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Brasília, 20 de abril de 2004

ANO IX

Nº 1618

 

 

Paralisação prossegue até a próxima quinta-feira

Como já era de se esperar, a nossa paralisação começa a incomodar setores do governo. Ontem, em entrevista à Rádio CBN, o ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, declarou que, com uma semana de greve "de servidores públicos federais", o país deixou de exportar US$ 500 milhões na semana passada. Embora não tenha dado o devido crédito aos AFRFs, o ministro deixou transparecer a sua preocupação com o setor da economia que é o único, no momento, que tem estado relativamente bem. Infelizmente, novas quedas de exportação virão, pois estamos paralisados por mais 96 horas, até o fim desta quinta-feira, em favor do atendimento de nossa pauta reivindicatória.

Demos uma breve demonstração da força do nosso movimento e o governo acusou o golpe. Prosseguiremos com maior unidade, organizando a luta. Em Brasília, o CNM/DEN recomeçou a trabalhar na organização de caravanas. Em São Paulo, as plenárias de fiscalização e aduaneira para o estabelecimento de procedimentos uniformes na greve tiveram início ontem. As notícias que chegam das Delegacias Sindicais retratam um aspecto comum: a categoria está consciente da importância da luta pela via da paralisação, aderindo crescentemente a ela. Continuaremos buscando a reabertura do diálogo rompido pelo governo, a partir do momento em que não aceitamos o esboço de sua proposta.

Lamentamos a intransigência da própria Administração na negociação com a categoria e, especialmente, os prejuízos apurados pelo governo. A nossa luta continua. De hoje até o dia 22 estamos paralisados e, na quinta-feira, voltaremos a nos reunir em Assembléia Nacional para deliberar sobre o movimento na próxima semana.

INÍCIO

Plenária aprova propostas para encaminhar à categoria

Em torno de 250 AFRFs participaram ontem, em São Paulo, da abertura da análise de conjuntura preparativa para as Plenárias Aduaneira e da Zona Secundária, que têm seqüência hoje, e para a reunião de aposentados, que inicia amanhã. As plenárias e reunião têm como objetivo estabelecer e uniformizar procedimentos de atuação durante a greve e levar propostas para a categoria e o CNM na próxima Assembléia Nacional, que será realizada na quinta-feira, dia 22.

Entre as propostas aprovadas até o fechamento desta edição destacam-se:

- deflagração de uma campanha explicando à população os motivos da greve;

- mobilização conjunta com outras categorias em torno de questões como a paridade e o fosso salarial;

- estabelecimento do dia 30 de abril como o dia nacional de entrega de documentos da campanha à Administração, ao Congresso Nacional, e a entidades de classes e representativas dos servidores públicos;

- recomendação de greve por tempo indeterminado;

- confecção de cartazes e adesivos em defesa da paridade com os dizeres: "Lula, o algoz dos aposentados".

Categoria mostra disposição para a greve

Os participantes da grande plenária, realizada durante todo o dia de ontem no Hotel Hilton, em São Paulo, demonstraram, com seus informes de diferentes regiões do Brasil, que a categoria está com disposição para a greve, o que se comprova com a adesão de cerca de 80% dos colegas na paralisação da semana passada e desta semana. A presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, fez uma análise de conjuntura e iniciou o debate, do qual participaram membros da DEN, do CDS e do CNM com abertura para a intervenção dos demais AFRFs presentes à plenária.

Maria Lucia destacou a mobilização da categoria, que na última assembléia reuniu mais de 3,3 mil AFRFs, aprovando a paralisação desta semana. Para ela, é necessário estar ciente de que estamos em um cenário em que o governo iniciou, com a reforma da Previdência, um rol de reformas que irá enfraquecer cada vez mais o Estado. "Esta greve, antes de tudo, é pela dignidade", ressaltou.

À noite, quando aprovavam as propostas a serem votadas pelas categorias, os colegas sinalizaram pela tendência à greve por tempo indeterminado.

Plenárias aprovam indicativos hoje

A longa discussão em torno da conjuntura em que se dá o movimento paredista dos AFRFs fez com que a instalação das Plenárias Aduaneiras e da Zona Secundária, que deveriam ter sido iniciadas na tarde de ontem, fossem adiadas para hoje. Os colegas irão discutir a mobilização e a aprovação, no final do dia, de um documento com sugestões à categoria. Algumas das propostas deverão ser deliberadas em assembléia.

