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Brasília, 08 de junho de 2004

ANO IX

Nº 1652

 

 

O alerta dos administradores para a crise instalada na SRF

No dia que antecedeu a possível votação do PL 3.501 na Câmara dos Deputados, a DEN entregou ao secretário da RF, Jorge Rachid, o conjunto de manifestações dos administradores sobre o tratamento discriminatório, para pior, dispensado aos auditores-fiscais da Receita Federal na condução das discussões sobre a remuneração da categoria.

São mais de 100 administradores, ocupantes de cargos de confiança da SRF, alertando para o mesmo problema: os efeitos do impasse criado pelo governo com o não-atendimento das reivindicações da categoria. Esses efeitos ganharam contornos ainda mais graves com o envio, à revelia do Sindicato, do PL 3.501 ao Congresso Nacional, dispensando injustificadamente aos AFRFs um tratamento inferior em relação ao de outras categorias.

Nos diversos documentos, os administradores narram o quadro de apatia e desmotivação que se abateu sobre a categoria que compõe um dos órgãos mais estratégicos do Estado. A permanecer essa situação, os efeitos drásticos sobre a SRF podem ser de difícil reversão ou, até mesmo, incontornáveis.

Em todos os documentos, os administradores pedem a seus superiores hierárquicos que busquem uma solução no sentido do atendimento dos nossos justos pleitos. Somos uma só categoria e a média Administração do órgão já se conscientizou da gravidade do momento e de quão ruim é o projeto de lei para a instituição. A alta cúpula da Receita Federal não pode mais ignorar essa situação e precisa sair imediatamente em defesa do órgão, lutando para que o projeto de lei não seja votado do modo como foi encaminhado ao Congresso. Os AFRFs precisam ser contemplados porque a nossa pauta não apresenta qualquer extravagância, apenas resgata o que por justiça precisa ser feito por nós, tendo em vista o empenho com que vimos trabalhando dia-a-dia, apesar das limitações orçamentárias, de recursos humanos, entre outras dificuldades, apontadas pelos próprios administradores em suas cartas.

O secretário Jorge Rachid está sendo convidado, mais uma vez, a entrar na luta pela defesa do órgão que está dirigindo e do qual faz parte como auditor concursado. A instituição SRF não pode ficar tão gravemente exposta como se apresenta e quando pesam sobre nós, AFRFs, crescentes responsabilidades. A carta entregue ao secretário e que acompanha o manifesto dos administradores segue anexa.

INÍCIO

Administradores responsáveis por 50% do que o país arrecada pedem fim da crise na SRF

O estado de São Paulo, responsável por mais de 50% do que o país arrecada em tributos, acendeu o sinal vermelho para a crise que se agiganta na SRF. Vinte e sete delegados e inspetores dos 30 administradores de SP assinaram uma petição ao SRF, no último dia 3, denunciando o quadro de desolação provocado pela apatia e pela desmotivação que acometeram os AFRFs, sobretudo após o envio do Projeto de Lei 3.501 ao Congresso Nacional, conferindo à categoria um tratamento discriminatório: "Como uma gota que enche em definitivo o copo prestes a transbordar, sofremos a decepção de vermos nossos colegas, quando não em mobilização, completamente desmotivados".

Os administradores, cargos de confiança da alta Administração, pontuam que estão descontentes e decepcionados com a forma desigual com que a carreira ARF foi tratada, quando diariamente a categoria já tem de enfrentar uma série de dificuldades para poder trabalhar, como a crise de recursos humanos e a carência de recursos orçamentários/financeiros que tem inviabilizado investimentos e manutenção necessários ao bom funcionamento das unidades. A isso, declaram, soma-se o fato de as unidades centrais tomarem decisões e implantarem ações sem a competente análise do impacto nas unidades locais.

Ao secretário Jorge Rachid os administradores solicitam que se viabilize a reabertura da negociação junto às instâncias competentes, "com vistas a resultados efetivos", defendendo os nossos pleitos.

