manhã de um ato público promovido pela DS/Brasília em frente ao anexo do Ministério da Fazenda e todos os que falaram ao microfone foram enfáticos ao protestar contra a atitude radical do governo de não negociar com a categoria em greve. "Uma manifestação como esta mostra que toda a categoria está indignada com o tratamento discriminatório que o governo nos vem dispensando", avalia o presidente da DS/Brasília, Damião Benvinda de Amorim.

O ex-presidente do Unafisco e secretário da Receita Federal no governo de Itamar Franco, Sálvio Medeiros Costa, contou um pouco da sua história como servidor público e elogiou a mobilização dos AFRFs. "Entrei no serviço público há 52 anos. Passei por muitos governos, mas, garanto a vocês, o atual é o pior. O ruim é que estamos hoje enfrentando a ditadura econômica. Um exemplo é o fato de o presidente da República dizer num dia que a tabela do Imposto de Renda será reajustada e, no outro, o ministro da Fazenda desdizer o presidente", disse. Sálvio Medeiros disse que se sentia impedido de incentivar a greve, já que ele, como aposentado, não poderia fazê-la, mas parabenizou os AFRFs ativos pela mobilização. "A luta de vocês valoriza e dignifica a profissão".

Para o vice-presidente da DS/BH, Ewerardo Tabatinga, a intensificação do movimento é o único caminho que a categoria tem. "Nesse momento, não temos outro recurso", defendeu.

O AFRF Dagoberto Lemos, de Salvador, questionou se o governo tinha coragem de enfrentar os banqueiros com o mesmo vigor com que quebrava a paridade dos servidores aposentados. Defendeu que a categoria deveria engrossar a greve. "Arrecadamos para que outras categorias tenham aumento, é justo que tenhamos aumento salarial, paridade e respeito à nossa categoria", defendeu.

O vice-presidente da DS/Maranhão, Fernando Magalhães, pediu para que os AFRFs lessem a exposição de motivos do PL 3.501/04. "O verdadeiro objetivo do PL é aumentar a arrecadação federal para que o governo tenha superávit primário. É o que está dito no item dois da exposição de motivos. Enquanto o PL prevê um aumento de arrecadação em R$ 3 bilhões, o custo com a reestruturação das carreiras do fisco é de R$ 700 milhões", explicou.

A presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, convocou os AFRFs presentes a lotar a Assembléia Nacional de hoje. "O governo está rígido e diz que só conversa conosco se a categoria suspender a greve. A nossa resposta deve ser a realização de uma assembléia com uma participação recorde. A luta da categoria é que vai forçar a administração a negociar", defendeu.

Ao contrário das semanas anteriores, em que a DS/Brasília realizava várias assembléias, hoje será realizada uma única reunião, às 9h30, no auditório que fica no térreo do prédio do Ministério da Fazenda.

Representando a DEN, estiveram, ainda, as diretoras de Aposentados e Pensionistas, Maria Benedita Jansen Saraiva e Clotilde Guimarães, diretor-adjunto de Finanças, Iran Toneli, diretor de Comunicação Social, Alcebíades Ferreira Filho, e o diretor de Relações Internacionais, Eden Siroli Ribeiro.

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Sucesso dos atos públicos fortalece a mobilização no Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, cerca de 250 AFRFs, entre aposentados e ativos de praticamente todas as unidades da Receita, inclusive de locais distantes como Volta Redonda, Nova Iguaçu e Niterói, participaram dos atos públicos realizados ontem na capital carioca. A concentração começou por volta das 9 horas, em frente à escadaria do Ministério da Fazenda, de onde partiram ônibus fretados pela DS/RJ. Em frente ao porto, os AFRFs fizeram um café da manhã ao ar livre, em clima de confraternização e ao som de uma banda musical. Diretores da DS/RJ, o presidente da DS/Niterói e representantes da Afaiterj e Sindifisp usaram o microfone para incentivar o fortalecimento da greve.

