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Brasília, 19 de abril de 2004

ANO IX

Nº 1617

 

 

Em nome do bom combate

Na atual campanha salarial, os AFRFs estão realizando o que se poderia chamar de bom combate: apresentaram suas reivindicações desde o final do ano passado, buscaram a negociação e, diante da intransigência do governo, foram obrigados a entrar em greve. Gostaríamos de ter ao nosso lado, nessa empreitada, os nossos colegas técnicos da Receita Federal. Assim como os AFRFs, pela proposta do governo, eles também terão a paridade quebrada e não terão suas reivindicações atendidas. O Sindicato dos Técnicos (Sindireceita), até o momento, preferiu abandonar o campo de batalha em troca do bom trânsito com o governo.

Ainda no início da semana decisiva das negociações, o governo traçou como estratégia realizar reuniões separadas entre o Unafisco e o Sindireceita, com o objetivo de quebrar a unidade entre as categorias. O Sindicato dos Técnicos não se opôs à quebra da paridade, aceitando apenas 10% do valor da GIA para os aposentados e pensionistas da categoria. Também em relação ao fosso salarial, o Sindtten não colocou resistência à proposta do governo de não oferecer nenhuma solução para esse problema. Em troca, aceitou um reajuste de remuneração diferenciado.

Foi a pressão exercida pelos AFRFs que fez o percentual oferecido aos aposentados subir para o insuficiente patamar de 30% e obrigou o governo a colocar na mesa uma proposta que diminuísse o fosso salarial, ainda que sem apresentar uma solução definitiva. Ao insistir em avançar nas negociações, o Unafisco obrigou o governo a melhorar a proposta apresentada, não só para os AFRFs, como para os TRFs e para todas as categorias envolvidas no projeto.

Os auditores iniciaram um movimento forte e coeso, e é nossa intenção contar com os companheiros técnicos nessa empreitada. A direção do Sindireceita, no entanto, está preferindo aceitar o jogo do governo, esquecendo-se de que, apesar de possíveis afinidades ideológicas, patrões e empregados sempre estarão em campos opostos. O Sindtten tem se esmerado em explicar o projeto de lei que o governo vai encaminhar ao Congresso Nacional. Esmera-se em mostrar que a proposta é boa, fazendo, assim, o serviço que a administração da Secretaria da Receita Federal deveria estar fazendo.

Ao usar o Sindtten como porta-voz das suas propostas, o governo manobra para dividir as carreiras. Segue a velha máxima de Maquiavel de dividir para governar e, no nosso caso, subjugar. Não nos assusta a estratégia governista e, sim, o Sindireceita aceitar jogar esse jogo, rasgando a carta de intenções assinada em março com os AFRFs. Naquela ocasião, o Sindicato dos Técnicos afirmava que a paridade é um princípio e, no entanto, esse foi o primeiro ponto em que eles cederam.

A história e fatos recentes têm provado que a docilidade não é o melhor caminho para os servidores. De acordo com levantamento publicado no jornal O Globo, do último dia 7 de abril, o governo Lula cedeu mais às categorias que fizeram pressão e, historicamente, as conquistas dos trabalhadores foram obtidas com muita luta.

Aceitar a lógica de que a paridade poderá ser obtida na Justiça não pode ser considerada estratégia de luta, mas de submissão. O que é justo e legal tem de ser reconhecido na mesa de negociação. A única forma de avançarmos para uma proposta que contemple os anseios dos AFRFs e TRFs é a pressão com um movimento forte. Só assim conseguiremos avançar sobre as propostas apresentadas até agora.

Não estamos sós nessa empreitada. Os auditores da Previdência já se encontram em greve, os procuradores da Fazenda, também. Continuaremos a aguardar pela entrada dos TRFs na luta, que é de todos.

Unafisco oficializa rejeição da categoria à proposta do governo e solicita reuniões

Na última sexta-feira, o Sindicato protocolizou cartas nos gabinetes do secretário da RF, Jorge Rachid, e do secretário-adjunto executivo do MF, Arno Augustin, solicitando reuniões com o intuito de dar prosseguimento à negociação com os AFRFs.