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Aduana tem papel fundamental no combate à violência

As cenas de violência que marcaram o Rio de Janeiro e o país na semana passada têm uma série de causas. Uma delas reside no fato de a Secretaria da Receita Federal ter submetido os controles e o combate aos ilícitos ao limite imposto pela suposta necessidade de agilização, partindo do pressuposto da facilitação pura e simples. A SRF deixou de lado o princípio fundamental da proteção contra os fluxos comerciais clandestinos e danosos à economia, à saúde pública, ao patrimônio histórico e cultural e demais interesses coletivos. "Os dois maiores problemas do Rio são de responsabilidade federal: drogas e armas. As armas apreendidas na Rocinha eram alemãs e suíças", destacou o secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho, em entrevista à edição da revista IstoÉ desta semana.

Quem supostamente sairia ganhando com essa política para a Aduana seriam alguns empresários e comerciantes, que vêem na agilidade a todo custo uma forma de lucrar ainda mais. Trata-se, a bem da verdade, de um grande equívoco. A liberalização irresponsável dos fluxos internacionais termina, muitas vezes, por produzir custos mais graves e elevados do que o simples retardamento de um despacho aduaneiro, a exemplo de concorrência desleal, dumping, contrafação e pirataria, subfaturamento, entrada de armamento, etc.

A Aduana é responsável pela fiscalização das mercadorias que entram e deixam o país. Quando armas contrabandeadas e drogas chegam às cidades brasileiras isso significa que a Aduana não está funcionando a contento. Os AFRFs deveriam ser os principais componentes da rede de proteção de nossas fronteiras, mas foram tendo as suas atribuições esvaziadas paulatinamente. O resultado é a cíclica volta da violência em forma de crises agudas.

Pressionado pela sociedade, o governo cogita, para variar, a utilização do Exército com o intuito de combater a violência, e não uma de suas principais causas. Um auditor, ao barrar um contêiner lotado de armas contrabandeadas, consegue evitar inúmeros assassinatos. O mesmo se pode falar de sua atuação no combate ao tráfico de drogas.

O sistema aduaneiro precisa ser reorganizado, o que significa o estabelecimento de um novo modelo para o Brasil, considerando sua efetiva missão e finalidade; reincorporação de atribuições perdidas pelos AFRFs; treinamento constante; dotação da Receita de modernos equipamentos de modo a oferecer condições efetivas para o AFRF atuar; fim da legislação infraconstitucional que engessa o trabalho dos fiscais, entre outras coisas. É preciso que o fiscal deixe de executar trabalhos de despachante, inserindo senhas em sistemas computadorizados e desembaraçando cargas em meio virtual. A Alfândega precisa voltar a atuar no controle físico das mercadorias nos recintos.

A SRF precisa cumprir cabalmente a sua missão institucional, contribuindo para restabelecer a paz na sociedade brasileira.

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Mobilização se mantém firme em todo o país

Segundo o Comando Nacional de Mobilização, a paralisação da categoria tem a adesão de 80% dos colegas. Os comandos locais têm realizado várias atividades, visando a esclarecer os AFRFs que ainda não estão convencidos da necessidade de protestar contra a proposta apresentada pelo governo para o reajuste dos vencimentos da categoria. Em alguns lugares a paralisação só não é total por conta da liberação de materiais perecíveis, medicamentos e carga viva (animais).

Ontem, em Curitiba (PR), o comando de mobilização percorreu o prédio do Ministério da Fazenda com o objetivo de convencer os auditores a participar do movimento. Durante a tarde de ontem, os AFRFs curitibanos permaneceram na entrada do prédio da Receita, tirando dúvidas dos contribuintes sobre o correto preenchimento da declaração de Imposto de Renda. Hoje, os colegas devem participar de uma palestra sobre as reformas sindical e trabalhista, a ser proferida pelo professor de Economia Lafaiete Santos Neves. O evento ocorrerá numa sala do 13º andar do Ministério da Fazenda.

