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Brasília, 19 de maio de 2004

ANO IX

Nº 1638

 

 

Protestos em todo o país marcam Dia Nacional de Mobilização

AFRFs de todo o país promovem hoje protestos e atos públicos para marcar o Dia Nacional de Mobilização. A data foi definida na Assembléia Nacional da semana passada, quando se estabeleceu que, além de atos locais, a zona primária, que se encontra em operação-padrão, irá paralisar totalmente as atividades. Em outras localidades haverá caravanas de apoio aos colegas grevistas.

Em Recife (PE) e no Rio de Janeiro, as manifestações ocorrerão em frente ao prédio do Ministério da Fazenda. Em Brasília (DF), a concentração está marcada para as 9h30, em frente ao anexo dos órgãos centrais do Ministério da Fazenda.

A presença dos colegas nos eventos é fundamental para mostrar ao governo que não estamos conformados com a proposta que nos foi apresentada e, muito menos, com o desenrolar dos fatos.

O Dia Nacional de Mobilização acontece duas semanas após termos sido recebidos pelo ministro da Fazenda, Antonio Palocci, e após a apresentação do PL nº 3.501/2004, que dispensa tratamento desigual à carreira AFRF, propõe aumento por gratificação (GIA) e o fim da paridade entre servidores da ativa e aposentados, além de manter o fosso salarial.

Zonas primária e secundária protestam

No Rio de Janeiro, a DS/RJ e o Comando Regional de Mobilização/RJ definiram que as manifestações serão nas alfândegas do porto e do aeroporto, com a participação de AFRFs de todas as unidades. Hoje está prevista paralisação total em cada repartição. Na Aduana, em vez de operação-padrão, o objetivo é parar o tráfego das cargas. Haverá ônibus alugados pela DS/RJ para levar os colegas para o ato, cuja concentração será na escadaria do Ministério da Fazenda, na Rua Debret, às 9h30.

Em Recife, o ato público contará com a presença dos colegas de Natal (RN), João Pessoa (PB), Maceió (AL) e Caruaru (PE).

O protesto contra a proposta de instituição de uma nova gratificação (GIA) deverá reunir muita gente em frente ao prédio do MF. Segundo o presidente da DS/Recife, Jaime Montenegro, o governo está sempre querendo driblar os aposentados com gratificação apenas para os ativos, atrelada a um aumento de arrecadação de difícil alcance.

Em Recife, as manifestações contarão com as presenças da segunda vice-presidente da DEN, Ana Mary da Costa Lino Carneiro, e do diretor de Relações Intersindicais, Iranilson Brasil, bem como do membro do CNM Guilherme Cazumba.

Recepção aos novos colegas no Pará

No Pará, o manifesto começa pela manhã e vai até o final da tarde. Um microônibus sairá às 9 horas do prédio da Receita Federal em Belém. Os colegas serão convidados a dirigirem-se ao porto e ao aeroporto de Belém. De lá, os AFRFs seguirão para a Alfândega (Mercedários), onde será encenada uma peça teatral sobre educação fiscal. Aproveitando o momento de reivindicação e de busca de valorização da categoria, os colegas de Belém irão dar boas- vindas aos AFRFs aprovados no último concurso que chegam hoje para assumir o cargo, com o objetivo de engajá-los desde já na luta.

O presidente da DS/Cumbica, Renato Gama, diz que está tudo preparado para a paralisação de hoje. Os setores de armazém, trânsito e exportação não irão liberar qualquer mercadoria. "Este tipo de ação, na zona primária, tem mais efeito que os atos públicos, já que lidamos com despachantes", afirmou. Uma caravana com colegas de São Paulo e Guarulhos irá dar apoio aos AFRFs de Cumbica.

Em Santos, o protesto ocorrerá em frente ao prédio da Alfândega, a partir das 10 horas, com a presença de colegas de diferentes regiões do Estado, carro de som, flores e faixas com críticas ao governo federal.

CNM/DEN acompanha atos e assembléias

O CNM/DEN estará se deslocando por todo o Brasil, a partir de amanhã, por meio de caravanas para participar dos atos e outras manifestações e para visitas a várias localidades, oportunidade em que estarão presentes às assembléias. Os colegas do Comando irão aprofundar as discussões sobre os rumos da mobilização com a categoria e estarão presentes em Manaus, São Paulo, Santos, Viracopos, Guarulhos, Foz do Iguaçu e Salvador.