Para o vice-presidente do Unafisco, Marcello Escobar, a manifestação de praticamente todos os administradores da 8ª RF é emblemática: "Quando os homens que têm a responsabilidade de administrar a SRF chegam ao ponto de vir a público externar a preocupação com o processo a que se assiste no órgão é porque está havendo um efetivo divisor de água: de um lado estão aqueles que querem o bem da SRF e, de outro, os que estão contra a instituição", analisa.

Veja, abaixo, o teor da petição e a sua íntegra no anexo:

 

INÍCIO

Para chefes da DRF/Porto Alegre, crise da SRF gera desmotivação e precisa ser solucionada

Foi a vez de os chefes de serviço e de setores da DRF/Porto Alegre manifestarem-se contra a crise vivida na SRF, deflagrada a partir do movimento reivindicatório da categoria, que desnudou a intransigência do governo em não negociar com os AFRFs em greve, fazendo-nos prosseguir na paralisação por tempo indeterminado.

Quatorze administradores escreveram ao delegado da RF na capital gaúcha sobre a preocupação diante do cenário adverso por que passa a instituição e o convidam a assumir a sua responsabilidade no processo: "entendemos ser nossa responsabilidade alertar aos demais colegas que hoje também ocupam cargos administrativos para a necessidade de se viabilizar uma solução para a atual crise vivida na SRF".

Como integrantes da categoria AFRF, eles dizem no documento que as nossas reivindicações são justas e que não vêm sendo acatadas pelo governo. "O quadro se torna ainda mais desestimulante na medida em que outras categorias foram contempladas com reajustes na tabela", acrescentam, defendendo que seja dispensado aos auditores o mesmo tratamento adotado nas negociações com outras categorias de servidores públicos. "Não podemos esquecer, também, que a SRF desenvolve múltiplas atividades de fundamental importância para a sociedade e esta não pode sofrer as conseqüências decorrentes de divergências não equacionadas." Para os administradores, as demandas se avolumam e o impasse entre a Administração da SRF e a categoria tende a agravá-las.

O documento pode ser lido em anexo.

INÍCIO

Caravanas chegam a Cumbica e Porto Alegre

Membros do Comando Nacional de Mobilização (CNM) e da DEN já devem estar em Cumbica (SP) e Porto Alegre (RS), participando de mais uma caravana e discutindo com os colegas dessas localidades as estratégias que serão utilizadas durante a mobilização.

A exemplo do que ocorreu na semana passada, os colegas aduaneiros devem dar mais uma demonstração de força, hoje e amanhã, paralisando totalmente a zona primária e cumprindo a deliberação tomada na última Assembléia Nacional, como forma de protesto e pressão contra a maneira como os AFRFs vêm sendo tratados pelo governo federal.

O momento de a categoria mostrar sua indignação é este. O trabalho que está sendo realizado pela DEN, juntamente com o CNM, tem mostrado que a insatisfação ultrapassa os limites da greve, pois mais de 120 AFRFs que ocupam cargos de chefia se pronunciaram a respeito do PL 3.501/04, sempre alertando para as armadilhas contidas na proposta.

INÍCIO

Trabalho parlamentar tenta emplacar emendas ao PL 3.501

Cerca de 100 colegas de todo o Brasil estão em Brasília desde ontem para o trabalho parlamentar desta semana, que está focado no PL 3.501, o qual reestrutura a remuneração das carreiras do Fisco e deve ser votado hoje no plenário da Câmara dos Deputados. Ontem à noite, os colegas participaram de reunião de sistematização do trabalho, oportunidade em que também fizeram uma análise de conjuntura. Hoje, a saída para o Congresso Nacional está marcada para as 9 horas. O trabalho do Unafisco será feito em conjunto com as demais entidades representativas das carreiras que integram o PL.