O Unafisco comunicou oficialmente a decisão da categoria pela rejeição da proposta do governo, apresentada no dia 13 de abril, e informou que nesta semana estaremos paralisados, por mais 96 horas, de hoje até quinta-feira, quando realizaremos nossa Assembléia Nacional para deliberar sobre a continuidade de nossa greve.

A DEN telefonou para ambos os secretários para comunicá-los do envio da carta. No mesmo dia, Arno Augustin, numa conversa amistosa com Marcello Escobar, primeiro vice-presidente do Unafisco, prometeu avaliar a solicitação do Sindicato e dar uma resposta. As cartas estão anexas.

Plenárias reúnem auditores de todo o Brasil em São Paulo

De hoje até o dia 21 de abril, os AFRFs irão participar, em São Paulo, de duas plenárias de definição de procedimentos para a greve, de modo a uniformizá-la: a aduaneira e a da zona secundária. Também haverá uma reunião com os AFRFs aposentados em torno do movimento reivindicatório. Os encontros serão realizados no Hotel Hilton. O calendário de atividades foi definido pela Plenária Nacional de Mobilização, realizada nos dias 14 e 15 de março, em Brasília.

AFRFs demonstram disposição para a luta

Os AFRFs deram um exemplo de força e disposição de luta na semana passada, com paralisações na maioria dos portos, aeroportos, postos de fronteira e DRFs do país. Locais importantes, cujo trânsito de mercadoria é intenso, como o setor de exportação e importação do Aeroporto de Viracopos (Campinas-SP) e a Eadi de Foz do Iguaçu (PR), estiveram totalmente paralisados. Em localidades como Presidente Prudente (SP), no interior de São Paulo, a adesão ao movimento é de 100%, desde o dia 13 de abril. O mesmo ocorreu no Porto de Paranaguá (PR) e Uruguaiana (RS), onde as atividades também foram interrompidas.

De norte a sul do país, a categoria responde com a intensificação do movimento. Em Rio Branco (AC), a mobilização tem a adesão de 93% da categoria. Em Belém (PA), a DS realizou, na sexta-feira, uma assembléia na Alfândega e discutiu com os colegas as estratégias que devem implementar para a mobilização desta semana. Os colegas que trabalham na DRF/Belém, na Alfândega de Belém, no Aeroporto e na própria
Alfândega do Porto participaram ativamente da assembléia.

Na sexta-feira passada, a Alfândega de Santos (SP) fechou as portas por 24 horas. Pela manhã, os colegas realizaram uma assembléia local, com a participação da presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, que fez um relato das negociações com o governo, traçou um panorama da conjuntura atual do movimento e respondeu a questionamentos dos AFRFs. No mesmo dia, a representante da DEN foi até Cumbica (SP) participar da mobilização dos colegas daquela localidade. Ainda no interior de São Paulo, em São José do Rio Preto (SP), o nível de adesão atinge 95%. Na Eadi, só carga perecível, e nas Seções Aduaneira e de Fiscalização os serviços estão totalmente parados.

Em Vitória (ES), o comando local de mobilização realizou visitas, na sexta-feira, à Delegacia e à Inspetoria do Porto de Vitória, tentando assim aumentar a adesão ao movimento. O plantão aduaneiro só libera cargas vivas, perecíveis, medicamentos e explosivos, e a paralisação nas zonas primária e secundária tem algo em torno de 92% de adesão.

Em Divinópolis (MG), 90% da categoria está parada. Os serviços na arrecadação estão totalmente suspensos, e na fiscalização somente duas pessoas estão trabalhando. O mesmo percentual de adesão também foi verificado nos municípios mineiros de Contagem e Sete Lagoas. Em Curvelo (MG), a paralisação é total.

É com esse espírito que iniciamos esta semana de mais 96 horas de greve, conscientes da justeza de nossas reivindicações e de que o nosso movimento está crescendo a cada assembléia, graças à atuação dos comandos locais e nacional de mobilização. É essa a nossa resposta à proposta medíocre que nos foi apresentada pelo governo federal. Veja, em anexo, o relatório da mobilização da última sexta-feira.