A DS/Mato Grosso do Sul efetuou nesta sexta-feira uma caravana às representações de Dourados e Ponta Porã. A caravana formada por três membros da diretoria da DS e mais quatro outros auditores da DRF/Campo Grande conversou com os colegas de Dourados explanando as reivindicações, esclarecendo dúvidas e trocando idéias sobre a paralisação. A reunião contou com a presença de mais de 90% dos auditores lotados naquela DRF e mostrou que eles estão mobilizados na luta. Em Ponta Porã também foram feitas explanações e esclarecimentos sobre a paralisação e principalmente sobre como proceder com a exportação e a importação. Os colegas daquela localidade estão em operação-padrão e ainda protestam com faixas afixadas na Inspetoria.

O Comando de Mobilização de Mato Grosso realizou visita à Zona Primária de Cáceres-MT, na sexta-feira passada, a fim de dar apoio e prestar solidariedade aos colegas lotados naquela Inspetoria que estão em greve. A caravana, utilizando coletes alusivos ao movimento, percorreu os recintos alfandegados e a IRF, onde foram afixadas faixas sobre a mobilização. A imprensa televisiva esteve presente, ocasião em que os membros do comando puderam esclarecer sobre os pleitos da categoria e denunciar as atitudes do governo. Dado o sucesso da visita do Comando naquela localidade, novas visitas estão sendo programadas, entre elas do CNM/DEN.

100% - Na região Norte, em Ji-Paraná (RO), a paralisação tem a adesão total dos colegas. Outras localidades que paralisaram totalmente as atividades, segundo informações do Comando Nacional de Mobilização, são Blumenau (SC), Foz do Iguaçu (PR), João Pessoa (PB), Presidente Prudente (SP), São José do Rio Preto (SP) e Curvelo (MG).

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Paralisação em Uruguaiana congestiona o pátio das empresas de transporte

Em Uruguaiana (RS), os AFRFs completaram a primeira semana de paralisação total de suas atividades. O resultado do movimento já pode ser sentido no Porto Seco Rodoviário e nas transportadoras que operam no comércio exterior. No final da tarde de sexta-feira, o Porto Seco Rodoviário encontrava-se totalmente lotado.
Com a nova sistemática da administração local da SRF, de distribuição de senhas para a exportação, na qual só podem ingressar no Porto Seco caminhões que tenham recebido sua respectiva senha, não há registro de filas externas ao Porto Seco. Em contrapartida à ausência de filas, os pátios das transportadoras que operam no comércio exterior já se encontram bastante congestionados.
Com o Porto Seco lotado em função da paralisação, notícias dão conta de que cerca de 300 caminhões já estavam parados nos pátios no final da tarde de sexta-feira aguardando senhas.

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Paralisação em Foz continua com trégua de caminhoneiros

Uma conversa informal com representantes das transportadoras proprietárias dos cerca de 30 caminhões que bloqueavam, desde o final da tarde de sexta-feira, dia 16, a Eadi de Foz do Iguaçu, garantiu a liberação do local no final de semana. Paralisados, os colegas de Foz estão liberando apenas as cargas perecíveis, a maior parte delas de importação. O atendimento ao público está parado e o desembaraço das exportações também.

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UNAFISCO NA MÍDIA
Governo tenta conter movimento dos servidores

As matérias noticiadas pelos jornais neste final de semana sobre a paralisação dos servidores públicos revelam a preocupação do governo em conter o movimento, ao mesmo tempo em que demonstram uma idéia equivocada do Executivo a respeito dos acordos que vêm sendo discutidos com algumas categorias. Segundo a Folha de S. Paulo de ontem, o governo estima um "prejuízo" de R$ 1,5 bilhão com a reestruturação de algumas carreiras. Curiosamente, esse é o valor previsto no Orçamento - e anunciado pelo ministro Guido Mantega - para o reajuste geral do funcionalismo.

No Porto de Vitória, de acordo com A Gazeta (ES), a paralisação dos AFRFs ocasiona um impacto considerável na economia do estado. A presidente da DS/Vitória, Valéria Testoni Gomes, diz que a greve pode, além de acarretar desabastecimento do comércio e da indústria, brecar o superávit da balança comercial do Brasil e ocasionar a quebra de contratos internacionais.

As agências de notícias online d'O Globo e d'O Estado de S. Paulo deram tratamento diferente para as declarações do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan sobre a greve da categoria. "Temos uma lista de reivindicações de servidores federais causando tumultos e gerando maiores custos", declarou o ministro nessa segunda-feira.