Em seguida, os AFRFs foram em caravana para o Aeroporto Internacional Tom Jobim e fizeram manifestação no Terminal de Cargas e nos dois setores de desembarque internacional. As manifestações estenderam-se por todo o dia e só acabaram por volta das 16 horas, demonstrando uma incontestável disposição dos colegas e comprovando que atos como esses revigoram o movimento, pela unidade que propiciam.

Eu não engulo essa Gia! - Esse foi o tema das manifestações, que contaram ainda com balões de gás, faixas, GIAS infláveis e panfletos. Essa foi a forma que os AFRFs cariocas encontraram de dizer que não aceitam a gratificação proposta pelo governo. Gia é o nome de uma rã, e os auditores não gostam de "anfíbios", muito menos de engolir sapos. Tudo devidamente acompanhado pelo Jornal do Brasil e O Globo.

Projeto para Aduana causa indignação - Em reportagem da Gazeta Mercantil, de 18 de maio, a secretária-adjunta da SRF, Clecy Lionço, afirmou, segundo o jornal, que "há muitas vantagens da retirada das aduanas da Receita Federal (...) para que essa estrutura não fosse apenas fiscalizadora e sim uma estrutura de fomento ao comércio exterior, feita por uma empresa na área de logística ..." Lembrou-se nos atos que, em 2002, quando da tramitação da MP 38 (que conseguimos rejeitar), alertávamos para esse processo privatista, que ainda está na pauta governamental. Projetos como esse demonstram a necessidade de muita luta: esse sapo não dá para engolir, para o bem da sociedade.

Outra indignação marcou as manifestações, no único fato negativo ocorrido: a inspetora do Aeroporto, Maria Aparecida da Silva Corrêa, impediu a entrada do jornalista do jornal O Globo que faria a cobertura naquela localidade. Essa postura mereceu dos AFRFs uma extensa e inquestionável demonstração de repúdio: apitaço e vaias, que certamente foram ouvidos pela administração local.

Além dos atos, o dia de paralisação total nas aduanas também foi um sucesso, com a adesão de quase todos os AFRFs do porto e do aeroporto, além do inequívoco engajamento dos AFRFs das outras unidades. No encerramento, muita confraternização e a certeza de que a integração entre AFRFs de todas as unidades vai fortalecer a greve e ajudar a enfrentar mais uma tentativa de desvalorizar a carreira. Resistimos graças a nossa mobilização e capacidade de luta. Que os atos públicos sirvam de alerta ao governo para que se sensibilize e volte às negociações. A categoria não vai engolir sapos, gias e outros bichos.

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Deputados e secretário do MF contatam Unafisco

O deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS), que preside a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, e a deputada dra. Clair (PT-PR), que também integra a comissão, contataram nesta terça e quarta-feira o Unafisco por conta de nosso movimento grevista.

Por intermédio do deputado Zimmermann, o Sindicato conversou ontem, também por telefone, com o secretário Arno Augustin. O relato completo das conversas segue anexo, assim como o documento elaborado pela DEN/CNM e entregue aos dois parlamentares no último dia 18, relativamente ao movimento e à nossa pauta reivindicatória.

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Plantão jurídico para voz de prisão fora do horário comercial

O Departamento Jurídico do Unafisco Sindical disponibiliza a partir de hoje um plantão jurídico que funcionará estritamente para o atendimento de eventual voz de prisão ou ameaça de prisão aos AFRFs em greve ou em operação- padrão. O telefone celular número (61) 9972-2919 será atendido, fora do horário comercial, antes das 9 horas e após as 18 horas, por um dos advogados do Departamento, que trabalharão em regime de escala para eventuais emergências.

Em junho de 2002, durante operação-padrão, na noite de uma sexta-feira, na Teca do Aeroporto Internacional de Salvador, uma interpretação errônea de dois mandados de segurança impetrados por empresas que queriam que suas mercadorias fossem liberadas durante o movimento grevista levou três colegas a receberem voz de prisão. As auditoras chegaram a ser levadas por um camburão da Polícia Federal e ficaram detidas algumas horas, mas a liberação foi possibilitada graças ao plantão jurídico, prestado por um escritório terceirizado.