Governo negocia com grevista
Desde que não seja AFRF

O deputado Tarcísio Zimmermann (PT-RS) afirmou ontem ao Unafisco que o governo não pretende negociar com a categoria dos AFRFs paralisada. A informação do Executivo ao parlamentar foi dada durante reunião, no Palácio do Planalto, entre deputados, representantes da Casa Civil e dos ministérios do Planejamento e da Fazenda.

Contraditoriamente, o governo decidiu, nessa mesma reunião, que irá criar hoje uma mesa de negociação com os servidores do Incra, em greve, e também fechar um acordo com os servidores do INSS, também em greve, em 72 horas, conforme notícia veiculada pela Agência Câmara (anexa).

Pela manhã, diretores do Unafisco e membros do Comando estiveram com os deputados dra. Clair (PT-PR) e Tarcísio Zimmermann, em reuniões distintas, para discutir a pauta reivindicatória dos AFRFs. Os encontros foram um preparativo para a reunião que os deputados tiveram à tarde no Palácio do Planalto.

No encontro com a deputada dra. Clair, os representantes dos AFRFs reafirmaram a pauta da categoria e disseram que estavam abertos a receber uma contraproposta do governo. A parlamentar solicitou que os auditores indicassem um caminho de negociação, dentro do limite colocado pelo governo, que é o pagamento da GIA pelo máximo. O Sindicato propôs a incorporação do valor máximo da gratificação no vencimento básico e o enxugamento dos padrões, a exemplo do que foi oferecido aos procuradores da Fazenda Nacional.

A deputada orientou que essas propostas constassem em um documento elaborado pelo Unafisco, o qual apontaria os caminhos possíveis da negociação. Em seguida, os colegas participaram do encontro com o deputado Tarcísio Zimmermann.

A DEN/CNM elaborou um documento de cinco páginas, no qual apontou os motivos pelos quais a categoria decidiu pela manutenção da greve, mesmo diante da proposta do governo, e frisou o entendimento de que é imprescindível um esforço coletivo no sentido da negociação, pois o PL nº 3.501/04 traz dispositivos inaceitáveis para a categoria.

Além de informar desde quando a categoria está mobilizada, mostrou que aos AFRFs foi conferido, inexplicavelmente, um tratamento discriminatório em relação a outras categorias, para as quais foi oferecido um aumento real sobre o vencimento básico extensível aos aposentados.

Participaram da reunião com os deputados a presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, o diretor de Assuntos Parlamentares, Pedro Delarue, a diretora-adjunta de Assuntos de Aposentados e Pensionistas, Clotilde Guimarães, e, pelo Comando, os colegas Luís Fernando Hornstein e Guilherme Cazumba.

"O caminho, como a categoria já havia apontado, é o da luta. Continuaremos firmes e unidos, para obtermos o respeito que merecemos", avaliou o diretor de Comunicação Social do Unafisco, Alcebíades Ferreira.

Política se faz com ética

Ética e moral são conceitos que dificilmente veremos ser tratados separadamente, ainda mais quando relacionados à política. Sem entrar na discussão sobre as diversas concepções de ética, é sabido que, no geral, os pensadores concordam que a reflexão sobre as atitudes humanas levam a uma análise sobre os valores de diferentes sociedades. Dessa forma, costuma-se classificar como imorais alguns comportamentos cuja finalidade não é o bem comum. Considerando a Ética como ciência do comportamento, nela estão incluídos os valores morais de uma sociedade. Ética e moral são elementos que formam as bases sociais.

Na mudança de comportamentos, na denúncia de atos de corrupção e da má gestão da coisa pública perpetrados por políticos brasileiros, constatamos os desvios éticos do comportamento. O abuso do poder econômico, a corrupção eleitoral, o patrocínio de bancos, evidenciam uma crise ética que vem gerando mudanças na sociedade, criando sérias distorções entre seus membros e cerceando o direito de exercer a cidadania. Platão dizia que os homens bons são aqueles que agem de acordo com a ética da razão.

Podemos discutir a crise que o povo brasileiro enfrenta no momento sob o ponto de vista ético e moral, uma vez que, a cada dia, se observa o empobrecimento da população e a escassez de empregos. Essa crise de ética deve-se, principalmente, à corrupção e à impunidade. O comprometimento da imprensa é outro fator que contribui para o aumento da crise ética no país.