Auditoria da Dívida - O jornal Brasil de Fato publicou em sua edição nº 57 a matéria intitulada "Auditoria cidadã constata irregularidades", na qual a presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, aborda a questão de forma crítica e fornece informações preciosas sobre a maneira como os acordos vêm sendo feitos. O último número do boletim da Coordenação da Auditoria Cidadã da Dívida está no link "Estudos Técnicos", bem como no Quadro de Avisos do site. As matérias dos jornais citados anteriormente encontram-se anexas.

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Comando planeja próxima semana do movimento

O CNM/DEN reuniu-se ontem em Brasília para estabelecer as estratégias do movimento nesta semana e na próxima e também para avaliar os últimos fatos relatados pelas DSs. Os colegas estão definindo os locais das caravanas na semana que vem e aguardam as deliberações das Plenárias Aduaneira e da Zona Secundária e da reunião dos aposentados, que estão sendo realizadas em São Paulo, para consolidar as estratégias de ação do movimento. Uma das deliberações aprovadas ontem é que, na próxima semana, um representante de cada uma das plenárias e da reunião dos aposentados venha a Brasília a fim de integrar o CNM. Hoje, o CNM/DEN define as considerações e indicativos da Assembléia Nacional da próxima quinta-feira, dia 22, que indicará os rumos da mobilização.

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Servidores rejeitam proposta do governo e marcam para o dia 10 de maio o início da greve geral unificada

Os servidores federais, reunidos na Plenária Nacional realizada no domingo passado, dia 18 de abril, na sede da CNTI em Brasília, rejeitaram totalmente a proposta de reajuste do governo e definiram o dia 10 de maio como data limite para a deflagração da greve geral unificada dos trabalhadores do serviço público. Os 402 participantes inscritos, entre delegados e observadores, criticaram duramente a política econômica que está sendo imposta pelo atual governo. Segundo os representantes das entidades, essa política nada mais é do que a continuação das orientações neoliberais que já vinham sendo implementadas no governo anterior.

Na última reunião da Mesa Nacional de Negociações Permanente, ocorrida no dia 6 de abril, o governo apresentou uma proposta de reajuste diferenciado que prioriza as categorias dos PCCs, da Seguridade Social, Previdência, Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) e docentes, os quais receberão reajustes que variam de 12,85% a 32,07,%, e deixa de fora cerca de 200 mil servidores do Executivo incluídos na faixa salarial mais alta.

O Sindicato participou da plenária com 16 delegados e defendeu a proposta de construção de uma pauta unificada de luta dos servidores públicos. A presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, informou aos presentes que a categoria já se encontrava mobilizada e realizando paralisações de 96 horas durante a semana. Explicou também a proposta que foi apresentada pelo governo aos AFRFs, na qual é criada uma gratificação vinculada ao aumento de arrecadação, ao mesmo tempo em que quebra a paridade.

Maria Lucia lembrou o teor da nota emitida pelo Banco J.P. Morgan neste final de semana, a qual relaciona o fato de o risco país ter subido - no mesmo dia em que o Brasil pagou U$ 5,1 bilhões para o FMI - por causa da atitude permissiva do governo nas negociações com os servidores.

A representante do Sindicato propôs à plenária que deliberasse também por uma campanha de esclarecimento, cujo objetivo seria mostrar à sociedade que "os servidores públicos não são privilegiados e sim vítimas de uma política econômica injusta. É preciso que a sociedade saiba que os privilegiados nessa sociedade são os banqueiros". Segundo Maria Lucia, com essas informações, os trabalhadores da iniciativa privada passariam a apoiar a luta dos servidores. A proposta foi aprovada, por ampla maioria, juntamente com a recomendação de que a Coordenação Nacional dos Servidores Públicos Federais (Cnesf) se posicionasse de maneira solidária com as categorias que já se encontram em greve, como é o caso do Unafisco.

Deverá ser instalado no dia 11 de maio o Comando Nacional Unificado de Greve, que será responsável, entre outras tarefas, pela articulação com outras categorias de servidores estaduais e municipais, visando à unificação da campanha salarial dos trabalhadores da administração pública. Vale lembrar que o arrocho salarial imposto aos servidores públicos já dura nove anos e as perdas verificadas neste período estão acumuladas em 127%.