Foz do Iguaçu - caminhoneiros sitiaram a Eadi de Foz na última sexta-feira por conta da mobilização dos AFRFs. A DEN foi acionada e está tomando as devidas providências para que fatos como esse não voltem a ocorrer.

Santos recebe colegas da DEN e do CNM

Na última sexta-feira, a presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli, esteve pela manhã em uma assembléia local com mais de 80 colegas no auditório da Alfândega de Santos, cujo prédio fechou por conta do nosso movimento. Nesse dia, os trabalhos de importação e exportação ficaram paralisados.

Ao lado do presidente da DS/Santos, Ivan Moraes, e do diretor suplente da DEN, Rubens Fernando Ribas, a presidente do Unafisco fez o histórico das negociações com o governo e da sua intransigência, que se consolidou com a proposta à categoria encaminhada, em forma de resumo, no dia 13 de abril.

"É hora de mostrarmos a nossa indignação, lutando por um reajuste real e protestando contra essa gratificação que quebra a paridade", convidou.

Maria Lucia ressaltou que a proposta da administração visa a colocar a categoria para correr atrás do atendimento de metas fixadas com o FMI. Isso está embutido na proposta de gratificação atrelada ao contínuo aumento da arrecadação. Outro ponto destacado no debate diz respeito à paridade. "Aquilo que não se conseguiu quebrar na EC 41, o governo pretende fazer na marra, na mesa de negociação".

A proposta aos AFRFs quebra a paridade, evidenciando um projeto de governo que objetiva avançar constantemente sobre os direitos dos trabalhadores brasileiros. Esse avanço começou com a Emenda Constitucional nº 41, que aprovou a taxação dos aposentados e pensionistas. Agora, o governo quebra a paridade para os atuais aposentados, o que não teve coragem de fazer na EC, e novas retiradas de direito virão com as reformas trabalhista e sindical.

Quinta-feira - Nesse dia, o CNM e a DEN, representada pela segunda vice-presidente, Ana Mary da Costa Lino Carneiro, e o presidente da DS/Santos estiveram na Alfândega, na DRF e no Terminal de Contêineres conversando com os colegas. Foram verificados inúmeros problemas no local. O terminal, por exemplo, tem um movimento de cinco mil contêineres, por mês, e apenas uma AFRF. Além disso, a alfândega continua sem inspetor titular.

Grevistas de Cumbica se reúnem com presidente do Unafisco

Depois de passar por Santos, Maria Lucia Fattorelli participou de um debate na última sexta-feira, dia 16, com cerca de 45 colegas lotados no Aeroporto de Cumbica (SP). Os colegas, que aderiram maciçamente à paralisação, informaram que a exportação não está concluindo trânsito, que a importação está com número reduzido de DIs e que o atendimento está totalmente parado. Maria Lucia fez uma análise de conjuntura para os colegas e abriu espaço para perguntas. Os AFRFs de Cumbica queriam saber detalhes sobre a negociação do Sindicato com a Administração e estavam curiosos por saber a posição do secretário da Receita, Jorge Rachid, em relação à categoria. O presidente da DS/Cumbica, Renato Gama, também participou do encontro, que foi ainda uma oportunidade para os colegas sugerirem estratégias para as negociações com o governo.

DEN tira dúvida de colegas em Limeira

O diretor-adjunto de Assuntos Jurídicos, Luiz Benedito, e a diretora-adjunta de Assuntos dos Aposentados e Pensionistas, Clotilde Guimarães, se reuniram na última sexta-feira, dia 16, com os colegas da DRF de Limeira (SP). O encontro reuniu em torno de 25 colegas, que pediram aos representantes da DEN informações sobre as ações em andamento no Departamento de Assuntos Jurídicos do Unafisco e sobre a mobilização. Clotilde Guimarães falou aos aposentados presentes da importância de que eles se engajem na mobilização, sobretudo num momento em que o governo federal ameaça acabar com a paridade entre ativos e aposentados.