A Justiça transformou-se numa utopia nunca alcançada. A Ética como ethos (bom comportamento moral visto à luz do direito natural) não é vivenciada, e a sua ausência leva à injustiça. A impunidade, a violência, a Lei de Talião - "olho por olho, dente por dente" -, a filosofia do egoísmo, de levar vantagem em tudo, são sinais de uma sociedade doente e em decadência. Aliado a isso, vemos um salário mínimo aviltante, que humilha e transforma o trabalhador num ser humano permanentemente explorado.

Exemplos de atitudes imorais e antiéticas temos aos montes, e parece cada vez mais difícil encontrar fatos que demonstrem o contrário. Mas é possível observá-los na luta por direitos humanos e também na luta sindical. Quando colegas se recusam a aceitar cargos de chefia, visando ao bem de um grupo, de uma categoria que está protestando contra a falta de atenção do governo, estão agindo de maneira correta e mostrando que é possível acreditar no ser humano como sujeito moral, comprometido com o bem-estar de seus pares.

Esses atos estão repletos de uma mensagem, cuja força é refletida no empenho de cada um, na disposição de luta dos colegas, na perseverança de nossos representantes sindicais. Ao contrário do que tenta fazer o governo, quando se recusa a discutir com os servidores uma pauta reivindicatória justa, construímos nosso movimento alicerçados por ideais éticos, que nos conduzem, a cada dia, ao caminho certo e com a certeza da vitória.

Temos ainda as cartas de AFRFs que têm cargos de chefia e se indignam com o tratamento que nos está sendo dispensado. O DRF de Presidente Prudente (SP), o delegado-adjunto da RF de Joinville e vários chefes de seção desta cidade manifestaram sua discordância com a maneira como o governo nos vem tratando e mostraram que nossa luta vai além de qualquer reivindicação de caráter puramente pecuniário. É, sobretudo, uma luta por respeito, que visa, também, a melhorar o desempenho da Receita Federal e, conseqüentemente, do Estado.

O paraíso do contrabando

Existe um país em condições muito particulares. É um país grande, rico, industrializado e culturalmente diversificado. Curiosamente, esse país possui, como particularidade destoante, o descaso de seus governantes com a vigilância de suas extensas fronteiras terrestres e marítimas, tanto pela falta de pessoal que as vigie, como pela sistemática de controle utilizada em sua Aduana. Isso tem atraído o crime organizado, que, nos últimos tempos, transformou o dito país num grande entreposto de produtos pirateados, animais silvestres, gemas, minerais preciosos, drogas e armas de todos os tipos, colocando as grandes cidades em estado de verdadeira guerra civil. Até mesmo importadores regulares utilizam artifícios para fugir aos precários sistemas aduaneiros.

Há alguns anos, o responsável pela Aduana desse país diagnosticou sérios problemas no sistema. A mão-de-obra era escassa e precisava de treinamento. O equipamento, assim como as instalações físicas e os recursos para auditoria e repressão, era insuficiente. Resolveu, então, que era necessário dar um basta a tão preocupante situação. O que fez ele? Aumentou a fiscalização, equipou a Aduana, aperfeiçoou os controles e fortaleceu a instituição? Qual o quê! Sua genial solução foi instituir uma nova sistemática no comércio exterior, segundo a qual a maioria das mercadorias que transitam por portos, aeroportos e fronteiras nacionais é sumariamente desembaraçada sem maiores complicações. Hoje, estima-se que cerca de 80% das importações e 95% das exportações não passem por qualquer tipo de exame físico.

Ao senso comum é inaceitável que, por ação ou omissão da máquina administrativa ou particular, possa um país tão grande e rico cair em tal situação caótica, a ponto de transformar-se circunstancialmente em refém do crime organizado.

Que país é este?!

DS/RJ organiza reunião com delegados e inspetores da SRF

Ontem, dia 18, a diretoria da DS/RJ e representantes do Comando Regional de Mobilização/RJ reuniram-se com administradores da Receita Federal. Participaram do encontro os delegados da Derat, Deinf, Defic, DRJ I, DRF Nova Iguaçu, o inspetor da Inspetoria Rio e um representante da Inspetoria da Alfândega do Aeroporto/RJ. Estiveram presentes, ainda, o delegado da DRF Niterói e o delegado sindical daquela localidade, Benedito Giovaldo Freire.