Uma das metas é a aprovação de duas emendas relativas ao fosso salarial e à incorporação da GAT (antiga GDAT) ao vencimento básico e que já têm o número de assinaturas necessárias para apresentação em plenário. As entidades irão defender ainda quatro destaques de votação em separado. Um dos DVSs garante a paridade e será apresentado pelo Partido Liberal; outro pede a supressão do artigo 15 do PL; os outros dois tratam do mesmo assunto das emendas: um sobre o fosso salarial; e outro sobre incorporação da GAT ao vencimento básico.

Além dos DVSs e emendas, cujas assinaturas de apoio serão coletadas durante todo o dia até a votação da matéria, o Unafisco irá distribuir aos parlamentares o conjunto de manifestos dos administradores da SRF que solicitam ao governo a retomada das negociações com a categoria e alertam para a crise na SRF ocasionada pelo impasse entre o governo e os AFRFs. Uma cópia desse mesmo documento foi protocolada ontem na Secretaria da Receita Federal.

INÍCIO

AFRFs rumo à Plenária Aduaneira

Várias DSs já enviaram as respostas ao questionário feito pela Comissão Aduaneira e apresentado no último CDS. Isso demonstra o interesse dos colegas a respeito dos temas que serão discutidos na Plenária Aduaneira, a ser realizada nos dias 18 e 19 de junho, em São Paulo. Até lá, as respostas ao questionário já terão passado por uma sistematização, antes de ser apresentadas. As DSs deverão informar os nomes dos AFRFs interessados em participar da Plenária Aduaneira na Assembléia Nacional, que será realizada amanhã.

Mais uma vez, conclamamos os colegas aduaneiros a participar do encontro, no qual deve ser discutida a situação atual e o rumo que a Aduana está tomando, bem como o modelo que melhor serviria aos interesses do país. A plenária será um momento importante de reflexão e debate sobre os diversos temas que dizem respeito à categoria. Sugerimos às DSs que, nesse tempo que falta para a realização da plenária em São Paulo, promovam discussões prévias sobre as questões que afetam a Aduana.

As sugestões para a zona primária podem ser enviadas para o endereço eletrônico: aduana@unafisco.org.br. Com relação ao questionário, as respostas devem ser remetidas ao Sindicato até amanhã.

INÍCIO

Aduaneiros solicitam reunião ao secretário

O Unafisco encaminhou ontem à Secretaria da Receita Federal uma solicitação de audiência em nome da Comissão de Aduana instituída no início do ano pelo Sindicato. A decisão de pedir uma reunião com o secretário Jorge Rachid foi tirada na última reunião do grupo de AFRFs, no dia 24 de maio. O objetivo do encontro é reivindicar à Administração que explicite seus projetos para a Aduana, nivelar conceitos e, também, expor a visão dos aduaneiros para a zona primária.

O documento foi entregue no gabinete do secretário no mesmo dia em que o Sindicato recebeu correspondência do coordenador-geral de Administração Aduaneira (Coana), Ronaldo Lázaro Medina, no qual ele diz discordar das críticas do Sindicato à Coana.

Coincidentemente, o documento faz referência ao convite formulado ao Sindicato, em agosto do ano passado, para se reunir com a equipe da Coana com o objetivo de se ter conhecimento sobre o atual estágio da Aduana brasileira e das propostas para o seu desenvolvimento. Desde já está aceito o convite da Coana e aguardamos apenas a resposta oficial por parte do secretário. A carta ao SRF e o ofício da Coana, para o qual é solicitada publicação, encontram-se anexos.

INÍCIO

REFORMAS SINDICAL E TRABALHISTA
Sindicatos preparam grande marcha contra reformas no próximo dia 16

O próximo dia 16 de junho será marcado por uma grande manifestação de protesto contra as reformas sindical e trabalhista. O ato público, que pretende reunir em Brasília de 8 mil a 10 mil trabalhadores de todo o país, tem como meta denunciar as ameaças aos direitos trabalhistas, duramente conquistados ao longo de anos de lutas por parte dos assalariados. O Unafisco é um dos coordenadores do evento, juntamente com a Coordenação Nacional de Lutas (Conlutas), que reúne entidades sindicais dos setores privado e público de todo o país.