Nova sede - Na noite de quinta-feira, dezenas de colegas de Limeira e região estiveram presentes no coquetel de inauguração da nova sede da DS/Limeira, a exemplo dos dois diretores e da presidente do Unafisco, Maria Lucia Fattorelli. Com dois andares, a sede própria traz um amplo espaço para debates e organização da atual luta da categoria. Foi o que destacou Maria Lucia em seu discurso para os colegas. A presidente da DEN agradeceu a acolhida carinhosa dos colegas e os conclamou à luta.

Unafisco prepara ação contra corte de ponto

O Departamento de Assuntos Jurídicos do Unafisco Sindical irá ingressar com um mandado de segurança coletivo, em nome dos associados ativos do Sindicato, para resguardar os colegas durante a greve e evitar corte de ponto. A ação será impetrada na Justiça Federal no início desta semana e seguirá os moldes do mandado de segurança emitido em meados de 2003, durante a greve contra a reforma da Previdência, o qual teve liminar favorável ao Sindicato.

Sindicato está de olho na transferência de atribuições por administradores

Há rumores de que em Santos TRFs estariam com perfil para conclusão de trânsito no Siscomex. O Sindicato irá apurar os fatos e, caso a informação seja confirmada, responsabilizar administrativa e criminalmente os devidos administradores, pois trata-se de atribuição privativa do AFRF, que não pode ser submetida a outro servidor.

Senador Tião Viana aceita intermediar negociação entre AFRFs e governo

O senador Tião Viana (PT-AC) está disposto a intermediar uma negociação entre a categoria e o governo. A informação foi dada ao diretor de Assuntos Parlamentares, Pedro Delarue, durante encontro na sexta-feira, no Senado.

Tião Viana frisou que já estava a par da mobilização da categoria e preocupado com seus reflexos. Delarue fez questão de frisar que a intransigência era do próprio governo e que a mobilização da categoria não era contra o Executivo, mas pelo atendimento da pauta reivindicatória da categoria. "Não temos qualquer interesse especial em fazer a greve", frisou, completando: "Temos a nossa pauta e queremos ver partir da administração uma efetiva disposição de negociar".

O Sindicato deu informes sobre a paralisação no país, destacando a adesão da categoria nos portos, aeroportos e pontos de fronteira. "Grande parte deles está paralisada", comentou.

Numa demonstração de boa vontade, o senador petista afirmou que irá telefonar para o secretário Jorge Rachid e dispôs-se a participar da mesa de negociação da categoria com o governo.

PEC Paralela - O imbróglio da PEC Paralela na Câmara dos Deputados foi outro tema da reunião. Tião Viana mostrou-se constrangido com a condução da matéria na Câmara, uma vez que o acordado entre governo, oposição, os governadores Geraldo Alckmin e Aécio Neves, além dos demais, e o então ministro da Previdência, Ricardo Berzoini, está sendo desconsiderado. "Acordo tem de ser cumprido", afirmou. Para ele, o desrespeito ao acordado tira a credibilidade da classe política.

Apesar do desabafo, o senador admitiu que não tem se pronunciado sobre o caso, mas que estaria disposto a declarar publicamente em que bases o acordo entre o governo, governadores e Senado havia sido firmado. Ele orientou os AFRFs a procurar também o ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. Na sua avaliação, o ex-ministro da Previdência não se furtará de assumir a sua parte no acordo.

Aposentados apresentam sugestões de organização da pasta

Os AFRFs que participaram do 1º Encontro Nacional de Diretores de Aposentados e Pensionistas, ocorrido nos dias 17 e 18 de março em Brasília, apresentaram várias sugestões visando à organização dessa parcela da categoria. Essas propostas surgiram no último dia do encontro, quando os colegas, reunidos em grupos, fizeram um relato das atividades que são realizadas nas DSs e destacaram alguns problemas.

Segundo o relato dos responsáveis pelos grupos, um dos problemas apontados está relacionado com a integração entre ativos e aposentados. Muitos colegas não se conhecem e isso acaba por gerar uma outra dificuldade, que é trazer os aposentados não apenas para o convívio, mas também para as atividades sindicais.