De uma maneira geral, todas as categorias se manifestaram contrárias à proposta do governo, a qual consideram uma provocação. Os servidores não aceitam o sistema de gratificações que o governo pretende implementar e dizem que os "penduricalhos" no contracheque devem desaparecer, pois não representam nenhum aumento real nos seus vencimentos, além de estar vinculados a avaliações de desempenho, cujos critérios são subjetivos.

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Recurso na ação para garantir reajuste linear espera julgamento

O Sindicato impetrou no final de abril de 2002 uma ação ordinária, com pedido de antecipação de tutela, reivindicando um reajuste salarial linear de 24,19%. O índice diz respeito à inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acumulada no período de junho de 1998 a dezembro de 2001. O processo tramitou na 1ª Vara da Justiça Federal em Alagoas. O juiz titular da 1ª Vara negou a antecipação de tutela e a sentença.

O Unafisco apresentou um recurso de apelação ao Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que foi negado em setembro do ano passado. O passo seguinte dos advogados do Departamento Jurídico do Unafisco foi apresentar, no próprio TRF, um embargo de declaração, que está para ser julgado. Esse pedido de embargo se faz necessário para que o Sindicato possa apresentar recursos aos tribunais superiores, como o STJ e o STF.

A origem dos 24,19% está na Emenda Constitucional nº 19, promulgada em junho de 1998, que assegurou aos servidores públicos revisão geral anual, sempre na mesma data e sem distinção de índices. Apesar de determinação constitucional, o governo só concedeu o reajuste em janeiro de 2002, após o Supremo Tribunal Federal julgar Ação Declaratória de Inconstitucionalidade, em abril de 2001, afirmando que a administração estava em dívida com os servidores quanto à obrigatoriedade do reajuste anual. O reajuste deveria ser concedido a partir de junho de 1999, mas só foi pago em janeiro de 2002. A ação solicita o pagamento do índice acumulado entre junho de 1999 a dezembro de 2001, interstício no qual a variação do INPC alcançou o índice acumulado de 24,19%. Caso tenhamos sucesso na ação, esse índice será atualizado em sua fase de execução.

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Regulamentação da reforma da Previdência deve ficar para a próxima semana

A falta de quórum impediu que fossem iniciadas ontem, na Câmara dos Deputados, as votações de sete medidas provisórias, com prazos de votação vencidos, que trancam a pauta da Casa. Entre as medidas está a MP 167, que regulamenta a Emenda Constitucional 41, da reforma da Previdência. Como amanhã é feriado e a Câmara estará em recesso, provavelmente a MP deverá ser votada somente na próxima semana.

A MP regulamenta as aposentadorias dos novos servidores e dos servidores que se encontram em situações específicas. A EC 41 acaba com a aposentadoria proporcional e estabelece três situações distintas para o cálculo e o reajustamento dos benefícios, com requisitos, enquadramentos e conseqüências próprias.

A medida determina, ainda, que os salários de contribuição, usados no cálculo do valor do benefício, serão corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) e não mais pelo Índice Geral de Preços (IGP-DI), tanto para os trabalhadores da iniciativa privada quanto para os do setor público que se aposentarem pelas novas regras.

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Lei de falências pode ser votada hoje na CAE do Senado

A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pode votar hoje o substitutivo ao projeto de lei da Câmara (PLC nº 71/03) que institui a nova Lei de Falências. De acordo com as informações da Agência Senado, o substitutivo do relator, senador Ramez Tebet (PMDB-MS), tem 200 artigos, mantendo na íntegra apenas oito dos 222 artigos aprovados pelos deputados. O projeto deve chegar ao plenário na primeira quinzena de maio, depois do exame dos membros da CAE e da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ).

Também estão pautados para a discussão na CAE o projeto de lei da Câmara (PLC nº 25/03) que elimina a cumulatividade das contribuições sociais dos Programas de Integração Social e de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), incidentes sobre operações de venda de mercadorias e serviços e o projeto de lei de autoria do senador Flávio Arns (PT-PR), que institui o Fundo Aval Garantidor do Financiamento ao Estudante do Ensino Superior.