A reunião ocorreu em cumprimento à decisão da Assembléia Nacional no Rio de Janeiro, com o objetivo de debater com os representantes de mesmo nível hierárquico, conjuntamente, a proposta do governo apresentada aos AFRFs e discutir a posição desses administradores como integrantes da categoria, respeitando as especificidades da função que exercem atualmente.

Para a DS/RJ, o resultado foi positivo, visto que se estabeleceu um canal de comunicação capaz de gerar desdobramentos que certamente favorecerão uma maior unidade de toda a categoria, administradores e administrados, para alcançar a efetiva valorização do nosso cargo e da Receita Federal. Os delegados e os inspetores, que demonstraram alto grau de compromisso com o serviço público, a instituição e a carreira, valorizaram a iniciativa, que é histórica. Foi até sugerido que esses encontros aconteçam em todas as regiões fiscais.

Reforma sindical obrigaria AFRFs a trabalhar com proposta do governo

Os AFRFs precisam engajar-se definitivamente em uma outra luta de grande importância para o seu futuro. Trata-se do combate às reformas sindical e trabalhista que o governo pretende levar a efeito a partir do final deste ano.

Algumas delegacias sindicais, a exemplo de Pará e São Paulo, já iniciaram o debate, atitude que consideramos louvável, especialmente neste momento em que estamos envolvidos em nosso movimento grevista.

Se já estivesse em vigor o que pretende o governo com essas reformas, os AFRFs estariam obrigados a negociar a partir da proposta rebaixada apresentada à categoria, consubstanciada no Projeto de Lei nº 3.501/04.

De acordo com a proposta de reformas aprovada no Fórum Nacional do Trabalho (FNT), as negociações têm um caráter obrigatório. O sindicato não pode recusar a negociação a partir do que fora apresentado, pois o governo poderia intervir na entidade e mesmo instituir um novo sindicato para aquela base, pois a reforma pretende acabar com a unicidade sindical.

A reforma inaugura, ainda, a "negociação de caráter superior", em que somente participam as centrais sindicais reconhecidas. As centrais, depois de negociar com o governo, e no caso dos trabalhadores da iniciativa privada, os patrões, indicariam quais os pontos do acordo que não poderiam ser modificados pela base.

Nós, AFRFs, rejeitamos o PL que instituiu a GIA, na última assembléia nacional. De acordo com a proposta de reformas aprovada no Fórum Nacional do Trabalho (FNT), as centrais sindicais vão centralizar todo o poder de negociação nacional, e suas decisões não poderão ser modificadas pelas assembléias dos trabalhadores/servidores. E o empregador, no nosso caso, o Executivo, ainda ganha uma incrível vantagem, pois a reforma estabelece que toda negociação deverá considerar "a realidade dos setores econômicos, das empresas, das unidades produtivas e as necessidades dos trabalhadores". Observe-se que a necessidade dos trabalhadores ficou em último lugar.

Nem mesmo a realização de greves estaria assegurada. O texto aprovado pelo FNT demonstra o objetivo de criminalizar o movimento sindical e impor uma série de obstáculos para a manifestação dos servidores/trabalhadores, seja por meio de piquetes, de ocupações de órgãos, etc.

Para subsidiar discussões, tornamos disponível, anexo, o texto de José Maria de Almeida, membro da Executiva Nacional da CUT e presidente nacional do PSTU.

UNAFISCO NA MÍDIA
Greve geral em destaque nos jornais regionais

A greve geral dos servidores e a reunião da Comissão do Trabalho da Câmara dos Deputados na Casa Civil foram amplamente noticiadas nos jornais de ontem. O movimento dos AFRFs foi citado em algumas das matérias como exemplo das categorias paralisadas. No jornal A Tarde, da Bahia, destacou-se a adesão de 80% dos auditores à greve. O Jornal do Commercio, de Pernambuco, falou sobre o ato público que os AFRFs promovem hoje, em Recife. As matérias estão no clipping anexo.

Tributos como forma de exclusão

Quem conhece a trajetória do PT e de seus parlamentares sabe que o Partido dos Trabalhadores sempre defendeu a tributação como um instrumento de erradicação da pobreza e de redução das desigualdades sociais. Esse também é o entendimento do Unafisco Sindical. O PT, no entanto, mudou de lado. Ao chegar ao poder, não só se nega a corrigir a tabela do IRPF e a desonerar a produção, como amplia a tributação sobre o trabalho e o consumo e desonera o capital. É o que demonstra o resultado da arrecadação federal divulgado semana passada.