A concentração para o ato está marcada para as 9 horas, em frente à Catedral de Brasília. A marcha deverá sair às 11 horas e terá paradas estratégicas no Ministério do Trabalho, no Supremo Tribunal Federal, no Planalto e, finalmente, no Ministério da Educação. A idéia é de que, em cada parada, se debatam e se denunciem os danos provocados pela agenda de reformas neoliberais que estão sendo implementadas pelo atual governo.

A primeira parada será contra as reformas sindical e trabalhista, que motivaram a organização do ato público; a segunda, no STF, será pela defesa do fim da contribuição previdenciária dos aposentados; a terceira, no Planalto, pedirá ao governo que mude a lógica do atual modelo econômico; e a quarta parada, no Ministério da Educação, será contra a reforma universitária.

Na contramão dos direitos - A marcha do dia 16 é a primeira grande manifestação contra as reformas sindical e trabalhista, propostas pelo governo e discutidas no Fórum Nacional do Trabalho (FNT), que conta com representatividade do governo, centrais sindicais e empresários.

O cronograma do FNT estima que a primeira reforma, a sindical, seja feita por meio de proposta de emenda à Constituição a ser apresentada ainda no primeiro semestre deste ano. A PEC trabalhista viria em 2005, com o terreno preparado para a flexibilização dos direitos trabalhistas em função do enfraquecimento dos sindicatos de base.

Exemplos de reforma mostram insucesso da proposta - Nos anos 70 e início dos anos 80, reformas similares à que o governo defende, baseadas na flexibilização das leis trabalhistas, levaram à degradação do emprego e à desproteção social nos países desenvolvidos e na América Latina. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT) e do Programa das Nações Unidades para o Desenvolvimento (PNUD) dão conta de que o desemprego subiu uma média de 0,7 ponto percentual e a taxa de emprego caiu 0,1, nos países ricos onde foram aplicadas as reformas.

Na Alemanha, a taxa de desemprego aumentou de 4,8% para 8,7%. Na América Latina, que seguiu o mesmo receituário dos países desenvolvidos, os resultados são preocupantes e tendem a se agravar. Entre 1989 e 1999, o número de desempregados aumentou em 11,1 milhões e a taxa de desemprego subiu 4,1 pontos percentuais.

Proposta do governo Lula - A proposta do FNT, que se diz consensual, para as reformas sindical e trabalhista pode levar o Brasil a um modelo de relações trabalhistas parecido com o asiático, que paga em torno de US$ 1 a hora de trabalho e não considera qualquer direito social. A proposta está em sintonia com a política neoliberal aplicada no Brasil nos anos 90 e que, conforme pode ser observado em diversos estudos de conjuntura, resultou em níveis salariais inferiores ao da era Vargas e em um mercado de trabalho flexível, com menor proteção social do emprego.

"As propostas de reforma sindical e trabalhista representam um enorme retrocesso para a classe trabalhadora. É inaceitável que estejam sendo encaminhadas justamente quando temos um ex-sindicalista ocupando a presidência da República", declarou Maria Lucia Fattorelli, presidente do Unafisco Sindical.

INÍCIO

Taxação dos aposentados pode ser derrubada no STF

O governo olha com certa preocupação o julgamento do STF a respeito da contribuição previdenciária dos servidores aposentados. Na sexta-feira passada, a Agência Estado publicou uma nota revelando o temor do presidente Lula com o equilíbrio financeiro de seu governo, caso o STF julgue inconstitucional a cobrança dos inativos, ao mesmo tempo em que anuncia uma nova reforma, visando à compensação de quase R$ 1 bilhão - valor anual previsto para o confisco.