A diretoria de Aposentados e Pensionistas da DEN conseguiu organizar as propostas dos grupos num quadro que publicamos anexo. O encontro foi riquíssimo em termos de propostas e foi também, como frisou a diretora titular da pasta, Maria Benedita Jansen, "um marco histórico para a disposição dos aposentados em participar da luta". Vale lembrar que foi criado um endereço eletrônico (aposentados@unafisco.org.br), logo após o encontro, para que os aposentados enviem suas sugestões para a Diretoria de Aposentados e Pensionistas.

Rio entrega documento a superintendentes da SRF

A DS/RJ e o Comando de Mobilização no Rio de Janeiro entregaram, dia 15, quinta-feira, uma carta aberta a todos os superintendentes da SRF que estavam reunidos em um hotel da cidade. A carta torna públicas as razões pelas quais os AFRFs rejeitaram a proposta oferecida pelo governo federal. Cerca de 60 AFRFs participaram da atividade. Por intermédio do superintendente da 7ª RF, Cesar Barbiero, uma comissão formada por cinco AFRFs foi recebida pelos administradores: Lenilson Moraes (secretário de assuntos de aposentados da DS/RJ), Olavo Porfírio Cordeiro (representante da Comissão de Mobilização da DS/RJ), Regina Hardman (AFRF representante do Porto/RJ), Benedito Giovaldo Freire (presidente da DS/Niterói) e Alexandre Teixeira (presidente da DS/RJ), que falou em nome do grupo. Alexandre fez uma síntese dos aspectos negativos da proposta e conclamou os administradores a refletir sobre aqueles temas e a ajudar a categoria, da qual fazem parte.

O mesmo documento foi entregue aos delegados da Derat, Defic e Deinf, no Ministério da Fazenda, aos inspetores do Porto/RJ e da Inspetoria. A entrega foi organizada pela DS/RJ e pelo Comando de Mobilização local, com a participação de colegas das respectivas unidades. Na próxima semana, o documento será levado aos demais locais.

Nos últimos dias, a DS/RJ e o Comando visitaram os locais mais estratégicos para o sucesso da paralisação. Todas as salas do Ministério da Fazenda foram percorridas, assim como o Porto/RJ e o Aeroporto Internacional. Neste último, já surgiu a primeira liminar em favor das companhias aéreas internacionais, estabelecendo prazo de 24 horas para a liberação das cargas. A Plenária Aduaneira deverá discutir essa questão.

Em outra iniciativa, a DS/RJ procurou a direção dos sindicatos dos agentes da Polícia Federal e dos procuradores da Fazenda Nacional para discutir formas de otimizar a paralisação das três categorias.

OAB irá pedir no STF a auditoria oficial da dívida externa

A Ordem do Advogados do Brasil (OAB) irá mover uma ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o Congresso Nacional a realizar uma auditoria da dívida externa, como determina a Constituição Federal de 1988. O objetivo é analisar os contratos de uma dívida que supera R$ 1 trilhão e que, apesar de ser paga rigorosamente em dia, cresce ano após ano e impede que o Estado faça investimentos para geração de emprego e na área social.

O conselheiro federal da OAB, Arx Tourinho, que apresentou a proposta ao conselho da Ordem no último dia 6 de abril e recebeu apoio de todos os seus membros, acredita que o endividamento externo brasileiro envolve uma série de ilicitudes. Muitas autoridades públicas poderiam ser responsabilizadas, assim como ficaria transparente a participação criminosa de empresas transnacionais com sede no Brasil.

Vários indícios de irregularidades vêm sendo denunciados pela Campanha Jubileu Sul, que reúne entidades, movimentos sociais e sociedade civil organizada e propõe a auditoria da dívida para mostrar quem se beneficia com o endividamento brasileiro. A Campanha discute também questões como as ameaças da implantação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca). Em 2000, 6 milhões de brasileiros participaram de plebiscito extra-oficial, promovido pela Campanha Jubileu, e votaram, em sua grande maioria, contra o pagamento da dívida externa.