INÍCIO

Nota de Falecimento

A DS/Varginha comunica, com pesar, o falecimento do AFRF aposentado Creso de Carvalho Coutinho, ocorrido no último domingo, dia 18. O enterro do colega foi realizado ontem em Pouso Alegre (MG). Creso exerceu por muitos anos o cargo de agente da Receita Federal em Poços de Caldas (MG), destacando-se pela competência, honradez e extrema simpatia.

 

DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

 

 

ESPAÇO DAS DSs

Café-da-manhã planeja ações da paralisação em São José de Rio Preto

A DS/São José do Rio Preto (SP) promoveu ontem um café-da-manhã com a presença de AFRFs ativos e aposentados com o objetivo de discutir e planejar ações para os próximos dias de paralisação. Ficou definido, por exemplo, que hoje pela manhã haverá uma nova concentração em frente ao prédio da Receita Federal na cidade. A adesão à paralisação é grande no local, com exceção de dois AFRFs que exercem atribuição de chefia. O vice-presidente da DS, Valmir da Cruz, informou que foi elaborada uma correspondência direcionada aos AFRFs aposentados e pensionistas, conclamando-os a participar do movimento. O documento encontra-se anexo.

INÍCIO

AFRFs em greve tiram dúvidas sobre o IR em Curitiba

Ontem, os auditores-fiscais da Receita Federal lotados em Curitiba tiram dúvidas dos contribuintes sobre o correto preenchimento da declaração de Imposto de Renda. Um número expressivo de contribuintes foi atendido pelo AFRFs em greve. À tarde, o comando de mobilização percorreu o prédio do Ministério da Fazenda com o objetivo de convencer os colegas a participarem ainda mais do movimento e convidando-os para a palestra sobre reforma sindical e trabalhista que será proferida hoje à tarde pelo professor de economia Lafaiete Santos Neves.

INÍCIO

DS/Belo Horizonte defende progressividade dos tributos

O presidente da DS/BH, Benício Cabral, defendeu o princípio constitucional da progressividade em matéria publicada no jornal Diário do Comércio, edição dos dias 17, 18 e 19 de abril. O texto, do jornalista Zu Moreira, fala sobre o crescimento da arrecadação federal em Minas Gerais, superior à média nacional. Para Benício Cabral, o desempenho 22% maior que no primeiro trimestre do ano passado reflete a política de "arrocho fiscal" do governo, que não acompanha o desenvolvimento econômico do país. O presidente da DS destacou que a categoria vem questionando a atual estrutura fiscal, que não taxa as grandes fortunas nem as remessas de dólares para o exterior e isenta de CPMF as aplicações financeiras na bolsa de valores. A matéria encontra-se anexa.

INÍCIO

DS/Porto Alegre distribui nota oficial a AFRFs da cidade

A DS/Porto Alegre distribuiu ontem, aos AFRFs lotados na cidade, uma nota oficial que faz uma análise de conjuntura da segunda semana de paralisação da categoria. A íntegra do documento encontra-se anexa.

 

 

 

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Clipping da Greve

Matéria Brasil de Fato

Nota DS Belo Horizonte - Arquivo em PDF

Nota DS São José do Rio Preto

Nota DS Porto Alegre

 

 

Paralisação prossegue até a próxima quinta-feira

Plenária aprova propostas para encaminhar à categoria

Aduana tem papel fundamental no combate à violência

Mobilização se mantém firme em todo o país

Paralisação em Uruguaiana congestiona o pátio das empresas de transporte

Paralisação em Foz continua com trégua de caminhoneiros
UNAFISCO NA MÍDIA
Governo tenta conter movimento dos servidores

Comando planeja próxima semana do movimento

Servidores rejeitam proposta do governo e marcam para o dia 10 de maio o início da greve geral unificada

Recurso na ação para garantir reajuste linear espera julgamento

Regulamentação da reforma da Previdência deve ficar para a próxima semana

Lei de falências pode ser votada hoje na CAE do Senado

Nota de Falecimento

ESPAÇO DAS DSs
Café-da-manhã planeja ações da paralisação em São José de Rio Preto

AFRFs em greve tiram dúvidas sobre o IR em Curitiba

DS/Belo Horizonte defende progressividade dos tributos

DS/Porto Alegre distribui nota oficial a AFRFs da cidade

 
 

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