Segundo dados apresentados semana passada pela SRF, no mês de abril foram arrecadados R$ 27,3 bilhões na esfera federal. Esse valor supera em termos reais 2,95% a quantia arrecadada em 2003 e supera em R$ 400 milhões a meta prevista pelo governo. Se os números absolutos já causam indignação, pois em um ano a economia real não cresceu 2,95% - pelo contrário, houve retração -, uma análise mais detalhada é motivo de revolta. Descontada a inflação, a arrecadação do IR sobre rendimentos de capitais caiu 27,2% em abril deste ano em comparação ao mesmo período do ano passado. Enquanto isso, a arrecadação da Cofins, nesse mesmo período, aumentou 21,25%, e a do Imposto de Renda, 9,56%.

"Este é o resultado concreto da não-correção da Tabela do IR na declaração do ajuste", comenta o editorial de ontem do jornal O Estado de S. Paulo". Infelizmente, temos de fazer nossas as palavras do conservador jornal paulista. Não pensávamos que um governo do PT radicalizaria a política econômica do governo anterior, aprimorando, com isso, a injustiça fiscal.

Espera-se, ao menos, que a Câmara dos Deputados possa reverter essa situação. Hoje, a Comissão de Finanças e Tributação tentará votar o projeto de lei do atual ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini, o qual estabelece a correção anual da tabela a partir de 2003.

Desmistificando o discurso oficial

O boletim de 10/05/04, da DS/Campinas, publicou uma carta do AFRF Wilson Torrente, ex-presidente da mesa do CDS e atualmente lotado em Florianópolis, encaminhada ao ombudsman do jornal Folha de S. Paulo. Em sua missiva, o auditor questiona as notícias sobre o Imposto de Renda naquele jornal, que se limitam "a reproduzir uma enxurrada de números e percentagens que jorram dos discursos oficiais sem qualquer questionamento".

Entre outros pontos, Wilson Torrente lembra que a tributação sobre o capital em relação ao trabalho é extremamente favorecida no Brasil. Como exemplo, o auditor afirma que "uma empresa que proporciona um lucro isento ao sócio de R$ 24 mil por mês paga menos que a metade do IR efetivo que um salário de R$ 2 mil paga".

Outras verdades e mentiras sobre o sistema tributário brasileiro podem ser conferidas na íntegra da carta, que se encontra anexa.

Trabalho parlamentar foca PEC Paralela e PL 3.501

Cerca de 40 AFRFs de todo o Brasil estão em Brasília desde ontem para fazer o trabalho parlamentar desta semana, que está focado na PEC Paralela, de nº 227, que pode ir a plenário hoje, caso a pauta da Câmara seja desobstruída. Durante a tarde de ontem, os parlamentares foram contatados pelos AFRFs, que mostraram a importância da aprovação da matéria conforme acordo firmado entre o governo e o Senado. O principal ponto defendido pela categoria é a garantia de paridade para as pensionistas, que não está contemplada no relatório do deputado José Pimentel (PT-CE).

Outra frente do trabalho parlamentar é o PL 3.501/2004, que confere tratamento desigual aos AFRFs em relação a outras carreiras, quebra a paridade e institui uma gratificação de incremento à arrecadação baseada no alcance de metas regionais e nacional estabelecidas pelo Ministério da Fazenda. Os deputados membros da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público foram procurados pelos AFRFs, que apresentaram os argumentos contrário ao PL.

Tribunal de Justiça da Bahia suspende cobrança de aposentados e pensionistas

O Pleno do TJ-BA concedeu liminar suspendendo a cobrança de contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas filiados ao Sindicato dos Servidores da Fazenda do Estado da Bahia (Sindsefaz). A decisão, relativa ao mandado de segurança nº. 12189-0/2004, foi publicada no Diário do Poder Judiciário (DJ) de ontem. O relator da matéria, desembargador José Bispo Santana, entendeu que tanto a Emenda Constitucional nº 41/2003 como a Lei Estadual nº. 9.003/2004 não podem modificar situações jurídicas já consolidadas nem afrontar o direito adquirido dos aposentados e pensionistas.