No domingo, o jornal O Estado de S. Paulo publicou uma matéria, na qual mostra a intenção de voto dos ministros que ainda não se pronunciaram a respeito do tema. Tudo indica que o resultado não será favorável ao governo, pois, dos três votos já anunciados, dois são contrários à taxação, e a maioria dos seis restantes (o presidente só vota se quiser ou no caso de empate) já demonstrou ser contrária à cobrança.

O Unafisco, juntamente com o Sindjus-DF e Fenajufe, foi aceito no processo como amicus curiae, um instrumento que permite com que pessoas ou entidades que não estejam no processo, mas que tenham interesse no seu julgamento, possam apresentar memoriais e argumentos durante o julgamento. O advogado José Luís Wagner argumentou, durante o julgamento ocorrido no dia 26 de maio, que a taxação era discriminatória e reduzia indevidamente os proventos dos servidores aposentados e pensionistas. Disse, também, que o governo não poderia criar uma contribuição sem criar um benefício correspondente.

O julgamento da questão deve continuar em duas semanas, quando termina o prazo dado para o pedido de vista solicitado pelo ministro Cezar Peluso. O argumento mais forte é, sem dúvida, o de que "as emendas (constitucionais) estão proibidas de ofender o direto adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada", conforme afirmou o ministro Ayres Britto, último a declarar voto.

As matérias citadas encontram-se anexas.

INÍCIO

Pesquisa confirma que sonegação impede país de crescer

A revista Exame desta semana traz uma ampla matéria sobre os efeitos nocivos da informalidade e da sonegação para a economia do país. Segundo pesquisa da consultoria McKinsey, uma redução de 20% na informalidade seria capaz de elevar a taxa de crescimento em pelo menos 1,5 ponto percentual. "Significa dizer que o PIB do Brasil poderia aumentar 5% ao ano", aponta a matéria. Mais desenvolvimento, mais dinheiro no caixa da União. Ou seja, para fazer crescer a arrecadação, o governo não precisa aumentar as alíquotas de impostos, como fez com a Cofins, nem manter congelada a tabela do IRPF. Basta investir na fiscalização.

As causas da sonegação citadas na matéria têm sido constantemente denunciadas pelo Unafisco. Uma delas é o baixo número de fiscais e a falta de estrutura de trabalho. "Com poucos recursos, os fiscais se concentram nas grandes empresas, que respondem por uma parcela expressiva do faturamento. O resultado é a quase certeza de impunidade no restante do mercado", informa a matéria. Pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas em mais de 50 mil empresas de até cinco funcionários mostrou que apenas 15% delas estavam em dia com o fisco.

Aproveitando o pouco número de fiscais, as empresas encontram rotas para fugir da fiscalização. "É prática comum recompensar financeiramente motoristas de caminhões que consigam evitar o encontro com fiscais nas estradas - pois o expediente permite 'reaproveitar' a mesma nota fiscal. Isso faz a rota de distribuição variar por causa da fiscalização. Outro hábito é registrar apenas parte da carga transportada, apostando que o fiscal não irá conferir o carregamento", conta a matéria.

Outros problemas apontados pela revista são a pirataria e o contrabando. Levantamento feito pela consultoria McKinsey afirma que 25% dos brinquedos e 70% dos computadores são vendidos ilegalmente no Brasil. Já de acordo com dados do Instituto Internacional de Propriedade Intelectual, 35% dos CDs de música vendidos no Brasil são piratas. Esse percentual é de 90% no caso de softwares de entretenimento. A matéria também acentua que é raro alguém ser punido pelo crime de pirataria.

Os AFRFs que trabalham na aduana sentem, no dia-a-dia, o quanto é difícil fiscalizar o contrabando nos portos e aeroportos brasileiros. Com a parametrização, a maioria das cargas passa pelo canal verde. Os AFRFs também se ressentem da falta de apoio policial para realizar conferências físicas quando se sentem ameaçados.