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UNAFISCO NA MÍDIA
Jornais falam da greve e da correção da tabela do IR

O jornal Folha de S. Paulo publicou ontem uma matéria sobre a greve de diversas categorias do serviço público. No caso dos auditores-fiscais, o periódico preferiu citar o efeito da operação-padrão realizada nas alfândegas do país, em especial a do porto de Santos, um dos maiores da América Latina. Os outros jornais do país também trazem matérias com um panorama geral da greve e ressaltam os prováveis prejuízos para algumas empresas ligadas à exportação. O jornal paraense O Liberal diz que, somente no setor madeireiro, em três semanas de operação-padrão, foi estimado o valor de R$ 16 milhões relativo à quebra de exportação.

Os jornais também dedicaram um espaço para a polêmica sobre a correção da tabela do Imposto de Renda. O assunto volta a ganhar força por conta da pressão feita pelas centrais sindicais, no sentido de que a tabela seja corrigida ainda este ano, a fim de que os efeitos dessa correção possam ser aplicados na declaração de 2005.

As matérias publicadas ontem sobre os temas citados encontram-se anexas.

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Comissão de Finanças e Tributação aprova congelamento da tabela do IR por dois anos

A Comissão de Finanças e Tributação da Câmara Federal aprovou ontem o Projeto de Lei nº 6.795/02, que trata da correção da tabela do Imposto de Renda para as Pessoas Físicas. De acordo com a proposta, a tabela seria corrigida anualmente, tomando como base o Índice de Preços ao Consumidor Ampliado (IPCA), mas só entraria em vigor no dia 1º de janeiro do segundo ano subseqüente à data de sua publicação, ou seja, em janeiro de 2007. Isso quer dizer que a tabela ficaria congelada por dois anos.

O Unafisco não pode concordar com esse projeto de lei. O mínimo que se pode dizer de uma proposta como esta é que ela é imoral. Congelar por dois anos a tabela do IR e de suas deduções é uma manobra para aumentar a arrecadação de forma errônea, uma tungada no bolso de milhares de assalariados. O projeto foi uma proposta do então deputado Ricardo Berzoini, hoje ministro do Trabalho. Vale lembrar que no governo de FHC, a tabela ficou congelada por sete anos, obtendo em 2002 uma correção de apenas 17,5%.

Cnesf propõe nova rodada de negociações na MNNP

A Coordenação Nacional de Entidades dos Servidores Federais (Cnesf) aprovou na reunião extraordinária de ontem a elaboração de um documento com sugestões para nova rodada de negociações na Mesa Nacional de Negociação Permanente (MNNP). O documento (anexo) critica a forma como foi feita a "negociação", já que o governo apresentou sua proposta no dia 20 de abril e a reiterou, com pequenas alterações nos valores, no dia 5 de maio, deixando os servidores sem espaço para negociar efetivamente.

Além de descumprir o previsto na Constituição Federal, que é a revisão anual linear para todas as categorias, o governo feriu o princípio da paridade entre servidores da ativa e aposentados, já que prevê reajustes diferenciados para ativos e aposentados. A Cnesf propõe que a MNNP seja retomada nos termos do protocolo firmado, única forma de garantir sua atividade e existência.

Considerando a alegada falta de recursos financeiros por parte do governo, a Cnesf preparou uma contraproposta que estabelece cinco pontos: incorporação da GAE (Gratificação de Apoio Escolar) ao vencimento básico; fim das gratificações produtivistas e sua incorporação imediata ao salário; verificação e correção das distorções financeiras existentes entre as carreiras e nas próprias carreiras; e definição de um critério para correção futura e percentual igual para ativos, aposentados e pensionistas.