Na sexta-feira passada, o Unafisco Sindical obteve liminar ao mandado de segurança coletivo impetrado para barrar a contribuição previdenciária dos aposentados e pensionistas. A decisão foi proferida pela juíza federal substituta da 13ª Vara, Anamaria Reys Resende, que disse ser favorável "à alegação de ofensa ao ato jurídico perfeito e direito adquirido, sob a ótica das situações já instituídas na égide da Emenda Constitucional nº 20/98, que instituiu o caráter apenas retributivo da previdência do servidor público".

Votação da reforma tributária ficou para hoje

Impasse sobre ICMS adiou para hoje, às 15h30, a votação da PEC 255/04, da reforma tributária, que deveria ter ocorrido ontem na Comissão Especial. A reforma, já fatiada no Senado, foi novamente dividida na Câmara, para a aprovação da Cide (PEC 228). O que restou da anterior, agora PEC 225, deverá novamente ser subdividida. O relator da matéria, deputado Virgílio Guimarães (PT-MG), afirmou ontem que pretende deixar a unificação do ICMS fora da reforma, para análise posterior.

INÍCIO

DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

 

ESPAÇO DAS DSs

AFRFs de Vitória (ES) estão firmes no movimento

A diretoria da DS/Vitória e o Comando Local de Greve realizaram visitas à Delegacia da Receita Federal e à Inspetoria da Alfândega de Vitória e constataram que a adesão continua em torno de 92%, a mesma do início da greve. A disposição é de continuar lutando.

De acordo com a DS, foi realizada também uma visita ao porto de Capuaba, o mais movimentado do Espírito Santo, onde os colegas estão se empenhando no sucesso da operação-padrão.

Hoje, às 9h, os colegas, a exemplo do que ocorrerá em todo o país, realizam um grande ato público, acompanhado de um café da manhã.

"Convocamos todos os ativos e aposentados e esperamos falar mais uma vez para a sociedade e para o governo. A imprensa foi convidada. Aproveitaremos a oportunidade para entregar ao superintendente da 7ª RF, que estará em Vitória, um documento assinado pelos inspetor da Alfândega de Vitória-ES, delegada da Receita Federal de Vitória, chefes, chefes substitutos e supervisores da DRF e ALF de Vitória, no qual hipotecam total apoio à carta do delegado da Receita Federal de Presidente Prudente, divulgada na edição 1.635 deste Boletim.

Ato público e informação na capital pernambucana

Os AFRFs de Recife (PE) distribuíram ontem um documento (anexo) no qual esclarecem os colegas lotados naquela cidade os motivos da manutenção da greve por tempo indeterminado, decisão reiterada na última Assembléia Nacional, realizada no dia 12 de maio. No mesmo documento, a DS/Recife faz um chamamento para o ato público que será realizado hoje em frente ao prédio da Receita Federal.

Segundo os colegas pernambucanos, não há como apoiar uma proposta que cria uma gratificação condicionada ao incremento da arrecadação e discrimina aposentados e pensionistas. O governo não deixou outra alternativa à categoria senão a continuidade do movimento. O documento elaborado pelos colegas de Recife também será distribuído no ato público.

Manifesto de Curvelo

Os AFRFs de Curvelo (MG) elaboraram um manifesto e o enviaram ao secretário da Receita Federal em resposta à mensagem de sua autoria, datada do dia 7 de maio, direcionada aos administradores e demais integrantes da carreira ARF. No entendimento dos colegas de Curvelo, é inadmissível a defesa dos argumentos do governo por parte do SRF. Os AFRFs propõem a retirada do PL 3.501/04 do Congresso Nacional e a abertura imediata das negociações, objetivando o atendimento de nossa pauta. O manifesto de Curvelo encontra-se anexo.

INÍCIO

 

Clipping da Greve

Matéria sobre reunião na Casa Civil

Manifesto de Curvelo

Documento de Recife

Carta do AFRF Wilson Torrente à FSP

Reforma Sindical (*.pdf)

 

 

 

Governo negocia com grevista
Desde que não seja AFRF

Política se faz com ética

O paraíso do contrabando

DS/RJ organiza reunião com delegados e inspetores da SRF

Reforma sindical obrigaria AFRFs a trabalhar com proposta do governo

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Desmistificando o discurso oficial

Trabalho parlamentar foca PEC Paralela e PL 3.501

Tribunal de Justiça da Bahia suspende cobrança de aposentados e pensionistas

Votação da reforma tributária ficou para hoje

ESPAÇO DAS DSs
AFRFs de Vitória (ES) estão firmes no movimento

Ato público e informação na capital pernambucana

Manifesto de Curvelo
 
 

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