Um exemplo desse descaso foi noticiado ontem pelo jornal Gazeta do Povo, do Paraná. Como não foram oferecidas condições de trabalho para os AFRFs, a Receita Federal retirou da Ponte Internacional da Amizade dois Postos de Observação e Vigilância. Construídas para serem usados em conjunto pelas polícias Federal do Brasil e Nacional do Paraguai, as estruturas passaram a servir de ponto de reunião entre traficantes e contrabandistas e esconderijo de mercadorias.

A matéria da revista Exame citou o exemplo da Espanha como país que conseguiu diminuir a informalidade. Os espanhóis promoveram uma revolução na fiscalização, atualizando o banco de dados e integrando os diferentes sistemas oficiais de informação. Também aumentaram as penas para quem sonega. O resultado é a taxa de desemprego que, em dez anos, caiu de 20% para 12%.

O Unafisco tem defendido, reiteradamente, o fortalecimento do combate à sonegação, ao contrabando e à pirataria como instrumentos para fazer o Brasil crescer. É preciso que sejam revogados "entulhos", como as Instruções Normativas 106 e 111, que facilitam a vida dos sonegadores, e seja fortalecida a fiscalização. Dessa forma, estaríamos contribuindo para o fortalecimento da Receita Federal e o crescimento do país.

A matéria da revista Exame pode ser lida em anexo.

Nota de falecimento

É com grande pesar que comunicamos o falecimento do colega aposentado João Gonçalves Passarinho, ocorrido na noite de 3 de junho, em Campinas (SP). Radicado nessa cidade desde a década de 50, Passarinho era natural do Pará e irmão do ex-senador e ex-ministro Jarbas Passarinho. Com 96 anos, foi sepultado na sexta-feira, dia 4, no Cemitério da Saudade, na cidade de Campinas.

Querido da Receita Federal e na cidade de Campinas, foi importante elo entre esta comunidade e o governo federal. A DS/Campinas e seus associados solidarizam-se com a dor dos familiares do colega, que deixará muita saudade.

A missa de Sétimo dia será realizada amanhã, quarta-feira, às 18 horas, na Igreja São Paulo Apóstolo, situada à Rua Coelho Neto, 251, no bairro Guanabara, em Campinas.

INÍCIO

DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

 

ESPAÇO DAS DSs

 

DS/Ceará lança carta aberta aos administradores

A diretoria da DS/Ceará entrega hoje uma "Carta Aberta" aos administradores da Receita Federal, na qual solicitam que os AFRFs que ocupam esses cargos se engajem na defesa das alternativas de mudança possíveis de ser viabilizadas na proposta apresentada pelo governo. O documento traz uma análise do PL 3.501/04, explicando como ficará a tabela de vencimento da categoria, qual a natureza da GIFA e que tratamento é dado às aposentadorias e pensões e ao fosso salarial.

Os colegas cearenses sugerem que as demais delegacias sindicais promovam iniciativa semelhante e autorizam a utilização da carta, que publicamos em arquivo anexo.

AFRFs da DRJ/RJO-1 remetem carta a Rachid

Auditores-fiscais lotados na Delegacia da Receita Federal de Julgamento no Rio de Janeiro (DRJ/RJO-1) redigiram uma carta ao secretário da RF, Jorge Rachid, na qual manifestam "profunda insatisfação" com o Projeto de Lei 3.501. Após expor as inúmeras razões pelas quais se sentiram "desprestigiados, desvalorizados, e ainda mais desmotivados", os AFRFs dirigem-se diretamente ao secretário:

"Senhor Secretário, depositamos em V. Sa. nossa total confiança, no sentido de que, na qualidade de líder dessa Casa que todos nós prezamos e respeitamos, não poupe esforços, nas esferas mais altas do Governo Federal, para que sejam reabertas as negociações com os membros do nosso Sindicato, acerca de uma proposta de reajuste salarial objetiva e concreta, condizente com a importância que a carreira possui, apesar de tudo, no âmbito do Poder Executivo". A íntegra da carta, que seguiu com 33 assinaturas, inclusive a do delegado interino, está anexa.