De acordo com o diretor de Relações Internacionais do Unafisco, Eden Ribeiro, que participou da reunião, algumas entidades que compõem a Cnesf informaram que estão negociando com o governo por fora da MNNP, apresentando inclusive contraproposta e que estarão promovendo plenárias, esta semana, em suas bases, para consultar as respectivas categorias sobre a aceitação das propostas do governo e interrupção da greve. Entre estas entidades estão a Condsef, a Fasubra, a CNTSS e a Fenasps.

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Delegados sindicais reúnem-se na semana que vem em Brasília

Nos dias 25 a 28 de maio, os delegados sindicais de todo o país estarão em Brasília para participar das reuniões ordinárias e extraordinárias do Conselho de Delegados Sindicais.

A pauta de discussão é extensa. Na reunião ordinária, os colegas irão apreciar o balanço patrimonial, o resultado do exercício e demais contas de receitas e despesas, bem como o relatório de desempenho da DEN relativo ao exercício anterior.

O nosso movimento reivindicatório, a regulamentação da assistência jurídica individual, a organização do IX Conaf, bem como as reformas sindical e trabalhista estão na pauta de discussão da reunião extraordinária, juntamente com outros temas.

A Mesa Diretora do CDS solicita às delegaciais sindicais que observem o disposto no art. 32 do Regimento Interno do Conselho: "os delegados ... poderão incluir na pauta de Assuntos Gerais das reuniões do CDS quaisquer temas que tenham sido discutidos e aprovados em assembléias locais realizadas nas suas bases". As DSs podem aproveitar a assembléia de hoje para aprovar a inclusão de temas neste CDS. Basta que apresentem cópia da respectiva ata à Mesa Diretora.

Como de costume, é recomendável que os colegas cheguem para o CDS com um dia de antecedência, no caso, no dia 24. A reunião será instalada às 9 horas do dia 25, no hotel San Marco, cujo número de telefone é (61) 321-8484.

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LIMINAR CONTRA TAXAÇÃO DOS INATIVOS
COGRH solicita lista de aposentados a Unafisco

A Coordenação Geral de Recursos Humanos do Ministério da Fazenda (COGRH) solicitou ontem, pela manhã, ao Departamento Jurídico do Unafisco Sindical que enviasse, com urgência, a lista de AFRFs aposentados e de pensionistas para que estes sejam incluídos no sistema, de modo que se evite a cobrança da contribuição previdenciária de 11% no próximo contracheque.

A solicitação é uma resposta à liminar obtida pelo Unafisco no último dia 14 referente ao Mandado de Segurança Coletivo n° 2004.34.00.015495-6, que barrou a cobrança da contribuição infame, que representaria um verdadeiro confisco sobre os proventos dos colegas.

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Votação da PEC Paralela é adiada mais uma vez

Até o fechamento desta edição na noite de ontem, a PEC 227, a Paralela, mais uma vez não havia sido votada pelo plenário da Câmara dos Deputados. Ontem, o presidente da Casa, deputado João Paulo Cunha (PT-SP), convocou duas sessões extraordinárias, uma às 12 horas e outra após a sessão ordinária, mas ainda assim não houve tempo para que a matéria fosse apreciada.

A primeira sessão, que deveria aprovar a MP 179, que trancava a pauta de ontem, foi suficiente apenas para a discussão da proposição. A MP só foi votada na sessão ordinária. A segunda sessão extraordinária foi convocada para votar a PEC 101, da reeleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado, e a PEC 227, mas até o fechamento desta edição ainda estava sendo apreciada a PEC da reeleição.

Houve uma tentativa de adiantar a tramitação da PEC 227, mas o plenário rejeitou o requerimento de inversão de pauta, o qual pedia que a PEC Paralela fosse votada em primeiro lugar.

AFRFs tentam garantir votação da PEC Paralela

Os cerca de 40 AFRFs que participaram ontem do trabalho parlamentar do Unafisco abordaram as lideranças partidárias para garantir a votação da PEC Paralela, que ameniza os males da Emenda Constitucional nº 41, da reforma da Previdência.