Plenária da Jubileu Sul - Na última quarta-feira, dia 14, a presidente do Unafisco Sindical, Maria Lucia Fattorelli, que também é coordenadora da Auditoria Cidadã, fez uma palestra, em São Paulo, na plenária da Campanha Jubileu Sul que irá definir os rumos da campanha para o restante do ano. A fala de Maria Lucia, com o tema "Endividamento Externo e Banco Mundial/FMI", lembrou que muitos dos contratos recentes do endividamento brasileiro contêm cláusulas de juros flutuantes que agridem a soberania popular. "Há muitas questões que devem ser respondidas à sociedade. Várias emissões foram feitas quando tínhamos dinheiro em reserva. Por que foi feita essa emissão tão onerosa? Além disso, nossas taxas de juros são altas porque nos são impostas pelas agências de avaliação de risco-país. Mas se nós estamos pagando nossa dívida rigorosamente, por que nossas taxas continuam tão altas?", questionou a presidente do Unafisco.

As prioridades do governo federal, detectadas nos dados orçamentários do governo Lula, foram criticadas pela palestrante, que lembrou que, em 2003, o governo federal destinou R$ 132,5 bilhões ao pagamento das dívidas externa e interna e apenas R$ 70,8 bilhões a todas as áreas sociais. A íntegra da palestra está no Quadro de Avisos do site do Unafisco.

UNAFISCO NA MÍDIA
Imprensa nos estados noticia greve da categoria

A imprensa continua noticiando o movimento da categoria. Na sexta-feira, os jornais A Tarde (BA), O Liberal (PA), Jornal do Commercio (RJ) e Gazeta do Povo (PR) deram informações sobre a atuação dos AFRFs em várias localidades, bem como as conseqüências imediatas da mobilização. O jornal catarinense A Notícia informou, na quinta-feira, sobre a manifestação realizada pelos AFRFs em Florianópolis (SC). As matérias dos jornais citados encontram-se anexas.

Nota de falecimento

A DS/Ceará comunica, com pesar, o falecimento do colega AFRF José Pinheiro Bastos Neto, no dia 15 de abril de 2004, em Fortaleza (CE), aos 59 anos de idade. O Pinheiro, como era carinhosamente conhecido, exerceu várias funções, tanto na antiga Delegacia Fiscal como na Delegacia da Receita Federal.

 

DIRETORIA EXECUTIVA NACIONAL

ESPAÇO DAS DSs

Alfândega de Santos parada

Os AFRFs lotados em Santos realizaram uma paralisação de 24 horas na sexta-feira passada. Pela manhã, reunidos em assembléia local, receberam a visita da presidente da DEN, Maria Lucia Fattorelli Carneiro. A representante do Unafisco Sindical fez um relato das negociações com o governo e uma discussão sobre a conjuntura atual do movimento, bem como respondeu a vários questionamentos dos AFRFs. Antes de seguir para Cumbica, Maria Lucia concedeu entrevista para a TV Santa Cecília (TV Educativa). No início da tarde, o presidente da DS/Santos, Ivan Vasco de Moraes, foi entrevistado pela reportagem da TV Mar (Rede Record).

Receita Federal paralisada em Campinas

Os AFRFs da DS/Campinas encontram-se mais uma vez paralisados, solidários com todos os colegas e confiantes de que nossa força virá da demonstração de unidade. Os colegas da DRF/Campinas e da ALF/Viracopos iniciaram o movimento com 70% de adesão. Um marco histórico para uma categoria habituada a aderir maciçamente somente após várias semanas de paralisações crescentes e o reforço de caravanas. Esse sentimento envolverá brevemente as outras unidades dessa DS.

No dia 16 de abril foi promovido um café-da-manhã, com a presença dos colegas ativos da DRF/Campinas, da DRJ/Campinas, da Alfândega de Viracopos e também dos aposentados, na frente da Delegacia da Receita Federal. A união dos colegas e a indignação com a proposta apresentada pelo governo foram os sentimentos predominantes. Nos dias anteriores, os colegas têm se mantido reunidos no auditório discutindo a organização do movimento e outras questões da categoria.