Errata - Por um lapso da DS/RJ, deixamos de mencionar a relevante participação da DS/Niterói na reunião com os administradores da 7ª Região Fiscal na matéria publicada no Boletim da DEN de ontem, dia 07/06.

INÍCIO

DS/RJ reúne-se com senador Sérgio Cabral

Os diretores da DS/RJ Carlos Eduardo Baptista, João Abreu e Vera Teresa Balieiro, acompanhados dos diretores da ABAFIA Clarita da Encarnação e Carlos Rodrigo da S. Machado, e de outros AFRFs, estiveram ontem pela manhã no gabinete do senador Sérgio Cabral Filho (PMDB) no Rio de Janeiro para tratar do PL 3.501. Os diretores fizeram uma exposição dos motivos que levaram a categoria a rejeitar, em Assembléia Nacional, por 96% dos votos, a proposta do governo: descumprimento da promessa de fazer a transposição dos AFRFs que ingressaram na carreira após 1999, quebra da paridade e, por fim, o tratamento discriminatório dispensado aos AFRFs em relação às demais carreiras contempladas no PL.

Em seguida, Sérgio Cabral tomou conhecimento do teor das emendas elaboradas pelo Unafisco Sindical. Mostrando-se interessado, o senador sugeriu alguns deputados a serem procurados para tratar do assunto, o que será feito ainda hoje.

Ao final da reunião, a diretoria da DS/RJ solicitou apoio do senador para conquistar os votos da bancada do PMDB na Câmara para as emendas e DVSs do Unafisco e que ele interceda pelos AFRFs quando a votação chegar ao Senado. Sérgio Cabral Filho foi o único senador do Rio de Janeiro a votar contra a reforma da Previdência.

INÍCIO

Documento da DS/Foz do Iguaçu

Por um equívoco, publicamos ontem, em arquivo anexo, uma carta da DS/Foz do Iguaçu, sem dar qualquer explicação do que se tratava. Republicamos a mesma carta na edição de hoje, explicando que as considerações feitas pelos AFRFs daquela localidade foram aprovadas na assembléia realizada no dia 27 de maio.

De acordo com os colegas de Foz, está havendo um desencontro de informações entre DEN e CNM na condução do movimento. No documento, os AFRFs explicitam o que entendem ser o papel do Comando e da DEN na paralisação. Foz do Iguaçu também faz considerações sobre o número de participantes nas caravanas à fronteira e solicitam consultas a Foz toda vez que houver caravana numerosa à localidade.

 

INÍCIO

 

 

- Carta da Comissão Aduaneira

- Carta aos Administradores DS Ceará

- Carta aos Administradores da 7 RF

- Carta ao Rachid dos manifestos

- Peticao dos administradores da 8 RF

- Matéria revista exame

- Matéria - O Estado de SP

- Carta da DS Foz do Iguaçu

- Manifesto DRF Porto Alegre

- Ofício Coordenação - Geral de Administração Aduaneira

 

 

 

 

Administradores responsáveis por 50% do que o país arrecada pedem fim da crise na SRF

Para chefes da DRF/Porto Alegre, crise da SRF gera desmotivação e precisa ser solucionada

Caravanas chegam a Cumbica e Porto Alegre

Trabalho parlamentar tenta emplacar emendas ao PL 3.501

AFRFs rumo à Plenária Aduaneira

Aduaneiros solicitam reunião ao secretário

REFORMAS SINDICAL E TRABALHISTA
Sindicatos preparam grande marcha contra reformas no próximo dia 16

Taxação dos aposentados pode ser derrubada no STF

Pesquisa confirma que sonegação impede país de crescer

Nota de falecimento

ESPAÇO DAS DSs
DS/Ceará lança carta aberta aos administradores

AFRFs da DRJ/RJO-1 remetem carta a Rachid

DS/RJ reúne-se com senador Sérgio Cabral

Documento da DS/Foz do Iguaçu

 
 

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