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AÇÃO DOS 28,86%
Descontos a partir de junho

Começarão a ser feitos a partir da folha de pagamento de maio, creditada em 2 de junho, os descontos anuais sobre os AFRFs que autorizaram a execução dos atrasados da ação dos 28,86% ou apenas a execução da implementação em folha. Os descontos, de R$ 27,18 (para quem autorizou também a execução dos atrasados) e de R$ 13,00 (para os associados que só autorizaram a execução da implementação em folha), irão se repetir nos meses de junho e julho, em ambos os casos.

Execução pelo escritório Dinamarco, Rossi & Lucon - por um erro no processamento das consignações da folha do mês de maio, foi enviada indevidamente para o Serpro a informação de desconto no valor de R$ 13,00 para todos os associados convidados a executar os 28,86% pelo escritório Dinamarco, Rossi & Lucon, embora ainda nem todos os colegas tenham optado por executar a ação por meio dele. Tal problema será solucionado com o crédito em conta corrente de igual valor na mesma data em que é creditado o pagamento do mês de maio.

Para esclarecer dúvidas sobre o desconto indevido, os colegas podem contatar o CPD do Unafisco, nos números (61) 218-5232, 218-5233 e 218-5235.

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Nota de falecimento

A Secretaria de Aposentados da DS/Ceará comunicou, com pesar, o falecimento do AFRF aposentado Félix Aragão Neto, ocorrido no dia 13 de maio, quinta-feira da semana passada. Até sua aposentadoria, Aragão exerceu o cargo de chefia de várias agências da SRF.

 

 

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DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

 

ESPAÇO DAS DSs

 

Uruguaiana fala sobre movimento dos AFRFs em TV Argentina

O Canal 26, emissora da TV argentina especializada em notícias, entrevistou ontem o vice-presidente da DS/Uruguaiana, Davidson Silva de Oliveira, sobre o movimento grevista dos AFRFs. O sindicalista informou que os AFRFs reivindicam um reajuste salarial com base no vencimento real e não por meio de uma gratificação que está atrelada a metas de arrecadação. Ele lembrou ainda que tal gratificação (GIA) não é extensiva aos aposentados. "Expliquei ainda o absurdo da política em relação aos aposentados (quebra da paridade) e que o governo não está disposto a negociar com os auditores", contou.

Essa intransigência, conforme lembrou o colega, tem levado a impactos na economia argentina, já que está havendo atraso no desembaraço das mercadorias importadas do Brasil e exportadas para o país vizinho, foco principal da entrevista que, segundo a emissora, seria veiculada na Argentina ontem mesmo.

 

INÍCIO

 

Considerações e Indicativos
para Assembléia Nacional

Documento de apoio à Carta
da DRF/Presidente Prudente

Relato de contatos
com Parlamentares

Relato da reunião com o
ministro Palocci em 5 de maio

Documento DEN_CNM entregue aos
deputados da Comissão do Trabalho

Clipping da Greve

Carta Cnesf

 

 

Dia Nacional de Mobilização mostra a garra da categoria

Ato em Brasília demonstra extrema indignação da categoria

Sucesso dos atos públicos fortalece a mobilização no Rio de Janeiro

Deputados e secretário do MF contatam Unafisco

Plantão jurídico para voz de prisão fora do horário comercial

UNAFISCO NA MÍDIA
Jornais falam da greve e da correção da tabela do IR

Comissão de Finanças e Tributação aprova congelamento da tabela do IR por dois anos

Cnesf propõe nova rodada de negociações na MNNP

Delegados sindicais reúnem-se na semana que vem em Brasília

LIMINAR CONTRA TAXAÇÃO DOS INATIVOS
COGRH solicita lista de aposentados a Unafisco

Votação da PEC Paralela é adiada mais uma vez

AÇÃO DOS 28,86%
Descontos a partir de junho

Nota de falecimento

ESPAÇO DAS DSs
Uruguaiana fala sobre movimento dos AFRFs em TV Argentina
 
 

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