Na Alfândega de Viracopos a adesão é praticamente total, pois 70% dos auditores estão paralisados. Os outros 30% cuidam do despacho dos materiais perecíveis, medicamentos e materiais perigosos. No courier, aumentou-se o número de despachos selecionados, os quais não estão sendo liberados no mesmo dia. Na importação e no trânsito, não se libera nenhuma DI parametrizada no canal vermelho. No canal verde, foi aumentado o números de DIs selecionadas para fiscalização.

DS/Porto Alegre realiza ato público diante do Chocolatão

A DS/Porto Alegre realizou um ato público na tarde do dia 15 de abril, em frente ao prédio da Receita Federal, na capital gaúcha. Colegas auditores-fiscais de vários setores da Receita e uma representação de auditores-fiscais do Trabalho participaram do ato, que teve por objetivo demonstrar ao governo federal que a categoria deseja um reajuste salarial concreto e não uma proposta de vencimentos variáveis.

Marcelo Oliveira, presidente da DS, afirmou que "propor a quebra da paridade entre ativos e inativos e oferecer um reajuste atrelado ao crescimento da arrecadação é impor aos AFRFs que torçam pelo aumento da carga tributária. Isso, todos sabem, é inadmissível, pois a sociedade não suporta mais pagar impostos, alguns evidentemente injustos".

Usando um bottom com os dizeres "Gratificação sobre a arrecadação é coisa de comissão para vendedor", o vice-presidente da DS, Dão Real Pereira dos Santos, reforçou a posição da categoria e disse que a paralisação de 96 horas esta semana e a extensão dos protestos até o próximo dia 23 de abril é a resposta para o governo. "Queremos reajuste, mas não uma proposta que nos atrele à arrecadação, pois negaríamos nossas posições históricas por justiça fiscal", afirmou.

AFRFs de Santa Cruz do Sul aprovam moção de apoio a Joaçaba

Os auditores-fiscais da Receita Federal lotados na DRF Santa Cruz do Sul
decidiram, por unanimidade, em assembléia realizada na última quinta-feira, dia 15, emitir moção de apoio à Carta de Joaçaba, publicada no Boletim 1.614. A informação foi enviada pela Representação Sindical de Santa Cruz do Sul.

Assembléia local de Joaçaba aprova nota de esclarecimentos

Os AFRFs da DS/Joaçaba, reunidos em assembléia local na última quinta-feira, dia 15, decidiram apresentar à categoria esclarecimentos sobre seu posicionamento em relação à mobilização e propostas para as negociações com o governo, visando à maior eficácia das negociações. O documento encontra-se anexo.

INÍCIO

 

Manifesto Joaçaba

Carta Arno

Carta Rachid

Quadro de Mobilizacao

Clipping 1604

Resumo Encontro Aposentados

 

Unafisco oficializa rejeição da categoria à proposta do governo e solicita reuniões

Plenárias reúnem auditores de todo o Brasil em São Paulo

AFRFs demonstram disposição para a luta

Santos recebe colegas da DEN e do CNM

Grevistas de Cumbica se reúnem com presidente do Unafisco

DEN tira dúvida de colegas em Limeira

Unafisco prepara ação contra corte de ponto

Sindicato está de olho na transferência de atribuições por administradores

Senador Tião Viana aceita intermediar negociação entre AFRFs e governo

Aposentados apresentam sugestões de organização da pasta

Rio entrega documento a superintendentes da SRF

OAB irá pedir no STF a auditoria oficial da dívida externa

UNAFISCO NA MÍDIA
Imprensa nos estados noticia greve da categoria

Nota de falecimento

ESPAÇO DAS DSs
Alfândega de Santos parada

Receita Federal paralisada em Campinas

DS/Porto Alegre realiza ato público diante do Chocolatão

AFRFs de Santa Cruz do Sul aprovam moção de apoio a Joaçaba

Assembléia local de Joaçaba aprova nota de esclarecimentos
 
 

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